Plenário do Confea dá posse a novos conselheiros

Mandatos vão de 1º de janeiro de 2019 a 31 de dezembro de 2021

Conselheiros titulares e suplentes acompanhados pelo presidente do Confea, Joel  Krüger

Os representantes de cinco estados e dos cursos de Agronomia, eleitos este mês para o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), tiveram seus mandatos homologados – e foram diplomados logo a seguir – nas Reuniões Plenárias que ocorreram em 28 e 29 de novembro, em Brasília. Os mandatos, de três anos, vão de 1º de janeiro de 2019 a 31 de dezembro de 2021. Outro tema de destaque na Plenária do Conselho Federal foi a homologação do acordo coletivo assinado entre a Direção e os funcionários do Conselho.

Os novos conselheiros federais falaram sobre as expectativas que cercam suas atuações no mandato que se inicia em janeiro. Em comum, a maioria passa a ocupar uma cadeira no Conselho Federal pela primeira vez.

Em Pernambuco, na modalidade Industrial, foram diplomados o geólogo Waldir Duarte Costa Filho (titular – ex-diretor regional da Mútua-PE) e o engenheiro mecânico Ernando Alves de Carvalho Filho (suplente).

No Rio Grande do Norte, modalidade Elétrica, tomaram posse Modesto Ferreira dos Santos Filho (titular) e Railton Costa Salústio (suplente).

Em São Paulo, modalidade Civil, os novos conselheiros são Carlos Eduardo de Vilhena Paiva (titular) e Carlos Eduardo de Souza (suplente).

Já os engenheiros agrônomos Aníbal Margon (titular – ex-diretor da Mútua-GO) e José Augusto Toledo (suplente) representam a modalidade, por Goiás.

No Espírito Santo, os engenheiros mecânicos Carlos de Laet Simões Oliveira (titular) e Virgínio Augusto do Nascimento (suplente) representam a modalidade Industrial.

Luiz Lucchesi, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), do setor de Ciências Agrárias, assume a cadeira de titular das Instituições de Ensino Superior de Agronomia, no Plenário do Confea. Seu suplente é Adriel Ferreira da Fonseca.

Palavras-chave

Carlos de Laet e Virgínio do Nascimento, acompanhados por Lúcia Vilarinho, presidente do Crea-ES, e pelo presidente do Confea

“Em que posso ajudar?”, chega perguntando Carlos de Laet, que defende a “mobilização das lideranças da área tecnológica, visando a um trabalho junto ao Congresso Nacional para alterar a Lei 5.194, de 1966”, que regulamenta as profissões reunidas pelo Sistema Confea/Crea e Mútua. “Diálogo, apoio e um protagonismo político de alto nível são ações e metas a serem alcançados”, diz. Virgínio, por sua vez, afirma que “a participação de todos deve contribuir visando à integração das áreas profissionais”.

“Temos também um projeto sobre a questão das inspeções prediais. Eu defendo que os Creas tenham um espaço dentro da Junta Comercial. Isso já deve acontecer no ES e espero que se prolifere”, diz Laet.

“Nós pretendemos buscar a valorização profissional e defender a formalização da engenharia, fortalecendo a integração do pessoal. Espero aproveitar minha experiência como conselheiro do Crea, em dois mandatos, e na Câmara Industrial”, conta Virgínio do Nascimento.

Fortalecimento

José Augusto de Toledo Filho e Annibal Margon; presidente do Crea-GO, Francisco Almeida (à esquerda), acompanhou a posse

De Goiás, os engenheiros agrônomos Annibal Margon – que já foi diretor regional da Mútua por dois mandatos – e José Augusto de Toledo Filho se somam ao plenário.

“Fazer o possível e o impossível para aperfeiçoar as Resoluções” é a proposta que deve nortear a atuação de Margon, eleito titular. Já seu suplente, Toledo Filho, defende o compromisso de “fortalecer as entidades de classe”.

“Quero aproveitar a oportunidade e aplicar minha experiência como diretor financeiro da Mútua em Goiás, para fortalecer a divulgação dos benefícios no Estado. E pretendo, também, melhorar as nossas atribuições, que são muito genéricas e precisam ser melhor detalhadas, para evitar conflitos com outras áreas profissionais”, diz Annibal Margon.

“Nossa bandeira é o fortalecimento das entidades. Com relação à Mútua, nos parece que o mais importante é atingir mais os profissionais do interior, já que muitos não se associam, por não conhecer tudo o que a Mútua oferece. A Mútua é importante porque fortalece a atividade profissional e complementa as necessidades dos associados”, defende José Augusto de Toledo.

Harmonia e integração

Waldir Duarte Costa Filho e Ernando Alves de Carvalho Filho, acompanhados por Fernando Lapenda, vice-presidente do Crea-PE (à direita)

Eleitos pelos profissionais pernambucanos, o geólogo Waldir Duarte Costa Filho e o engenheiro mecânico Ernando Alves de Carvalho Filho pretendem trabalhar para harmonizar e dinamizar a atuação dos profissionais por meio da integração dos que atuam no interior e nas capitais.

