Tomam posse e iniciam os trabalhos os novos conselheiros federais do Confea

Com a renovação do terço do Plenário do Confea, 12 novos conselheiros (seis titulares e seis suplentes) iniciaram seus mandatos para o triênio 2018/2020. Eles participam de treinamento no Confea para se familiarizar com os procedimentos e as ferramentas utilizadas durante as Sessões Plenárias.

O Sistema Eletrônico de Informação (SEI); as atribuições e a estrutura da Superintendência Administrativo-Financeira; dados sobre o orçamento, o centro de custos para atividades institucionais internas e externas relativas ao exercício de 2018 e sobre estrutura; apresentação do Programa de Desenvolvimento Sustentável (Prodesu); e as finalidades e competências das Comissões, dos Grupos de Trabalho, do Conselho Diretor e do Comitê de Avaliação e Articulação foram alguns do temas abordados nos três dias do treinamento.

À Mútua, os novos conselheiros falam sobre suas expectativas para os trabalhos no Plenário do Confea.

Eng. Agr. João Bosco de Andrade Lima Filho (SE): federalização do Plenário do Confea
“Alguns objetivos elenquei em minha proposta de campanha e pretendo perseguir. Primeiro, representar meu estado e meus colegas conterrâneos aqui no Plenário do Confea, isso será um norte para mim. Outra questão importante será discutir o problema da representatividade por Unidade da Federação. Por exemplo, eu sou o segundo conselheiro da área de Agronomia na vida do Crea-SE. O primeiro foi há 25 anos. Quando é que os agrônomos de Sergipe terão depois de mim outro representante, daqui há 25 anos? Isso é muito injusto, que o estado fique tanto tempo sem representante no Conselho Federal. Vamos trabalhar na busca da modificação da Lei para que possibilite que todo estado tenha um conselheiro no Plenário. Outra questão é a da redistribuição dos recursos do Sistema Confea/Crea. Os recursos são do Sistema, então, precisam ser melhor distribuídos para que haja uma equidade melhor. Minha experiência na Mútua e no Sistema me deu o conhecimento e a vivência com esses problemas que listei e, também, com relação aos que vemos no dia a dia do Sistema”.

Eng. Agr. Laerte Marques da Silva (suplente): Ensino EAD e ação parlamentar
“Como suplente do João Bosco, minha primeira expectativa é colaborar com seu trabalho. Como sou professor universitário pretendo contribuir, principalmente, no debate sobre o ensino EAD. Se levarmos em consideração, hoje, a quantidade de cursos e como estão se disseminando, a tendência é que tenhamos muito mais cursos e profissionais formados por esse método de ensino. Atualmente, temos aproximadamente 45 cursos, divididos em sete segmentos da área tecnológica em EAD, como as Engenharias civil, mecânica, elétrica e de softwares. Nesse escopo, são cerca de 20 mil alunos de Engenharia a distância. A partir disso, surge um questionamento: Não é função do Crea se preocupar com a formação, mas estamos preocupados com a qualidade dos profissionais que entram no mercado. Já fiz parte do grupo de trabalho sobre EAD e chegamos à conclusão de que a melhor opção é montar o exame do Conselho. Além disso, também trabalharei para reforçar a ação parlamentar, pois todos os normativos e leis ligadas ao Sistema são aprovados via Congresso e acredito devemos nos engajar para chegar a um nível em que sejamos de pronto reconhecidos no Congresso pelos parlamentares. São dois trabalhos importantes e que me coloco à disposição, com toda garra e energia para defender”.

 

