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Após encerramento da primeira Sessão Plenária do ano, os conselheiros federais irão se reunir no sábado, 31/1, durante reunião-seminário que tratará sobre a inserção internacional do Sistema Confea/Crea. O evento será realizado em São Paulo e é restrito a conselheiros federais. 

Entre as palestras da manhã de sábado, um representante do MEC falará sobre os aspectos legais para o pleno exercício profissional, na palestra “Brasil Sem Fronteiras”. Também serão debatidas as propostas aprovadas no 8º Congresso Nacional de Profissionais que tratam do tema “inserção internacional”. Além disso, farão palestras representantes da Federação Mundial de Organizações de Engenharia (WFEO/FMOI) e da União Panamericana de Associações de Engenheiros (Upadi). 

À tarde, integrantes da Ciam (Comissão de Agrimensura, Agronomia, Arquitetura Geologia e Engenharia para o Mercosul) falarão sobre mercado de trabalho na Argentina, no Uruguai e no Paraguai. Quem hospeda o evento é o Instituto de Engenharia, que fica no bairro paulistano da Vila Mariana.

 

 

Fonte: Confea

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Mesa de abertura do Diálogo Confea/CNE-MEC: representante do CNE, José Fernandes de Lima; presidente do Confea, José Tadeu da Silva, representante do Crea-DF, Lia Sá, e presidente da Mútua, Cláudio Calheiros

O seminário “Diálogo Confea/CNE-MEC: as engenharias na perspectiva da demanda”, considerado o início do estreitamento das discussões entre o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), o Ministério da Educação (MEC) e o Conselho Nacional de Educação (CNE), foi retomado nestas quarta e quinta-feiras (22/1). A iniciativa dá continuidade a um plano de ação que visa aproximar academia e o sistema de representação profissional, a fim de resolver entraves como o reconhecimento de diplomados no exterior, a nomenclatura dos cursos oferecidos e a concessão de registro profissional para os formados por meio do ensino a distância.

Iniciado em 15 de dezembro do ano passado, o seminário teve seu primeiro desdobramento, voltado para a comunidade acadêmica das engenharias, na sede do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal (Crea-DF), encerrando-se hoje (22/1). O presidente do Confea, engenheiro civil José Tadeu da Silva, formou a mesa de abertura dos trabalhos ao lado da representante da presidência do regional, a engenheira civil Lia Sá; do representante da presidência do CNE, professor José Fernandes de Lima,  e do diretor-presidente da Mútua Caixa de Assistência dos Profissionais do Crea, engenheiro agrônomo Cláudio Calheiros.

O presidente do Confea lembrou que o Conselho é parceiro do MEC na avaliação e habilitação de cursos de engenharia. E que há necessidade urgente de tratar de questões como os registros profissionais diante da evolução tecnológica, o surgimento de novas profissões e o ensino a distância, “uma realidade inegável”. José Tadeu afirmou que, nos encontros da União Pan-americana de Associações de Engenheiros (Upadi), cuja presidência assume em fevereiro próximo, e da Federação Mundial de Engenheiros (Fmoi), que reúne associações de engenheiros de 90 países, percebe que também há preocupação com as mesmas questões, além de outras,  também tratadas durante o seminário, como o número expressivo de cursos abertos e em processo de abertura e a mobilidade e trânsito dos profissionais entre os países.

Como ensinar engenharia a distância?


Voltada para a discussão com o universo acadêmico, reunião teve continuidade com apresentação de propostas de grupos de trabalho

"Hoje, um profissional com uma sala, um bom computador e a internet atua no mercado de trabalho e envia seus  projetos para qualquer lugar do planeta. Não podemos ignorar isso”, afirmou José Tadeu da Silva. Ainda sobre o ensino a distancia, ele considerou que “podemos até ser contrários, mas temos que discutir o que é uma realidade planetária. Temos que tratar disso, sob pena de sermos atropelados por um rolo compressor. Não se questiona mais se quero ou não o ensino de engenharia a distancia. Temos que debater como será o ensino da engenharia a distância”, alertou, ao tempo em que revelou a preocupação com as aulas de laboratório, as aulas práticas, tão necessárias ao aprendizado. "Como ficariam?", indagou.

Para ele, a realidade atual incentiva o intercâmbio de jovens em formação profissional, buscando ensino de qualidade, o que gera formandos no exterior e revela as diferenças entre os currículos, dificultando a concessão de registro profissional. Escassez e excesso de profissionais, pluralidade de modalidades, diálogo e reflexão também foram aspectos abordados pelo presidente do Confea. Ainda sobre a formação em outros países, José Tadeu defendeu a reciprocidade nas condições de abrigar o estudante e reconhecer seus estudos, e também o profissional.

