Os 5 países mais inovadores do mundo – e o que podemos aprender com eles

A inovação não se desenvolve apenas a partir do desejo nato de empreendedores. Diversas forças atuam para que essa característica seja reforçada ou desencorajada em um país. Tais forças podem ou não estar na esfera de influência de governos e mercados, mas elas determinam o grau de inovação de um país.

O Índice Global de Inovação, publicação anual elaborada pela Universidade Cornell, pela escola de negócios Insead e pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Ompi), revela quais são essas forças e quais os países que se destacam em seu uso.

São sete dimensões divididas em dezenas de indicadores e subindicadores, detalhamento que permite uma análise em profundidade sobre a situação da inovação em um país, os pontos fortes e fracos de cada um e um olhar sobre as boas práticas que podem ser adaptadas em outros mercados.

Instituições;
Capital humano e pesquisa;
Infraestrutura;
Sofisticação do mercado;
Sofisticação dos negócios;
Conhecimento e tecnologia;
Bens e serviços criativos.
Os países que lideram o ranking e suas respectivas pontuações são (clique nos nomes para acessar as tabelas):

Suíça – 67.69
Suécia – 63.82
Holanda – 63.36
Estados Unidos – 61.40
Reino Unido – 60.89

O Brasil ocupa uma posição humilde no Índice. Dentre 127 países analisados, o país aparece na posição 69 – embora seja a maior economia da América Latina, encontra-se apenas na 7ª colocação no ranking regional, que inclui 18 países. A pontuação geral do Brasil foi 33.1, metade do score do primeiro colocado.

Não se trata apenas de uma disputa por posições. Países inovadores oferecem melhor qualidade de vida para a população, um ambiente de negócios favorável para os investimentos privados e educação de alto padrão, tanto no nível básico quanto no superior.

Os dados fornecidos pela pesquisa possibilitam uma visão ampla sobre os problemas de cada país para, a partir daí, cada agente desenvolver políticas e ações estruturais e específicas com o propósito de melhorar os índices. Portanto, vale a pena conhecer os destaques dos países que na ponta do ranking e o que poderia ser aplicado no Brasil.

Análises
Países que lideram o ranking – Suíça, Suécia, Holanda, EUA e Reino Unido – costumam ter bom desempenho geral e vulnerabilidades pontuais. Confira abaixo algumas comparações que podem ser feitas a partir dos dados apresentados pelo estudo. Veja as tabelas individuais para conferir os destaques ou acesse o estudo completo.

Um bom Ambiente regulatório é essencial para garantir uma competitividade justa entre as empresas, o que gera inovação. Suécia, Reino Unido e Estados Unidos se destacam no quesito;

O Brasil tem bom desempenho em TICs, especialmente nas áreas de Serviços online do governo e Participação popular online, assim como os Países Baixos – embora com uma pontuação inferior;

Por outro lado, no quesito Articulação para a inovação o Brasil poderia se espelhar no país flamengo, que ocupa a quarta posição no item. A maior vulnerabilidade brasileira é a falta de alianças estratégicas e parcerias;

Dentro do mesmo indicador, os EUA se destacam por sua capacidade de desenvolvimento de clusters (como o Vale do Silício), ocupando a primeira posição’

A nação ianque conta com a melhor avaliação no item Crédito – especialmente na facilidade para tomada de crédito e no crédito doméstico para o setor privado -, onde o Brasil ocupa a 102ª colocação;

O Brasil gasta muito em Educação, porém mal. O país se destaca quando o assunto é investimento na área, porém tem baixa pontuação nas avaliações em leitura, matemática e ciências. Além disso, o número de estudantes no Ensino superior em cursos de ciências e engenharias é baixo;

Apesar da fama da internet brasileira, a Criatividade online não está entre nossos pontos fortes. Suécia, Países Baixos e Suíça se destacam no subitem “domínios de topo com código do país”, enquanto EUA e Reino Unido lideram em uploads de vídeos para o YouTube;

O Brasil conta com uma boa pontuação quando o assunto é gasto com Pesquisa e Desenvolvimento, posição das empresas que investem em P&D e pontuação das universidades no ranking QS – USP, Unicamp e UFRJ são apontadas pela consultoria britânica como as melhores do país;

As 5 empresas mais inovadoras do Brasil
O Best Innovator 2017 em parceria com A. T. Kearney, a Superbid e a faculdade engenharia de Produção da Escola Politécnica da USP anunciaram recentemente as 5 empresas mais inovadoras do Brasil. O ranking deste ano revelou que as empresas dos setores químico e de energia são as que mais aplicaram a inovação em seus negócios durante o ano.

Das 20 empresas consideradas mais disruptivas, 9 atuam nessas áreas. A pesquisa mostrou também que entre as práticas que mais aparecem entre as empresas que participaram desta edição estão Internet das Coisas, Big Data, Métodos Colaborativos e relacionamento com startups.

Conheça o ranking:

Basf
3M
Tecnisa
Dow
Whirpo

 

Fonte: Administradores.com.

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