Presença feminina avança e chega até às alturas

138794_4Imagine-se dentro de uma pequena cabine a 70 metros de altura. E se a função que exerce exige horas sentado para operar equipamentos que sustentam até 5 toneladas de materiais? Sim. Estamos nos referindo a uma atividade da construção civil. Trata-se de uma profissão de certa forma nova no mercado: a de operador de cremalheira ou grueiro. Para atuar nessa área é preciso não apenas coragem, atenção e controle, mas curso específico e treinamento. Quem explica é Ana Cláudia Vieira de Souza, de 26 anos. Ela é a única mulher habilitada para encarar esse trabalho em Sorocaba, e provavelmente a primeira da região, acredita o engenheiro civil da Construtora Alavanca, Alisson Gouveia.

Embora a construção civil ainda seja uma área predominantemente masculina, aos poucos as mulheres têm sido recrutadas para algumas atividades. Muitas empresas têm incrementado seus quadros, principalmente na fase de acabamento de suas edificações, na qual o resultado do trabalho evidencia todo cuidado da mulher, observa o engenheiro. A presença feminina é mais comum nas fases do assentamento de pisos, rejunte e limpeza. Hoje a Alavanca possui 13 mulheres. Elas trabalham direta ou indiretamente nos canteiros de obras, nas funções de auxiliar de limpeza, almoxarifado, assentamento de pisos, entre outras.

Há pelo menos um ano, o engenheiro, que aposta no talento e na dedicação das mulheres, conta que ofereceu os cursos de operador de elevador de cremalheira e de grua a dez funcionários. Alguns desistiram até por medo de altura, justifica. Duas auxiliares de limpeza fizeram o curso, mas somente Ana Cláudia foi aprovada. “Os cursos são oferecidos como oportunidade de crescimento dentro da empresa. Mas existem critérios para o funcionário ser convidado. Este ano já teve curso de mestre de obras, inclusive com mulheres.” Por outro lado, o curso para capacitação de grueiro teria sido o primeiro da empresa, sendo realizado em Piracicaba.

Alisson Gouveia informa que a empresa possui em torno de duzentos funcionários, e que o convite para grueiro foi estendido às mulheres por conta do zelo e do cuidado com equipamentos. Isso vem sendo notado com a presença feminina cada vez maior, revela. Além disso, observa, dificilmente são repetidas instruções como o uso de EPIs, por exemplo. “Sua presença gera mais respeito no ambiente, são capazes de cumprir mais de uma tarefa ao mesmo tempo, e faltam até menos ao trabalho, mesmo com filhos”, ressalta o engenheiro.

Fonte: http://www.cruzeirodosul.inf.br

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