Nova edição do Prêmio de Meio Ambiente do Crea-GO tem recorde de inscrições

Estão na disputa do Prêmio, que tem patrocínio da Mútua, 98 trabalhos de Goiás e outros 22 projetos e programas do Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins

Encerradas no dia 14 de setembro de 2018, as inscrições para o 17° Prêmio Crea-GO de Meio Ambiente bateram recorde. São 120 trabalhos, que vão disputar as cinco modalidades disponíveis: 45 em Produção Acadêmica, 30 em Sociedade Sustentável, 20 em Elementos Naturais, 14 em Inovação Tecnológica e 11 em Imprensa. Dos inscritos, 22 projetos e programas são oriundos do Distrito Federal e dos Estados de Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, com o apoio institucional dos Creas desses Estados.

Em anos anteriores foram registradas 95 inscrições (em 2017), 76 (em 2016), e 60 (em 2015).

Este ano, o tema abordado é “Solo. A terra que se planta, a vida que se colhe”, que alerta para a importância de se preservar a superfície do planeta – indispensável para o desenvolvimento da vida e que vem sendo degradada em todo o mundo.
Para o coordenador da Comissão de Desenvolvimento Sustentável (Codesu) do Crea-GO, engenheiro sanitarista e ambiental Áquila Silva Levindo, a premiação é a mais importante do segmento em Goiás e chega à 17ª edição mantendo a sua essência: “reconhecer ações que estimulem a consciência ambiental e o desenvolvimento sustentável para a população em geral”, frisa.

O coordenador da Codesu ressalta, também, que o Prêmio representa a importância que o Sistema Confea/Crea e Mútua confere às práticas de conservação e preservação do meio ambiente. “O Prêmio já mobilizava inúmeros profissionais e a sociedade civil goiana para produzirem, durante esses anos, projetos e ações reais de conservação. Agora, com apoio e participação efetiva dos profissionais e Conselhos Regionais de Tocantins, do Mato Grosso, de Mato Grosso do Sul e do Distrito Federal, não apenas o Cerrado goiano estará em evidência, quanto ao desenvolvimento sustentável, mas, também, os biomas do Cerrado, da Amazônia e do Pantanal nesses Estados”, ressalta.

Para o presidente do Crea-GO, engenheiro agrônomo Francisco Almeida, o Prêmio confirma a importância de se buscar continuamente novos métodos que proporcionem o desenvolvimento sustentável. “O Prêmio contribui substancialmente para gerar novas ideias e fortalecer projetos e programas já existentes e que validam o uso sustentável dos recursos naturais, estimulando os diversos setores da sociedade a incorporarem boas práticas ambientais”, destaca.

Avaliação
A Codesu tem até o dia 5 de outubro para avaliar os 120 projetos inscritos, selecionando os quatro melhores projetos para cada uma das cinco modalidades. A avaliação e julgamento dos projetos é realizada por uma comissão externa. Os três trabalhos com melhor nota da Comissão Julgadora, em cada uma das cinco modalidades, serão convidados para a cerimônia de entrega, marcada para o dia 22 de novembro, em Goiânia, onde serão revelados os vencedores.

Ao projeto vencedor é destinado um troféu que representa a Seriema – a ave, típica da região central do Brasil, é o símbolo do Prêmio desde a primeira edição. Ela foi escolhida por representar a resistência e a força da natureza. Além disso, os autores e coautores dos trabalhos premiados recebem certificados.

O Júri da 17ª edição é composto por membros da Codesu e por uma Comissão Julgadora de nove profissionais – sendo cinco de Goiás, um do Distrito Federal, um de Tocantins, um do Mato Grosso e um do Mato Grosso do Sul.
Como acontece há vários anos, a Mútua é patrocinadora do Prêmio que, neste ano, tem patrocínio, também, do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e do Sicoob Engecred.

Histórico
Desde 2001, o Prêmio Crea Goiás de Meio Ambiente recebeu a inscrição de 1078 projetos, dos quais 125 foram premiados e outros 27 dignos de menção honrosa. Ao todo, 304 profissionais especializados participaram das Comissões Julgadoras, responsáveis pelas avaliações dos trabalhos. Até agora, o Prêmio reuniu quase nove mil expectadores.

A importância de se preservar a superfície do planeta, expressa pelo tema deste ano – “Solo. A terra que se planta, a vida que se colhe” – pode ser confirmada em informações da Organização das Nações Unidas (ONU). Dados de 2015 mostram que 33% da terra disponível no planeta já se encontram degradados, seja por erosão, compactação, perda da matéria orgânica, entre outras ameaças. Esse índice é considerado alarmante para o futuro das próximas gerações, já que o processo de degradação do solo provoca perda de produtividade e impactos negativos na dinâmica socioambiental.

Reverter esse quadro garante a segurança alimentar, diminui os efeitos das mudanças climáticas e promove a produtividade da agricultura – setor que mais emprega pessoas no mundo.

Ainda de acordo com a ONU, a seca e a desertificação causam a perda de 23 hectares de terra por minuto (ou seja, 12 milhões de hectares em um ano), um território que permitiria o cultivo de até 20 milhões de toneladas de grãos, com benefícios para a economia e o combate à fome.

Mais informações sobre o 17° Prêmio Crea Goiás de Meio Ambiente podem ser encontradas aqui.

 

Fonte: Gecom/Mútua
Com Informações do Crea-GO.

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