Mobilidade profissional: Confea e OEP intensificam estratégias de inserção internacional

As delegações do Confea e da Ordem dos Engenheiros de Portugal discutiram parceria durante a Cimeira Bilateral, que teve lugar em Salvador (BA), nesta semana

Representantes da Engenharia no Brasil e em Portugal aproveitaram o último dia da Cimeira Bilateral, em Salvador, para trocar experiências e traçar metas comuns

Os profissionais brasileiros tiveram oportunidade de entender um pouco mais do exercício profissional em Portugal, na tarde do último dia da Cimeira Bilateral, que teve a participação de delegações do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) e da Ordem dos Engenheiros de Portugal (OEP), nos dias 12 e 13 de novembro, em Salvador (BA).

Ao falar de desenvolvimento curricular, o vice-bastonário da Ordem pontuou o projeto Valorização do Engenheiro ou VALORIe como também é conhecido o sistema de creditação e qualificação das competências, um projeto em parceria com a Espanha e que reconhece o percurso profissional desde a formação acadêmica de base, passando pela experiência específica continuada até a formação contínua e gestão de Engenharia.

Também foi adiantado ao público o projeto Curriculum Vitae Certificado do Engenheiro. Previsto para o ano de 2024, ele representa o topo da pirâmide de desenvolvimento profissional. Na visão do vice-bastonário Fernando Santos, “é uma ferramenta de fácil avaliação, tem a credibilidade da OEP, confere prestígio ao profissional e garante confiança pública à sociedade”.

Conheça aqui os detalhes dessas iniciativas de Portugal.

Inserção internacional

“A Engenharia não tem fronteiras; os estados é que têm fronteiras”, comentou o vice-bastonário ao afirmar que a OEP tem trabalhado para ampliar a expressão internacional. “Trabalhamos principalmente em conjunto com Brasil e Espanha nessa linha, mas queremos ir mais longe”, disse levando em consideração que o idioma português é falado em nove países e o castelhano abrange cinco nações.

Na oportunidade, o presidente Joel Krüger expôs a estratégia de inserção internacional do Confea à plateia formada por brasileiros e portugueses interessados em trânsito profissional. “Temos nos preocupado principalmente com a mobilidade e a regulação, atividades que competem ao Conselho. Nosso olhar está voltado para as parcerias com países de língua portuguesa, especialmente Angola e Moçambique. A América Latina está no nosso radar pela questão do posicionamento geográfico e também porque não podemos virar as costas para nossos países vizinhos. Estamos avançando também na questão da certificação profissional.”

Balanço

Fazendo uma breve retrospectiva da cimeira, o presidente do Confea avaliou como “produtiva a reunião” que possibilitou a assinatura do termo de reciprocidade complementar na área de Segurança do Trabalho, permitiu avanços no debate sobre o setor de Agronomia dos dois países e proporcionou a organização do 10º Encontro das Associações Profissionais de Engenheiros Civis dos Países de Língua Oficial Portuguesa e Castelhana, que será realizado nos dias 14 e 15 de março de 2019, no Rio de Janeiro.

Mas para Krüger um dos pontos altos da cimeira foi o debate aberto ao público na tarde dos dois dias. “São momentos que trazem riqueza ao evento na medida em que apontam para nós do Confea e da OEP as questões do termo de reciprocidade que devem ser aprimoradas. E esse é um dos objetivos dessa reunião”, observou.

Já o vice-bastonário reconheceu esta cimeira como oportunidade para fortalecer a interação com o Brasil. “Temos evoluído muito em nossas relações bilaterais e ampliamos a dimensão da atuação internacional conjunta das nossas engenharias.”

Por fim, o anfitrião do evento e presidente do Crea-BA, Luis Edmundo Campos, agradeceu por ter sediado uma agenda tão expressiva e que permitiu a “troca de informações e o esclarecimento de dúvidas dos profissionais”.

O que diz o público

Questões sobre Certidão de Acervo Técnico, pagamento de anuidade e operacionalização do registro puderam ser esclarecidas ao público participante da cimeira durante os debates organizados nas tardes desses dois dias. Confira a opinião dos profissionais:

“Minha avaliação sobre esse debate é muito positiva porque me permitiu esclarecer dúvidas. Vim aqui trazer questões e recebi respostas. Pude perceber ainda que há um caminho a ser percorrido na reciprocidade Brasil/Portugal, mas pude ver que já há passos concretos e outros serão dados. Mas já estão no caminho certo. A palestra desta tarde foi fantástica, gostei muito e atendeu minhas demandas!” – Carlos Marques, engenheiro mecânico português que está no Brasil há um ano

“Já tenho o registro sênior para trabalhar em Portugal. Tenho o projeto de ir construir minha carreira lá também, mas como estou empregada aqui no Brasil, estou analisando as possibilidades de trabalho. E esse debate aqui foi excelente para mim, além de ter sido pertinente para outras pessoas obterem informações também.” – Márcia Angelo, engenheira mecânica e de segurança do trabalho.

“Eu peguei o diploma em fevereiro e, assim que recebi a carteirinha do Crea, dei entrada no registro na OEP porque sempre tive vontade de morar em Portugal. Desde que conheci o país tive essa vontade especialmente por eu me identificar com o país e pela segurança do local. Agora estou analisando se é viável ir para lá porque neste momento estou empregado aqui no Brasil. Nesse sentido, o debate aqui foi muito bom, pois tive oportunidade de conversar com outras pessoas que estão na mesma situação que eu. Os presidentes do Crea, do Confea e OEP se mostram muito disponíveis para tirar dúvidas.” – Arthur Alves, engenheiro civil.

Fonte: Confea.

Foto: Confea.

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