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Engenharia Potiguar é destaque no Brasil no combate ao coronavírus

Enquanto o mundo se volta para problemas na área de saúde, engenheiros norte-rio-grandenses trabalham de modo incansável na busca por soluções para enfrentar o coronavírus (Covid-19). Para ajudar na área da vigilância em saúde e na área da tecnologia da informação e comunicação para o monitoramento e vigilância epidemiológica na situação do coronavírus (Covid-19) no Brasil, uma equipe potiguar formada por engenheiros de computação, engenheiros biomédicos, engenheiros eletricistas e engenheiros de produção atua no Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LAIS/UFRN).

“Eles utilizam biossensores que trabalham com processamento de sinais biológicos que permitem acelerar o resultado do coronavírus, além de desenvolver uma série de conjunto de equipamentos que podem auxiliar no tratamento como é o caso de ventiladores mecânicos de baixo custo e a utilização de impressora 3D para produção de máscaras que protegem os profissionais de saúde em regiões críticas”, explica o coordenador do LAIS, professor Ricardo Valentim, sobre a função do engenheiro eletricista, por exemplo, neste momento grave em que estamos vivendo. Para ele, “os engenheiros têm um papel fundamental na questão da atenção à saúde para que o país possa ser mais resiliente e dar melhores respostas à população, essencialmente na qualidade dos serviços de saúde, seja público ou privado”.

Segundo o presidente em exercício do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do RN (Crea-RN), o engenheiro civil Vilmar Segundo, essa é a contribuição dos profissionais da engenharia nessa época de pandemia. “Esse trabalho é muito importante para o desenvolvimento de novas técnicas e tecnologias que possam cooperar para o avanço da saúde e poder ajudar as pessoas que tanto precisam nesse momento em que um vírus assola a população mundial”, ressalta.

Ao ser questionado sobre a importância do engenheiro para a saúde nessa época de pandemia do Coronavírus (Covid-19), o coordenador do LAIS, professor Ricardo Valentim, explica que hoje “o engenheiro tem um papel fundamental na questão da atenção à saúde para que o país possa ser mais resiliente e dar melhores respostas à população, essencialmente na qualidade dos serviços de saúde, seja público ou privado”.

Devido às demandas da área de saúde, há um ramo da engenharia civil específico para a construção de hospitais e outros estabelecimentos de saúde. “São detalhes muitos técnicos da área da saúde, então já têm pessoas na engenharia civil especializadas na construção de hospitais”, detalha o professor.

Valentim explica que os engenheiros tentam descobrir soluções que possam ajudar as pessoas a ter uma melhor atenção médica. “Quando falamos em isolamento social precisamos de ferramentas que permitam interação médico-paciente de maneira remota. Ou seja, uma assistência em saúde mediada por tecnologia. E neste caso do coronavírus tem sido extremamente demandada. Temos engenheiros da computação e engenheiros biomédicos trabalhando nesse projeto”, explica.

Considerando que o Brasil é um país com proporções continentais com mais de 200 milhões de habitantes, a necessidade do planejamento – especialmente em um momento de crise como o que vivenciamos é essencial -, o professor Ricardo Valentim assegura que o trabalho do engenheiro de produção é fundamental no ambiente hospitalar. “Ele é essencial no planejamento logístico, pois é o profissional ideal para realizar a distribuição de medicamentos e equipamentos médicos, entre outras tarefas na área da saúde”, enfatizou.

Dados atualizados

O site Coronavírus RN foi outro produto elaborado pelos engenheiros do LAIS em que o internauta pode ter acesso aos números de casos confirmados, suspeitos, descartados, mortes, média de dias para o resultado do exame e gênero dos pacientes. Além disso, o internauta consegue visualizar o mapa com os municípios onde há casos suspeitos da doença e confirmados, e os bairros de Natal que concentram o maior percentual de casos confirmados.

Sistema desenvolvido pelo  LAIS leva informação sobre o COVID-19 

Em uma parceria entre o LAIS e a Organização Pan Americana da Saúde (OPAS) foi lançado o curso que trata sobre o Covid-19. Mais de 50 mil pessoas se matricularam no curso “Vírus respiratórios emergentes, incluindo o Covid-19”, do dia 11 a 26 de março. O módulo educacional está disponível através da plataforma AVASUS, desenvolvido pelo LAIS, e é aberto para a população em geral. O curso pode ser acessado aqui

Os estados com mais inscritos até o momento são o Rio Grande do Norte (1.977), São Paulo (1.330) e Minas Gerais (1.213). Por região, o Nordeste lidera com 6.653 inscritos. Há ainda usuários que não declararam seu estado de origem, bem como estudantes que vivem fora do Brasil, sendo estes dois grupos os maiores. Em relação aos acessos de outros países, há alunos nos Estados Unidos e Portugal, além de vários países de outros continentes.

Fonte: Crea-RN.

 

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