Conheça o projeto de Transposição de Águas do Rio São Francisco

rioSaoFrancisAté hoje os projetos de Transposição de Águas no mundo inteiro são desafiadores, quero antes de ir realmente ao ponto de interesse descrever algumas, segundo o Ministério da Integração Nacional (MI):

1) Projeto Colorado-Big Thompson, EUA
Conjunto de 12 reservatórios, 56 quilômetros de túneis e 153 quilômetros de canais que transpõem as águas do Rio Colorado a oeste das Montanhas Rochosas para sua vertente leste em direção ao Rio Big Thompson. Prazo de conclusão: 21 anos (1938 a 1959). Estimativa de custo: US$ 1,4 bilhão.

2) Projeto de Transferência de Água de Wanjiazhai, China
Conjunto de adutoras na região noroeste da Província de Shanxi, com três eixos distintos com 44, 100 e 167 quilômetros, extraindo água do Rio Amarelo-Huang He. Prazo de conclusão: 10 anos (2001 a 2011). Estimativa de custo: US$ 1,5 bilhão.

3) Projeto Hídrico das Montanhas do Lesotho, Lesotho e África do Sul
Conjunto de quatro hidrelétricas, adutoras e túneis localizados na fronteira entre os dois países. Prazo de conclusão: 19 anos (1983 a 2002). Estimativa de custo: US$ 4 bilhões (o projeto original previa quatro hidrelétricas e um orçamento total de US$ 8 bilhões).

Estes são três grandes, mega projetos de Engenharia de Recursos Hídricos no planeta. Observe quanto tempo durou cada um deles, seus aspectos, seu orçamento. Pois é! Com isso, quero te trazer para nossa realidade, porque existe uma dessas aqui, com um super importância do ponto de vista de abastecimento hídrico, tanto quanto do econômico (piscicultura, agroindústria, etc).

Estamos falando da Transposição das Águas do Velho Chico, denominado formalmente de PIRSF (Projeto de Integração do Rio São Francisco). Uma obra que prevê 477km (quilômetros) de canais em dois grandes eixos (Norte e Leste), passando por Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará, e garantindo segurança hídrica para 12 milhões de pessoas. O projeto que é tido estruturalmente como completo e, sem sombra de dúvidas, um grande desafio técnico.

Por isso, antes de ousar, é importante verificar realmente a necessidade de tal empreendimento. Com isso, agora quero falar sobre Gestão, mas de recursos hídricos. Claro, relacionando também (talvez, infelizmente) com a política. Há os que dizem ser desnecessário o PIRSF, como também há os que defendem ferrenhamente. A verdade, é que ambos nos seus argumentos se complementam.

Se tivéssemos uma Gestão e Fiscalização dos reservatórios com programas que garantissem a não degradação dos ecossistemas aquáticos, como a perda das matas ciliares que gera o assoreamento (consequentemente, a perda de potencial hídrico), assim como outros aspectos ambientais, sobretudo também a fiscalização também no caminhamento das adutoras que levam água em terra e/ou enterradas (visando não haver ligações clandestinas) e nas barragens, para o que o uso não autorizado não acontecesse, evitando perdas, sempre evitando. Estaríamos certamente em melhores condições.

Mas a verdade é que a Transposição do São Francisco não tem lado, ela surge de uma necessidade do não acontecimento de parte de tudo que foi falado, como também do pouco potencial hídrico de uma região que concentra 28% da população brasileira e tem apenas 3% de água doce potável, que temos que grande parte desta (bota grande nisso) concentrado na Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, se tornando forte o argumento técnico em favor de transpor essas águas pras regiões com mais déficit e balancear amenizando a estiagem do Nordeste (NE).

Um grande projeto com muitos contrastes, esse é o PIRSF, uma das maiores obras/projeto de infraestrutura hídrica do mundo em andamento!

Referências: Ministério da Integração Social

Fonte: Blog da Engenharia

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