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Ainda uma vez voltamos ao tema da Descentralização da Mútua e, desta feita, para dizer aos profissionais que, em cumprimento à decisão da III CNP e dando conseqüência a um dos mais importantes objetivos programáticos de gestão, já iniciamos o processo, e de forma exitosa.
A partir de reuniões com o Colégio de Presidentes de Creas e de uma agenda de contatos que vimos desenvolvendo junto à entidades regionais e nacionais, a descentralização começa a assumir contornos de definições práticas, especialmente com vistas à estrutura administrativa e gerencial das Caixas Regionais de Assistência e, igualmente, com vistas às diretrizes que assegurarão os recursos financeiros e a capacidade operacional necessários para o melhor atendimento aos profissionais.
Sob os aspectos administrativo e gerencial, as Caixas Regionais serão conduzidas por três profissionais, indicados respectivamente pelos presidentes de Creas, pelo plenário dos Creas e pela Mútua Nacional.
Financeiramente, terão assegurados, sob critérios de repasse automático, 70% (setenta por cento) dos valores arrecadados por cada Crea, em seus estados correspondentes.
Dos restantes 30% (trinta por cento), 15% (quinze por cento) ingressarão nos cofres da Mútua para responder aos seus custos administrativos e operacionais e, 15% (quinze por cento) serão recolhidos a um fundo de reserva único, para atendimento às demandas mais emergências dos Creas.
Como se vê, à luz dessas primeiras definições para a descentralização, se de um lado avançamos no sentido de aproximar, agilizar e aperfeiçoar a prestação de serviços aos profissionais, conferindo às Caixas Regionais muito mais autonomia, por outro lado, estamos também ampliando a concepção de gestão democrática que preside a atual diretoria da Mútua, conferindo aos Creas, mecanismos significativos para que ampliem sua participação e interação na condução dos destinos da Mútua, detenham melhores condições para aplicação e direcionamento dos recursos, na razão direta das necessidades e reivindicações dos profissionais e, simultaneamente, respondam pela correspondente responsabilidade perante o conjunto do Sistema.
Evidentemente que, esse fatos, ao mesmo tempo que demostram uma inequívoca vontade política e ações práticas conseqüentes, que identificam a gestão que ora preside e dirige a Mútua com as superiores decisões do III CNP e com a vontade majoritária das profissões, também inequivocamente refletem o espírito público e a percepção institucional dos presidentes de Creas que, em sua quase totalidade, com respeito a pluralidade de idéias, tendências, e acima de eventuais divergências, convergem para o bem comum, para a crença e o reconhecimento de que esta Mútua pode, deve e vai cumprir seu verdadeiro papel, como legítimo instrumento que levará do discurso para a prática, aspectos fundamentais para a melhoria da qualidade de vida e das atividades dos profissionais, bem como, para a valorização das profissões.
Por tudo isso, reiteramos nossa plena convicção de que, a Mútua, já começa a estabelecer o marco de seu novo tempo.