Eng. Eletric. José Chacon de Assis (RJ): respostas à sociedade
“Acredito que estarei na CAIS desempenhando meu trabalho junto ao grupo. Ainda tem a Comissão Temporária de Meio Ambiente que pretendo estar integrando, mas tudo vai depender do andar dos trabalhos. Na minha percepção, existem questões fundamentais que devem ser vistas no Sistema como um todo e que precisamos movimentar alguns debates. Temos que guiar nossas ações mais gerais em cima dessas questões. Devemos dar menos importância às minúcias e olhar o Sistema como um todo. O Sistema precisa responder a cada momento que a sociedade precisar. Temos que olhar o que está acontecendo nas questões gerais, sociais, ambientais relacionadas à Engenharia, ou até não relacionadas, mas que podem mexer conosco, com o futuro do país, com o mercado de trabalho dos nossos profissionais. Precisamos estar bastante acordados à questão e procurar esse caminho do Sistema, integrado à realidade. O Conselho Federal pode e deve tentar levar essas questões aos Conselhos Regionais. Não custa dinheiro criar uma Comissão interna ou fazer uma audiência pública sobre uma passarela ou um prédio que caiu. Eu alerto: vão crucificar os engenheiros, mediante a mensagem dessa nova série que está na TV. Quer dizer, o engenheiro é o culpado? Não, antes de tudo ele é um indivíduo. Se ele é um bom indivíduo, é um bom engenheiro e o contrário também. Em todos os segmentos há pessoas que comentem crimes, advogados, médicos, psicólogos, dentistas, psiquiatras, etc. Temos a obrigação de responder às questões que a sociedade coloca e também colocarmos novas questões para a sociedade, pois temos essa responsabilidade. Por exemplo, o caso da água: devemos vislumbrar todos os problemas futuros, como já estamos fazendo há anos. A água global é a mesma, nós que estamos estragando o planeta. A água está aí, mas desregulada, caindo mais em um lugar e menos em outro, e essa é a questão. Temos que indicar essas questões para a sociedade e responder àquelas que a própria sociedade cria, até mesmo porque estamos inseridos nesse grande movimento que são as nossas cidades, os nossos estados, o nosso país e o nosso planeta”.

Eng. Eletric. Jorge Luiz Bittencourt da Rocha (suplente): afinar metas do Confea com as do MEC
“Uma das premissas que me fizeram vir para o Confea, junto com o Chacon, foi a necessidade de afinarmos as metas do Confea com as do Ministério da Educação. Isso é fundamental porque, hoje, temos um descompasso muito grande, principalmente na nossa área de energia, onde verificamos que as academias estão formando profissionais do século 20 e nós temos uma nova gama de novos portfólios de serviços e energias que não são de forma nenhuma atendidos na formação dos futuros profissionais do Sistema. Existe o Plano Nacional de Energia (PNE) 2050 e as academias não se inserirem nesse projeto nacional é catastrófico e vai trazer transtornos muito grandes, pois toda uma infraestrutura está sendo montada para atender determinados percentuais de diferentes tipos de energia e, infelizmente, não temos profissionais para atender essa demanda do mercado. Esse foi um dos primeiros pontos que me fizeram pleitear essa vaga de conselheiro federal. Espero que com minha experiência e a do Chacon possamos conduzir isso a bom termo de forma a afinar e contribuir não só para o país, mas para a sociedade em geral”.

 

Eng. Ftal. Laércio Aires dos Santos (AP): desafios e aproximação com os profissionais
“Não tenho um projeto pronto, não trouxe nada fabricado para o Plenário do Confea. Tenho como lema na minha carreira e em minha vida o desafio. E no desafio, à medida que ele se apresenta, vou me adequando e dando soluções aos problemas. Uma coisa é certa: cheguei aqui para somar, para discutir a Engenharia e seus problemas. Se na condição de presidente do Crea-AP cheguei a coordenador adjunto do Colégio de Presidentes, aqui não será diferente. Vou procurar desenvolver um trabalho para que seja reconhecido pelos meus pares e, junto com eles, fazer um trabalho para que a Engenharia seja pujante, que não sejamos omissos nas grandes decisões que temos que tomar e que sejamos respeitados junto à sociedade. Porque é isso que eu clamo, um Sistema mais apresentável à sociedade e que cumpra o seu mister, que é defender os seus interesses e garanto que vou fazer isso em todos os segmentos. E não esquecerei da Mútua. A Mútua tem aqui um parceiro para que possamos, juntos, trabalhar para defender os interesses dos profissionais. O que mais quero é que o Confea e os Creas possam ir aos profissionais para mostrar realmente o que o Sistema pode e vai fazer. E nesse sentido, também conto com a parceira da Mútua. Venho de um Crea pequeno e sei as dificuldades que nossos colegas profissionais têm, às vezes, até para acessar os recursos da Mútua. E é isso que quero fazer, cumprir nosso papel para irmos em busca dos nossos profissionais. Somos 1,5 milhão de profissionais e temos em uma eleição, acho que por falta de credibilidade e por falta de confiabilidade do colega profissional, apenas 12% de votantes. Isso precisa ser mudado e é o próprio Sistema que tem de mudar isso e dizer: ‘Estamos aqui, queremos defender seus interesses’. Não precisamos que outros órgãos venham nos dizer o que vamos fazer, temos que usar nossas inteligências e colocá-las em prática para dizer e fazer o que tem que ser feito e, assim, alcançar respeito e representatividade. E digo isso em todos os segmentos. Não adianta buscar o apoio no Congresso quando não fizemos nada pelo profissional que está lá. Precisamos chegar ao ponto em que possamos dizer a esse colega profissional que está no Congresso, que o ajudamos e o elegemos e agora queremos seu compromisso com a defesa dos interesses da categoria, temos que esquecer do ‘eu’ e conjugar o verbo ‘nós’, na segunda pessoa”.