“Nós viemos para fazer o melhor, trabalhar pela engenharia e buscar melhorar a legislação do setor. Nós também buscaremos ajudar a Mútua no que for possível, reduzindo os entraves e conferindo mais autonomia na sua atuação”, afirma Waldir Duarte, ex-diretor regional da Mútua por dois mandatos.

“Sou associado à Mútua há cinco anos e, como o Waldir [Duarte Costa Filho], pretendo dar minha contribuição para a Caixa de Assistência, buscando ampliar a interiorização”, explica Ernando Alves.

Federalização e modernidade

Carlos Eduardo de Vilhena Paiva e Carlos Eduardo de Souza, prestigiados por Gumercindo Ferreira da Silva, conselheiro regional representante do Crea-SP (à direita)

Carlos Eduardo de Vilhena Paiva (titular) e Carlos Eduardo de Souza (suplente), de São Paulo e representando os engenheiros civis, pretendem defender e conseguir a federalização do Plenário do Confea – atualmente, com 18 integrantes. Aprendizado, adaptação e a defesa de uma gestão mais moderna e dinâmica devem ser as marcas da atuação dos representantes paulistas, segundo Souza.

“Nós apresentamos dez propostas, mas a principal é a federalização do Conselho. Também consideramos importante que a Mútua se abra mais para as entidades de classe. E acreditamos na possibilidade de criar um banco, em forma cooperativa, para fortalecer o capital no setor”, relata Carlos Vilhena.

Carlos de Souza quer ajudar a evoluir a tecnologia no Conselho. “Sendo uma entidade ligada às áreas tecnológicas, há muito o que se fazer. Eu, por exemplo, já trabalhei com desenvolvimento e participei da criação de um sistema de gestão das entidades de classe, que faz toda a prestação de contas, digital e em tempo real. Quero contribuir nessa área. Sou associado da Mútua desde que me formei, já usei os benefícios e sei como a Instituição é importante. Meu pai já foi presidente de entidade de classe e tão logo me tornei profissional, ele me disse para me associar. Estaremos juntos no que for preciso”, afirma o conselheiro suplente por São Paulo.

Aproximação e engajamento

Adriel Ferreira Fonseca e Luiz Antônio Corrêa Luchesi, tendo ao centro Joel Krüger. O engenheiro agrônomo Daniel Salati (à direita), o mais antigo conselheiro do plenário, também entregou o diploma de posse aos eleitos

Luiz Antônio Corrêa Luchesi, titular, e Adriel Ferreira, suplente, foram eleitos para representar as instituições de ensino da área de Agronomia. “Aproximar os sistemas profissional e educacional” é a meta principal de Luchesi, para quem “esse engajamento é fundamental”.

Adriel, por sua vez, comunga e reforça a defesa feita por Luchesi quanto à necessidade da “aproximação dos setores educacional e profissional aliados com as necessidades de mercado”.

“Essa vaga de conselheiro federal é uma vaga pela Educação e, portanto, até pela experiência junto às entidades de classe do Paraná, buscamos aproximar as Instituições de Ensino Superior com o Sistema. Há várias questões que nos preocupam, como a proliferação de cursos e escolas, que prejudicam a qualidade”, explica Luiz Antônio Luchesi.

“Nós tivemos um trabalho de destaque, que foi levar a Associação dos Engenheiros Agronomos dos Campos Gerais para dentro da universidade e aproximamos os estudantes da entidade. O nosso aluno deve perceber, já no primeiro ano, qual o papel do profissional, que é necessário estar junto a outros profissionais”, segundo Adriel Ferreira.

Plenária 1479

Modesto e Railton na Sessão Plenária de quinta-feira, 29

Os conselheiros Modesto Ferreira dos Santos e Railton da Costa Salústio, titular e suplente, respectivamente, eleitos pelo Rio Grande do Norte como representantes da modalidade Elétrica, tomaram posse na sessão plenária nº 1479, realizada na quinta-feira, 29.

Consciente da “necessidade e responsabilidade em pautar não só os assuntos inerentes ao exercício profissional das diversas modalidades, como também inserir na agenda do Sistema temas como a defesa de direitos trabalhistas sociais”, Modesto Ferreira garantiu que irá “debater e denunciar o desemprego”, como forma de defender a engenharia nacional. “É com este sentimento que retorno a este Plenário e trago como suplente Railton Costa”, afirmou Modesto comemorando sua volta ao plenário federal.

Com esse mesmo objetivo, o conselheiro suplente e presidente do Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Norte (Senge-RN), Railton da Costa Salústio, buscará incentivar uma “aproximação maior” entre o Confea e a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE). “Espero lutar pelo salário mínimo profissional e pela minimização dos prejuízos com a queda de arrecadação proveniente do fim da obrigatoriedade do imposto sindical, assim como pela defesa da carreira de Estado para a Engenharia”.

Fonte: Gecom / Mútua, com informações do Confea

Fotos: Confea

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