Pesquisadores da USP criam reator para purificar e reciclar água

Cilantro-purifica-agua-16_08Pesquisadores do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram um reator para tratamento de efluentes industriais que, com a utilização de processos oxidativos avançados (POAs), purifica e recicla a água pela mineralização dos contaminantes. O reator já está em uso em uma empresa petroquímica de rerrefino de óleos lubrificantes.

“Atualmente, o desenvolvimento de métodos de reciclagem de água é uma preocupação no mundo inteiro”, afirmou a pesquisadora Ana Maria da Costa Ferreira, líder do projeto, ressaltando a importância do uso de processos de “química verde”, no caso, com base na degradação oxidativa de poluentes.

Para desenvolver o reator, os pesquisadores associaram três processos oxidativos avançados: reagente de Fenton, uma solução de peróxido de hidrogênio com catalisador de ferro; processo foto-Fenton, baseado na ação da luz ultravioleta sobre o peróxido de hidrogênio; e reação de ozonização, realizados concomitantemente.

Processos oxidativos avançados são baseados na geração de radicais fortemente oxidativos, principalmente radicais hidroxil, capazes de destruir inúmeros compostos e mineralizar os contaminantes. Esses processos apresentam constantes de velocidade elevadas e podem degradar várias classes de poluentes. Podem ser de dois tipos: os que utilizam peróxido de hidrogênio, ozônio e/ou luz ultravioleta, envolvendo reações homogêneas, e os que utilizam óxidos metálicos ou polioxidometalatos fotoativos, envolvendo reações heterogêneas.

Atualmente, diversas tecnologias são utilizadas no tratamento de efluentes industriais e, na literatura, encontram-se inúmeras pesquisas sobre a utilização desses processos para recuperação e reciclo de águas. O que faz a diferença no trabalho desenvolvido pelo grupo é o uso dos três processos associados. “O desafio é manter o ferro em solução, ou seja, temos que usar íons de ferro coordenados a ligantes apropriados, que mantenham esses íons solúveis, para garantir um processo eficiente de degradação dos poluentes orgânicos”, explica Ferreira.

Os pesquisadores que desenvolveram o reator são integrantes do Centro de Pesquisa em Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Fonte: http://www.fne.org.br/

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