Conferência debate como novas tecnologias impactam indústria

Especialistas em negócios digitais se reúnem nesta quinta em evento no Rio

Realidade aumentada, inteligência artificial e internet das coisas estão entre os assuntos que serão debatidos hoje e amanhã no rio.Futuro, evento internacional que acontece no Hotel Prodigy Santos Dumont, no Centro do Rio, com apoio do Globo. São 55 palestrantes, de companhias nacionais e estrangeiras, que irão apresentar ao público experiências e debater tendências sobre a transformação digital pela qual o mundo passa, que altera a vida cotidiana das pessoas e oferece riscos e oportunidades para os negócios.

— A transformação digital está acontecendo muito rapidamente. A ideia é reunir público e palestrantes durante esses dois dias para refletir sobre o que está acontecendo — diz o francês Xavier Leclerc, cofundador da MOX Digital, organizadora do evento. — Até as empresas de tecnologia precisam se adaptar. Eu trabalhei por seis anos no Facebook em Paris, e a regra era transformar o serviço do site para mobile. As companhias precisam se adaptar para o modo como as pessoas usam a tecnologia.

O futurista e fundador da consultoria Oxymore, Jean-Christophe Bonis, abre a conferência traçando um panorama sobre o impacto das tecnologias nos negócios hoje e nos próximos 20 anos, oferecendo ao público informações sobre como lidar com as mudanças que ainda estão por acontecer. Para o especialista, a inteligência artificial será o principal motor de mudanças, mas não o único.

— As tecnologias vão provocar impactos profundos nos negócios. No futuro as pessoas não vão mais comprar carros, por exemplo, elas vão usá-los quando precisarem. Isso vai sacudir a indústria automotiva — afirma Bonis. — Esta semana, o CEO da Ford foi demitido e será substituído por um executivo da área de veículos autônomos.

E essa adaptação não é fácil. Hoje, muitas empresas ainda lutam para se adaptar aos novos hábitos dos consumidores criados por dispositivos móveis.

— Existe um paradoxo. A tecnologia permite que as pessoas produzam mais em menos tempo, mas no dia a dia os profissionais não têm tempo para pensar sobre o futuro, muitos líderes não investem nisso — comenta o futurista.

O colunista do Globo Pedro Doria será moderador da mesa “Data transformando a indústria do entretenimento”, que acontece amanhã com Felipe Continentino, fundador da Queremos; Bruno Vieira, diretor-geral do Deezer no Brasil; Luiz Felipe Barros, fundador da Digital Stars; e Manuela Villela, diretora das parcerias de conteúdo no YouTube.

— Nenhuma indústria foi tão transformada pelo digital quanto a do entretenimento, que foi também a primeira a encarar essa mudança, ainda no início da década de 1990, com a criação da Amazon — lembra Pedro Doria. — E, talvez por consequência, essa indústria é a primeira a começar a encontrar um caminho e a desenvolver novos modelos de negócio. O Netflix e a iTunes Store são exemplos bem-sucedidos. Mas ainda há muito a ser consolidado: a indústria fonográfica só voltou a ter seu primeiro ano de lucro real em 2015, por exemplo.

O rio.Futuro apresenta outros nomes de peso, como Mathieu de Fayet, vice-presidente da Niantic, criadora do game de sucesso “Pokémon Go”; Rodrigo Paoletti, gerente de Produtos do Google para América Latina; Eduardo Villalba, gerente regional de Marketing de Produtos do Facebook; e Leonardo Tristão, diretor-geral da Airbnb no Brasil.

Além das palestras, o evento tem espaço para “degustação” tecnológica, com impressoras 3D e equipamentos de realidade virtual. Destaque para o Birdly, que simula a sensação de voar como um pássaro. Em vez de o controle ser feito por meio de joystick, usa-se os braços como se fossem asas.

— As tecnologias são ferramentas para desenvolver novos serviços e produtos — pontua Leclerc.

Fonte: https://oglobo.globo.com/

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