Prêmio apoiado pela Mútua-BA incentiva a sustentabilidade 

O mundo precisa de iniciativas que reforcem o incentivo à produção de tecnologias limpas como forma de reduzir o uso de agrotóxicos e o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia da Bahia, com apoio da Mútua-BA, vem fazendo a sua parte, reforçando o compromisso com a sustentabilidade, com a promoção da primeira edição do Prêmio Landulfo Alves.

O Prêmio Landulfo Alves nasceu com a proposta de estimular a geração de conhecimento e a cultura empreendedora e tem como tema: “Iniciativas de tecnologias limpas utilizadas para reduzir o uso de agrotóxicos e propor à sociedade uma agricultura saudável”. As inscrições estão abertas até 31 de julho. Poderão participar profissionais das áreas de Agronomia, Engenharia Florestal, Engenharia Agrícola, Engenharia de Pesca, Engenharia de Aquicultura e Meteorologia do estado da Bahia, que estejam devidamente registrados e regular com o Sistema Confea/Crea, e desde que o projeto apresentado esteja em desenvolvimento dentro do território baiano.

Os três melhores projetos serão premiados com R$ 15 mil (1º colocado), R$ 7,5 mil (2º) e R$ 5 mil (3º), além de troféu e medalhas. A comissão julgadora é formada por professores de instituições de ensino, representantes do Crea e da Mútua, pesquisador da Embrapa, jornalista da área agropecuária, profissionais de entidades e representantes do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae); da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) e da Secretaria de Ciência Tecnologia e Inovação (Secti).

O edital completo está disponível no site www.creaba.org.br.

Landulfo Alves – Landulfo Alves de Almeida nasceu em Santo Antônio de Jesus (BA) no dia 4 de setembro de 1893. Em 1914, formou-se em Agronomia na Escola Federal de Agricultura de São Bento das Lajes (BA). Mais tarde fez um curso especializado em Zootecnia em Pinheiros (SP), tendo recebido prêmio nos Estados Unidos. Ainda naquele país, fez cursos de especialização em zootecnia e frequentou o Agriculture and Mechanical College, no Texas.

Foi diretor da Divisão de Fomento Animal do Ministério da Agricultura quando foi nomeado interventor federal na Bahia. A gestão de Landulfo Alves deixou marcas duradouras nos setores de agricultura, transporte, educação e cultura, saúde e urbanismo.

Para incrementar a economia interiorana, renovou a estrutura da Secretaria de Agricultura, tendo construído quatro núcleos coloniais e duas escolas rurais. Novos métodos agropecuários foram levados a cerca de 70 municípios. Auxiliado pelo Serviço de Colonização do Nordeste, fomentou a cultura do algodão, da mamona e do sisal, criando com essa finalidade uma estação experimental. Em Feira de Santana, instalou um aviário modelo e introduziu a mecanização da lavoura.

Além disso, Landulfo Alves transferiu a Escola de Agronomia para a cidade de Cruz das Almas, grande centro baiano de produção e industrialização de fumo, dotando-a de modernos equipamentos e instalações e transformando-a numa das faculdades mais importantes do país.

No setor de educação e cultura, criou a Faculdade de Filosofia e Letras, doou à Academia de Letras da Bahia a sua sede e estimulou os trabalhos da Faculdade de Direito, fornecendo-lhe ajuda financeira. Fez erguer grande número de escolas primárias e terminou a construção, iniciada no governo anterior, de dois estabelecimentos de ensino muito conhecidos na capital baiana: o Instituto Normal da Bahia e o Grupo Escolar Duque de Caxias.

Além de relator, foi um dos ardorosos defensores da Lei nº 2.004, que criou a Petrobras e instituiu o monopólio estatal do petróleo, e por isso teve seu nome na Refinaria Landulfo Alves, localizada em São Francisco do Conde, primeiro complexo petroquímico planejado do Brasil.

Fonte: Crea-BA (com informações da web)

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