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Contadores, Auditores e Controladores do Sistema alinham entendimentos

Com a presença de 95 participantes, o V Encontro Nacional de Integração dos Contadores, Auditores e Controladores (Encac) do Sistema Confea/Crea e Mútua foi realizado em Brasília (DF), nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro. A importância desses setores foi o destaque das boas-vindas dadas por Joel Krüger e Fátima Có, engenheiros civis que presidem o Confea e o Crea-DF; Franciane Araújo contadora do Crea-RO e representante dos Creas; e William Kuhlmann auditor do Conselho Federal. A Mútua marcou forte presença no evento, com a participação da auditora da Caixa de Assistência, Rosane Valadão, e dos colaboradores Claudilene de Carvalho e Paulo Renato Bezerra, da Auditoria, Mayko dos Santos, da Controladoria, e Patrícia Cunha, Gisele Alves, Bruno Mendes e Nayara Nascimento, da Contabilidade.

Durante a solenidade de abertura, Krüger comentou que a atuação de auditores, contadores e controladores “tem alto impacto na atuação dos gestores”. Em sua fala, o presidente do Confea lembrou que sua gestão tem sido marcada pela promoção de encontros temáticos de todos os setores administrativos do Sistema Confea/Crea e Mútua: “nosso objetivo é incentivar o corpo funcional do Sistema Confea/Crea e Mútua a interagir buscando a uniformidade de condutas e ações”. Com ênfase, Joel Krüger falou da necessidade de alinhar os procedimentos.

Ele afirmou que apoiará as alterações que forem necessárias visando o alinhamento interno e o externo acompanhando as orientações da Controladoria Geral da União (CGU) e do Tribunal de Contas da União (TCU). “Nossa gestão se aproximou dos órgãos de controle em especial TCU e CGU e eles participam dos nossos eventos”, disse Krüger. “Queremos que tragam informações para nos alinharmos e cumprirmos os procedimentos indicados, mesmo que, às vezes não concordemos”.

FOC e PEC-108
O presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia lembrou das medidas do TCU enfeixadas na Fiscalização de Orientação Centralizada (FOC), contra a qual o Confea entrou com alguns embargos declaratórios para esclarecer sobre sua abrangência. Ele informou que o assunto está em discussão em todos conselhos de profissões regulamentadas existentes no país. Ao se referir à PEC 108 – que altera a natureza dos conselhos de regulamentação e fiscalização profissional-, Krüger falou que a proposta “é uma ameaça que paira sobre os Conselhos Profissionais”. Ao defender a instituição, o presidente informou que o Sistema tem cumprido seu papel e que por ano, em média, seiscentos mil atos fiscalizatórios são realizados.

Novos recursos liberados pelo Programa de Desenvolvimento Sustentável do Sistema Confea/Creas e Mútua (Prodesu), também foram citados pelo presidente: “Embora disponibilizado a todos os Regionais, procuramos socorrer os Creas que enfrentam dificuldades para fechar suas contas”.

Em sua fala, o presidente do Confea agradeceu a participação de todos e destacou a presença dos conselheiros federais eng. civil Marcos Camoeiras e o eng. mecânico Ronald Santos, diretores ligados às áreas de controladoria e controle sustentável do Sistema Confea/Crea.

Troca de experiências e melhorias
Presidente do Crea-DF e representando os presidentes dos Conselhos Regionais, Fátima Có, afirmou ser de “suma importância” a atuação de contadores, auditores e controladores: “Vejo vocês como verdadeiros colaboradores dos Creas, indicando o que tem que ser corrigido”. Ela também disse esperar que durante os dias do V Encac sejam elencados os indicativos necessários à uma boa administração.

William Kulman, por sua vez, destacou os auditores, controladores e contadores mais antigos do Sistema. Falou da importância do conhecimento adquirido ao longo de anos e que eles compartilham com os colaboradores mais novos. A mais jovem entre os que deram as boas-vindas aos participantes do V Encac, Franciane Araújo, contadora do Crea-RO, se disse “honrada” em representar os Creas e espera “fazer melhorias para a boa administração do Sistema”. Para ela, o Encontro serviu para esclarecer dúvidas e ajudar a melhorar procedimentos.

Lúcio Carlos de Pinho Filho, controlador geral da Defensoria Pública Distrito Federal, falou sobre o “papel” do controlador que, para ele, “é fundamental para empresas, órgãos públicos e privados”. Lúcio afirmou que “a maioria das nossas decisões estão associadas a incertezas e que se não existe controle infalível, não ter controle não é bom”. Em outro momento do evento, o palestrante Ismar Barbosa Cruz orientou os participantes em um nivelamento de conhecimentos, conceitos e diferenças sobre Controle e Auditoria Internos e Controladoria.

Mayko dos Santos, Claudilene de Carvalho, Ismar Cruz, Rosane Valadão, Paulo Renato Bezerra e Gisele Alves

Ministro do TCU fala dos reflexos do Acórdão 1925/2019
O ministro-substituto do Tribunal de Contas da União (TCU) abriu a agenda da tarde do segundo dia (31/10) do propondo diálogo sobre os reflexos do Acórdão 1925/2019-TCU-Plenário, que trata da Fiscalização de Orientação Centralizada (FOC). Realizada entre março de 2017 e maio de 2018, e divulgada pelo tribunal em agosto passado, a FOC teve o objetivo de avaliar os controles, receitas, a regularidade das despesas com verbas indenizatórias, as transferências de recursos para terceiros e para prover o panorama sobre as atividades finalísticas dos conselhos de fiscalização profissional. O trabalho abrangeu 28 conselhos federais e 531 regionais.

Aos participantes do encontro, o ministro André Luís de Carvalho disse ser fundamental o Confea e os Creas se aproximarem do tribunal para aprimorar os trabalhos, apresentando dúvidas e dificuldades para obter posicionamento do colegiado. “O TCU é o maior parceiro dos conselhos, por isso é importante abrir esse diálogo.”

Auditores e gestores devem ser amigos, não adversários
O papel da auditoria com relação às três linhas de defesa da administração moderna – controle, gestão e risco – foi o foco da palestra que sob o título “Gestão de risco, de compliance e de controle interno”, foi apresentada por Sérgio Filgueiras de Paula.

Auditor federal de finanças e controle da Controladoria Geral da União (CGU), Sérgio, com base nas experiências vividas na Controladoria, e em normas nacionais e internacionais, falou das boas práticas e na efetividade da prevenção de riscos de uma gestão.

Destacando que o “papel do auditor é ajudar a organização a mudar seu rumo e não só apontar os erros”, Sérgio afirma, “auditor e gestor não são adversários. A vitória de um é a vitória de outro”, ensinou.

“Gestão de riscos e integridade no setor público” é tema do V Encac
Com um extenso e intenso currículo de formação para os seus 32 anos e com uma trajetória profissional que inclui a passagem pelo Confea (de 2008 a 2011, na Gerência de Tecnologia e Informação), Priscila Diniz, hoje Auditora Federal de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União (CGU), foi a palestrante da manhã do último dia do V Encontro Nacional de Integração dos Contadores, Auditores e Controladores (Encac).

“Pretendo trazer a prática da gestão de riscos”, indicou Priscila, logo no início de sua palestra sobre “Gestão de riscos e integridade no setor público”, e usando a frase “há riscos que não se pode correr e há riscos que não se pode deixar de correr”, dita por Peter Drucker, escritor, professor e consultor administrativo de origem austríaca, considerado como o pai da administração moderna.

Fonte e fotos: Confea (com inserções da Mútua)

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