O segundo passo de um caminho seguro

“Hoje,  damos um segundo passo estreitando a aproximação entre MEC, CNE e Confea. Temos que nos organizar para planejar ações com o objetivo de atender ao interesse coletivo, criar novas estruturas e remodelar as atuais, transferir conhecimentos e aplicá-los para atender à sociedade e garantir uma melhor  qualidade de vida à população”. Encerrando sua participação, José Tadeu da Silva citou o artigo primeiro da Lei nº 5.194/66, segundo o qual as profissões de engenheiro e de agrônomo são caracterizadas pelas realizações de interesse social e humano. ”É dentro dessa linha que temos que continuar”, finalizou.

Em sua participação na abertura dos trabalhos, o professor representante do CNE, José Fernandes de Lima, considerou que mais que um debate sobre o futuro da engenharia do Brasil, o seminário trata "sobretudo do futuro do país". Em sua fala, defendeu a regulamentação das profissões como uma necessidade.  Para ele, a aproximação entre CNE e Confea “é um bom caminho para que o debate proporcione sugestões de criação de resoluções a serem estabelecidas pelos dois conselhos”.

Ainda pela manhã do primeiro dia de trabalhos do Diálogo, o  assessor representante do senador Cristovam Buarque, Waldery Rodrigues, defendeu a transferência de conhecimentos, ao tratar da “Educação e os desafios para o futuro”. À tarde, os debates se concentraram na definição de dois grupos de trabalho, que passaram à discussão em torno de quatro eixos temáticos: "Diretrizes curriculares e harmonização de nomenclaturas de cursos" e "Ead e revalidação de diplomas".

Revalidação de diplomas e registro de cursos e instituições

Este último tema foi abordado em um bate-papo conduzido pelo engenheiro agrônomo e conselheiro federal José Geraldo Baracuhy, para quem é preciso redefinir "assuntos cartoriais" como a exigência de tradução juramentada para a revalidação de diplomas de profissionais formados no exterior e ainda a cobrança indiscriminada da mesma carga horária do país para estes profissionais.

"Em tese, professores universitários não deveriam ter dificuldades para conhecer ementas e cargas horárias em línguas como inglês ou espanhol", apontou sobre o primeiro tema, para acrescentar: "outra grande dificuldade é quando, mesmo com a tradução juramentada, o processo se inicia no Crea e temos dificuldade de dar atribuição em função da carga horária do profissional, algo complicado porque coloca não só o aluno em xeque, mas também aquela universidade da qual não estamos aceitando seu projeto pedagógico".

Antes de concluir sua breve apresentação com alguns dados sobre os pedidos de revalidação de diplomas do exterior, como a superação dos brasileiros em relação aos portugueses, entre 2013 e 2014, e a permanência da engenharia civil como a mais requisitada, José Geraldo Baracuhy dialogou com os colegas de academia, em torno, principalmente, da carga horária diferenciada, sobretudo de países europeus, e da forma como essa e outras discussões deverão ser conduzidas pelo Sistema Confea/Crea e Mútua, inclusive no seminário. "Ano passado, a Ceap deliberou 1.048 processos, cerca da metade era de registro de instituições e de cursos. Desde dezembro, não há mais a necessidade de o Crea enviar aquele monte de papel porque a homologação será feita pelo Crea, e o Federal ficará apenas com os recursos".

Profissionais representantes da Unisinos, professora Silvia Dutra, e do Centro Universitário de Brasília, professor João Bosco Ribeiro e ainda da universidade de Joinvile, professor Wesley, e da Universidade Federal Rural de Pernambuco, professor Evanildo, estiveram entre os que apresentaram contribuições. Elas também foram levantadas por profissionais e lideranças do Sistema como o coordenador da Coordenadoria Nacional das Câmaras Especializadas de Engenharia Civil, Luiz Capraro, o coordenador da Comissão de Educação e Atribuição Profissional (Ceap), engenheiro mecânico Gustavo Braz, e ainda o presidente da Associação Brasileira de Educação de Engenharia (Abenge), Nival Nunes de Almeida, ligado à Universidade Estadual do Rio de Janeiro, e o coordenador da Câmara Especializada de Geologia e Minas do Crea-AM, Albertino Carvalho, além do membro do conselheio federal Daniel Salati, um dos organizadores do seminário, que lembrou que sua intenção nesta etapa foi reunir apenas os professores universitários, em uma linha de audição aos diversos segmentos da área tecnológica do país.