Representante de Instituições de Ensino Superior – modalidade: Engenharia

Eng. Civ. Osmar Barros Junior – aproximação com o MEC e fortalecimento da educação
“Nos dois anos do mandato anterior consegui realizar um trabalho muito interessante na CEAP (Comissão de Educação e Atribuição Profissional) como coordenador junto com os demais conselheiros da Comissão, deixando uma série de trabalhos preparados para serem implementados agora. Um grande avanço conquistado, que é muito difícil, mas conseguimos, foi a aproximação com a Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, por meio do Fórum de Gestores da Abenge (Associação Brasileira de Educação em Engenharia). Agora, temos uma porta aberta lá. É difícil, mas esse trabalho inicial, ‘de formiguinha’, foi feito. Com isso, a expectativa é continuar com essa aproximação, pois ela é necessária ao Sistema. Ainda temos muito trabalho a ser feito na CEAP, que é uma Comissão complexa, que precisa de quórum qualificado, que cuida das resoluções e das atribuições. Costumo dizer que se o Sistema fosse uma indústria, a escola era o fornecedor de matéria prima. Temos ainda diversos trabalhos internos importantíssimos, como a revisão da resolução de títulos, que conta com mais de 300 títulos, muitos desativados ou que deveriam estar. No MEC existem catálogos de cursos técnicos e de graduação tecnológica mas não tem de graduação superior e recebemos muitos pedidos de inserção de novos títulos, sendo esse um trabalho árduo. Quero deixar um elogio e um agradecimento: nós aqui no Confea temos uma assessoria muito boa, em todas as Comissões. Posso falar da CEAP, em especial do Fábio, que eu costumo dizer que é meu braço direito e também o esquerdo. Um profissional extremamente competente, uma enciclopédia. O Confea tem material humano muito bom. O apoio externo dos especialistas que nos auxiliam nos pareceres que encaminhamos ao MEC, também é fundamental. São quase 100 especialistas que trabalham de forma honorifica. As Comissões são o reflexo do Plenário, que é enxuto, então as Comissões também são. Somos três na CEAP, uma das menores Comissões, mais um analista. Tivemos muito trabalho tentando levar a CEAP para os Regionais, e assim atender a todos nesse país que é muito grande. Em diversos estados realizamos reuniões com Conselheiros Regionais, fizemos palestras em universidades e workshops. Além disso, conseguimos oferecer treinamentos aos analistas dos Creas que devem cuidar das Comissões de Educação que queremos implementar. Enfim, avançamos muito, mas ainda temos muito trabalho. E a Mútua tem um papel fundamental nisso tudo, inclusive, em relação à Universidade Mútua. A Instituição tem auxiliado muito, também, na questão das ARTs e sua codificação, enfim, diversas propostas e sempre contamos com esse apoio no nosso trabalho como conselheiro”.

 

