Notícias

Engenheiro eletricista dá dicas de cuidados com os enfeites luminosos de Natal

Não faça nenhuma instalação elétrica sem conhecimento. O correto é consultar sempre um profissional qualificado da área

Com a aproximação das tradicionais festas do mês de dezembro, a busca por maneiras criativas de decorar os ambientes aumenta. É comum as pessoas fazerem uso de luzes para embelezar e iluminar residências, comércio, instituições e as ruas para as festas do final de ano. Porém, como envolve eletricidade, é bom conferir dicas e cuidados na utilização das lâmpadas e piscas-piscas dos enfeites natalinos.

Os cuidados já devem começar ao comprar itens, como luminárias decorativas como pisca-pisca e mangueiras de iluminação. Esses são produtos largamente comprados nesta época do ano e uma escolha errada pode causar danos materiais e físicos.
Tais itens são regulamentados pelas normas do Inmetro e, embora não contenham o selo do órgão regulador, devem atender aos requisitos obrigatórios informados em português e conter informações como tensão, corrente, potência máxima do conjunto, marca ou logomarca do fabricante ou importador. Luminárias têm regulamentação própria e o plugue deve ter o Selo Inmetro.

Já na hora de decorar, a primeira dica é verificar as condições dos fios dos piscas-piscas e dos enfeites da decoração que envolve eletricidade. É preciso cuidado para não utilizar fios e cabos ressecados ou rompidos, o que pode ocorrer com material reutilizado de um ano para outro. Todo cuidado é pouco para se evitar curto-circuito e provocar danos no ambiente.

Outra preocupação é saber o estado das instalações elétricas antes de ligar qualquer enfeite natalino à tomada, verificando a capacidade e a resistência dos condutores, tanto da rede de energia quanto dos enfeites. É preciso saber se a potência dos enfeites é compatível com a carga elétrica instalada.

Conforme explica o engenheiro eletricista Alexandre Sanches, do Departamento de Projetos da CERRP (Cooperativa de Eletrificação e Desenvolvimento da Região de São José do Rio Preto), em matéria no site da entidade, “não se deve fazer nenhuma instalação elétrica sem conhecimento. O correto é consultar sempre um profissional qualificado da área, para verificar todas as conexões e instalações. Uma fiação inadequada, somada a uma sobrecarga adicional, é causa comum de danos graves, como o superaquecimento, choques e até a queima da fiação elétrica e consequentemente a possibilidade de provocar incêndio na residência”, alerta ele.

Outra recomendação do engenheiro é para se evitar o uso do famoso e perigoso “benjamim”, multiplicador de tomadas também conhecido como “T de extensão”, que pode sobrecarregar a rede elétrica e acarretar acidentes ou defeitos aos equipamentos. “A probabilidade de ocorrer algo desagradável, com o uso desse tipo de adaptador, é grande”, avisa o engenheiro.

Deve-se evitar também fazer emendas de fios ou ligar os fios diretamente nas tomadas. Além de acidentes, podem gerar gastos desnecessários no consumo de energia elétrica. “Em uma instalação elétrica, o correto é separar os circuitos de maneira que cada um deles tenha sua proteção individual, os disjuntores, tornando assim a instalação segura e não comprometendo a fiação que proporciona o seu perfeito funcionamento”, explica o engenheiro Alexandre.

30O ideal seria que os acessórios tivessem fusíveis de proteção para isolar a falha, em caso de curto-circuito, sem afetar o circuito completo do ambiente.

Fonte: CERRP e ITPS