Segundo evento preparatório para Fórum Mundial das Águas é realizado em Manaus

As soluções para problemas hídricos são um dos principais temas do Fórum Mundial das Águas. A capital do Amazonas sediou, nos dias 10 a 12 de maio, um dos eventos preparatórios do Sistema Confea/Crea e Mútua para o encontro que acontece em março de 2018, em Brasília. Em Manaus, participaram do encontro profissionais da Engenharia, Agronomia, pesquisadores, cientistas, políticos e estudantes. Este foi o segundo de um total de sete preparatórios que serão realizados até o Fórum Mundial.

A programação abordou temas como “Recursos Hídricos – De direitos fundamentais a commodities”; “Gestão de Recursos Hídricos Transfronteiriços”; “Métodos Geofísicos aplicados à Hidroecologia e Gestão de Águas Subterrâneas”. A abertura foi marcada pela conferência “Impacto das Mudanças Climáticas nos Recursos Hídricos das Amazônias (brasileira e internacional). No último dia, o destaque foi a mesa-redonda “O Desafio para a garantia de acesso à água de qualidade” e, logo em seguida, a palestra final sobre o 8° Fórum Mundial, com representante da organização do Fórum.

Realizado a cada 4 anos, o Fórum Mundial da Água em 2018 será realizado em Brasília, onde contará com a participação do Sistema Confea/Crea e Mútua. A capital brasileira venceu a disputa com Copenhague (Dinamarca). O principal objetivo do encontro é mostrar os impactos que a poluição faz com os recursos hidrográficos do planeta. “O Brasil participou desse debate e chamou a atenção para a prosperidade que temos, afinal possuímos a maior reserva hídrica do planeta, então a responsabilidade do país passa a ser bem maior. Queremos que as pessoas saibam que existem profissionais engajados em solucionar esses problemas”, disse o presidente do Confea, engenheiro civil José Tadeu da Silva.

Em 2016, Brasília sediou a Conferência Internacional das Águas que foi promovida pelo Confea e pela Federação Brasileira de Engenharia, com apoio da Mútua. O evento contou com a participação de duas entidades mundiais, a União Pan-americana de Associações de Engenheiros e a World Federation of Engineering Organisations (WFEO). Na opinião de Silva, essa conferência chamou a atenção das autoridades. “O Brasil mostrou ali potencial para sediar o Fórum Mundial, não só voltado para a água, mas na cadeia que implica a questão. De lá também saiu a ideia de fazer o evento preparatório no Amazonas”, revelou.

Evento preparatório

Segundo o presidente do Crea-AM, engenheiro civil Cláudio Guenka, a importância de Manaus sediar o evento vai além das questões ambientais. “É importante não apenas para a cidade, mas para toda região Amazônica. Iniciamos a conferência falando sobre os impactos das mudanças climáticas, então estamos alertando ao mundo que o Amazonas seja visto de uma maneira diferente. Queremos que as nossas águas sejam tratadas com as particularidades que nós temos aqui, então, dessa maneira, eu vejo que o Conselho Federal de Engenharia acertou em trazer o evento para a cidade. Espero que possamos apurar todos os saldos desse encontro, os positivos e negativos também”, falou.

Para o engenheiro, a questão hídrica é muito importante na região Norte. Ele acredita que ainda é necessário trazer à tona questão como a qualidade da água, preservação de nascente e que o próprio amazônida possa trabalhar em harmonia com a natureza. “Temos que fazer uma reflexão sobre como todas as coisas estão interligadas, levar em consideração, por exemplo, a água enquanto recurso necessário para a sobrevivência de toda espécie humana. São questões fortes, mas ao mesmo tempo necessárias”, disse Guenka.

Guenka acredita que o encontro mostrou a coletividade das pessoas, não só para dividir recursos hídricos, mas para focar em ideias. “O Fórum tenta inserir nos participantes o espirito coletivo. O nosso objetivo é mostrar que apesar de haver água em abundância na Amazônia, existem lugares que sofrem com a escassez da mesma. Por isso, o encontro torna-se primordial para a resolução desses problemas, pois, envolvemos os técnicos de engenharia e agronomia para pensar essa grande discussão, claro que não podemos tratar a água de maneira tão comercial, então a coletividade surge também como forma de ideias”, destacou o presidente do Crea-AM.

Fonte: Gecom/Mútua com informações do Crea-AM

Fotos: Comunicação Crea-AM

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