Prêmio Mútua 2019: projetos do ES, SC e PA são os ganhadores

Os autores das três propostas receberão a premiação em solenidade durante a 76ª SOEA, que acontece em Palmas (TO)

A Mútua recebeu a inscrição de projetos de diversas áreas no “Prêmio Mútua 2019”. As propostas levam o nome de profissionais e estudantes do Sistema Confea/Crea e estão ligadas à inovação, ao empreendedorismo, à sustentabilidade e ao impacto social.

Três projetos foram selecionados e serão premiados no dia 18 de setembro, durante a programação da Mútua na 76ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (SOEA), em Palmas (TO).

Os ganhadores da edição 2019 do Prêmio Mútua foram:

Laryssa Souza Alvarenga, do Espírito Santo, estudante de Engenharia Ambiental, com o projeto de implantação de filtro de desinfecção ultravioleta em uma escola da comunidade ribeirinha no município de Iranduba (AM). O sistema inativa microrganismos e melhora a qualidade da água através da radiação ultravioleta (UV). Esse sistema foi implantado na Escola Nossa Senhora Aparecida, localizada no Lago do Catalão, em Iranduba (AM). A proposta conta com o trabalho de uma equipe formada pelo professor Warley Teixeira Guimarães, a professora Aline Gonçalves Louzada, o professor Newton Elói Oliveira de Azevedo, a graduanda em Engenharia Ambiental Laryssa Souza Alvarenga e a graduanda em Engenharia Civil Maysa Fernandes da Silva, esta participante do Crea Jr de Vitória.

Filtro UV instalado na escola Nossa Senhora Aparecida

Caetano Palma Neto, de Santa Catarina, engenheiro civil. O mutualista transforma produtos de descarte em tijolos para a construção civil. Trata-se de um compósito de polímeros (petroquímicos de segunda linha) e fibras de celulose, presentes em praticamente todos os resíduos, primários e secundários do “lixo” urbano doméstico e industrial, como todos os tipos de plásticos, todos os tipos de papéis, embalagens tipo longa vida, embalagens aluminizadas (salgadinhos), todos os descartáveis (copos, pratos), filtros de cigarro, fibra de vidro, lã de vidro, lã de rocha, todos os derivados de poliuretano (isopor, espuma e borracha), todos os tipos de couro (legítimos ou sintéticos) e todos os tipos de tecidos. Cada resíduo na devida proporção é transformado e, após a determinação do traço, são prensados em moldes lisos ou estampados. Podem ser utilizados em painéis para forro, divisórias tipo wall, blocos de fechamento e vedação.

Tijolo produzido a partir de resíduos de descarte

Luiza Helena do Vale Correa, do Pará, estudante de Engenharia de Produção. A “InnovaBag” é um protótipo de manta térmica de baixo custo (modelo saco de dormir), através de reutilização de materiais de descarte, visando ajudar pessoas que vivem em situação de rua. Para a fabricação da manta térmica são utilizados materiais baratos e sustentáveis, como embalagens cartonadas Longa Vida, tecido impermeável de guarda chuvas, fibra retirada do caroço do açaí, entre outros.
Os três serão levados pela Mútua para apresentar seus trabalhos em Palmas e receberão, das mãos dos diretores executivos, o troféu do Prêmio Mútua 2019.

Protótipo da manta térmica da InnovaBag

Seleção dos projetos
A escolha das iniciativas premiadas foi baseada em critérios específicos, conforme preconizou o regulamento do prêmio. Inovação, eficiência, desburocratização, efetividade, resultados, relevância da ação, possibilidade de multiplicação e responsabilidade social foram os pontos analisados.

 

Fonte: Gecom/Mútua

Fotos: Arquivo e reprodução da internet

Compartilhe essa postagem:

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.