Eng. Civ. Ricardo Augusto Mello de Araújo (AC): interiorização do Crea
“No Acre, vejo a necessidade de apoio na interiorização do Crea, pois não estamos conseguindo promover isso. Só temos uma fiscalização que não atende todo o estado e o interior está ficando descoberto. É uma das grandes reclamações dos nossos profissionais, pois vemos que leigos estão tomando conta do mercado e isso é muito ruim. Precisamos construir a Inspetoria de Cruzeiro do Sul, o segundo município mais forte. Outra área que está crescendo muito é a parte de Brasiléia, que é fronteira, onde a população está aumentando muito. Então, é preciso levar o Crea pelo menos para mais esses dois locais. Outro ponto que irei discutir muito é a questão da federalização do Plenário do Confea, para que tenhamos um conselheiro por estado. É uma das nossas bandeiras, uma das nossas metas aqui no Plenário. Essa é uma representatividade muito forte e quando ficamos sem um conselheiro federal é difícil para o presidente do Crea ter apoio. Estávamos há 30 anos sem um representante na área de Civil. Essa formatação é muito antiga, a lei é de 1966, então, precisamos modernizar essa questão. Também irei defender a modernização do sistema eleitoral. No âmbito dos processos e tramites já é tudo totalmente digitalizado. O que queremos é que também já nas próximas eleições, tenhamos um pleito totalmente digital, o que fará termos uma participação maior da Engenharia. Hoje, são quase 1,5 milhão de engenheiros e apenas 5% ou 6% em todo o Brasil votam nas eleições do Sistema. Isso não representa a classe. Com isso, o Sistema será fortalecido, fazendo com que haja uma credibilidade maior por parte dos profissionais, principalmente dentro das universidades. Junto à Mútua, vejo que há a necessidade de mudar algumas questões. O Acre é uma Regional pequena, onde temos o maior número proporcional de mutualista em relação ao número de inscritos no Crea. São cerca de 30% de profissionais no estado associados à Mútua – é a Regional que tem, proporcionalmente, o maior número de concessão de benefícios e o menor número de inadimplência. Então, acho que podemos fortalecer ainda mais a presença da Mútua no estado e alterar algumas diretrizes, como por exemplo, o teto dos benefícios. Com isso, também acho importante falar que a Mútua é nacional e que, quando um mutualista de uma Caixa pequena que tem poucos recursos precisa e outras Regionais têm recursos disponíveis, que ele possa solicitar em outra Caixa, fora do seu domicílio. A Mútua é muito importante e pode nos ajudar em diversos aspectos, como melhorar nossa presença junto aos profissionais, mostrando que o Sistema é forte. Como conselheiros estamos representando o Brasil e, além do trabalho local que temos no Acre, também podemos trabalhar junto com a Mútua nacional no fortalecimento do Sistema em todo o Brasil, pois a tendência do descrédito é geral”.

 

Eng. Prod. Mec. Zerisson de Oliveira Neto (AL): representação junto aos jovens profissionais
“Minhas expectativas são muito boas para o trabalho no Confea e chego para ser representante dos profissionais mais jovens, pois sou o conselheiro federal mais novo da história, com 31 anos. Quero chamar os mais jovens para fazer essa parceria e me ajudar nesse mandato, para inovar e trazer mais tecnologias que facilitem nosso Sistema e façam a aproximação com os profissionais, porque ainda vemos que os Conselhos são um pouco afastados. Vou conhecer melhor o Sistema e, nos três anos de mandato, vou fazer tudo para melhorar o atendimento à categoria, não só do meu estado, mas, também, de todo o país. Sou associado à Mútua há três anos e, claro, a Mútua será uma pauta importante que tratarei no Plenário do Confea. Reitero meu compromisso com a Instituição e com os profissionais. Entrei agora e já assumo a responsabilidade de ter a SOEA (Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia) no meu estado. Com certeza, vou fazer o que puder para termos um excelente evento, que supere as expectativas. Esse compromisso meu com a SOEA é muito importante e, junto com o presidente do Crea-AL e a Diretoria da Mútua, vamos traçar as metas e fazer o melhor direcionamento para o sucesso da Semana. Quando ocorreu, anos atrás, uma edição da SOEA em Maceió participei como estudante e não era ligado ao Sistema, pois os cursos eram mais afastados do Crea. Agora, melhorou bastante, principalmente com o CreaJr. Inclusive, um projeto que vou defender é fazer com que os estudantes conheçam os Conselhos Regional e Federal, pois muitos acreditam que basta apenas pagar a anuidade e pronto.”

 

Geol. Oswaldo de Araújo Costa Filho (suplente): defesa do salário mínimo profissional
“Vamos defender os interesses da nossa classe, especialmente no tocante ao salário mínimo profissional. Muitas prefeituras e outros órgãos públicos publicam editais de concursos oferecendo salários inferiores ao salário mínimo, que são seis salários mínimos vigentes no país. Alguns editais que tenho visto pagam apenas dois mil reais. Mudar essa realidade será uma bandeira de luta nossa em defesa dos profissionais. Além disso, o fortalecimento do Crea-AL, com uma fiscalização mais eficiente, também estará entre as causas que defenderemos. Com relação à Mútua, acredito que é preciso uma agressividade maior na divulgação da Instituição, que já melhorou bastante. Acho que devemos fazer uma campanha bem abrangente para aumentar o número de associados. Os profissionais precisam conhecer todas as vantagens de ser mutualista, pois a Mútua é excelente. Eu mesmo me associei há pouco tempo. Conhecia a Mútua, mas não sabia dos detalhes dos benefícios oferecidos.”

 

Fonte e fotos: Gecom/Mútua

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