Giucelia critica corte de bolsas e prevê danos irreparáveis ao desenvolvimento do Brasil

A engenheira Giucelia Figueiredo, diretora executiva da Mútua e ex-presidente do Crea-PB,  caracterizou os cortes nos recursos destinados à pesquisa científica como mais um atentado do governo federal ao desenvolvimento e soberania do nosso país.

“O futuro do Brasil depende de investimentos públicos em pesquisa, ciência e tecnologia. Temos um polo científico-tecnológico de alta qualidade nas universidades públicas e nos institutos federais – onde muitos engenheiros e engenheiras trabalham – que produz, por exemplo, vacinas, sondas de perfuração em águas profundas e alimentos seguros. O estrangulamento das verbas do CNPq com cortes em bolsas de pesquisa colocará o Brasil em um grave nível de subserviência em relação a outros países, além de provocar uma fuga de cérebros, podendo acarretar danos irreparáveis a um segmento estratégico. A ciência, pesquisa e tecnologia são eixos centrais em um projeto de país comprometido com a soberania nacional”, comentou ela .

O governo Jair Bolsonaro anunciou esta semana o corte de mais 5.613 bolsas de pós-graduação que seriam ofertadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) a partir de setembro.

O congelamento, que passa a vigorar a partir deste mês soma-se a outras 6.198 bolsas que haviam sido bloqueadas no primeiro semestre de 2019.

Para 2019, a medida representa R$ 37,8 milhões a menos de investimento em pesquisas de mestrado, doutorado e pós-doutorado.

 

Fonte: Parlamento PB

Foto: Gecom/Mútua

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