Sistemática nova e grupos de trabalho

Comissão de Eduação e Atribuição Profissional do Confea deverá estabelecer uma nova metodologia para tratar os temas discutidos no seminário. "A Ceap vai fazer um estudo de todas as sugestões, convocando especialistas para tentar dar um andamento aos problemas identificados. Há a intenção de que possamos ter conversas diretamente com professores universitários para avançarmos nessa questão. Temos que abrir essa ponte com as universidades. Imagino que seria interessante fazer uma força-tarefa por regiões até a Soea para que virássemos essa página", sugeriu José Geraldo Baracuhy, antes de dar início às discussões nos dois grupos de trabalho em que os participantes se dividiram, com base nas discussões mantidas na primeira etapa do seminário Diálogo Confea/CNE-MEC, em dezembro.

Foram então iniciados os debates nos grupos de trabalho, que apresentaram seus planos de ação, calendário e composição, na manhã desta quinta-feira (22/1), em torno dos seguintes eixos temáticos: "Diretrizes curriculares e harmonização de nomenclaturas de cursos" e "Ead e revalidação de diplomas". Em torno das diretrizes curriculares foram sugeridas abordagens como sua diferenciação em relação ao currículo mínimo; dificuldade do Sistema Confea/Crea e Mútua em adaptar-se às atuais diretrizes e atribuições profissionais. Quanto à harmonização de nomenclaturas de cursos, foram sugeridos: avaliação do impacto da proliferação de novos títulos; dúvida da sociedade sobre esses novos profissionais; consulta da instituição de ensino superior ao Sistema Profissional antes da criação de novos cursos e verificação da existência de títulos em outros países.

Sobre Ead, foram abordados entre outros temas: qualidade dos cursos de graduação em EaD na Engenharia e na Agronomia; qualidade dos pólos (professores de Engenharia/Agronomia, Laboratórios Básicos e Profissionais, Biblioteca etc); porcentagem presencial nos curso de graduação EaD e ainda, novo regulatório sobre EaD. Já quanto à revalidação de diplomas estrangeiros, serviram como eixos de discussão: a reciprocidade entre países; necessidade de cumprimento da carga horária estabelecida por resolução; diferença de rigor nas análises das instituições de ensino; processos de revalidação simultâneos em mais de uma instituição de ensino e definição, pelo Sistema Confea/Crea, das atribuições profissionais em função do que foi cursado, independente da revalidação.

Resultados

Convênio entre Confea e Ministério da Educação para que a avaliação dos cursos tenha, além do ponto de vista acadêmico, também o ponto de vista do profissional; propor ao MEC infraestrutura mínima nas universidades de forma a uniformizar os polos; manter e desenvolver as diretrizes curriculares político-pedagógicas de acordo com as demandas da sociedade. Esses foram alguns dos pontos discutidos na manhã desta quinta-feira (22/1), no encerramento da segunda reunião do “Diálogo Confea/CNE-MEC: as engenharias na perspectiva da demanda”.

Para Jorge Nei Brito, presidente da Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial (Fenemi), estes encontros são oportunidades de troca. “Precisamos aproveitar este diálogo para colocar as propostas para o MEC”, disse, lembrando o primeiro encontro da série “Diálogo Confea/CNE”, realizado em dezembro do ano passado. Um dos conselheiros federais responsáveis pelos eventos explicou a necessidade de se realizar este encontro em janeiro. “Não quero interromper este trabalho”, disse o engenheiro agrônomo Daniel Salati, ao esclarecer que, após a Comissão de Educação e Atribuição Profissional (Ceap) definir a data da próxima reunião, o assunto deve entrar na pauta da próxima sessão plenária do Confea, ainda este mês.

Palestras

Na manhã de quinta-feira, antes de iniciar os trabalhos, os participantes assistiram às palestras da Associação Brasileira de Educação à Distância (Abed), entidade com três mil associados, entre acadêmicos, corporações, instituições governamentais, instituições do Sistema S, ONGs, bibliotecas e museus. O presidente da instituição, prof. Dr. Frederic M. Litto, defendeu a adaptação do ensino brasileiro de Engenharia  à educação a distância. “O estudante terá oportunidade de ter títulos de Harvard e Berkeley, por exemplo”, disse.

Já o ex-diretor da instituição, Waldomiro Loyolla, segundo palestrante do dia, assegurou que 98% de seus alunos têm acesso à banda larga. Waldomiro é professor no campo da Engenharia há 37 anos e defende uma maior atuação do Sistema Confea/Crea junto ao MEC com relação à supervisão dos cursos de Engenharia. “É uma necessidade real, não só para educação à distância”, afirmou. Loyolla disse acreditar que a promoção do Diálogo Confea/CNE-MEC mostra o reconhecimento dos conselhos de que há uma realidade no uso da tecnologia para a educação. “A gente precisa estar atento, para orientar os profissionais e para supervisionar as escolas, que também são nossa responsabilidade”, concluiu.


Litto defende educação à distância e Loyolla reconhece importância do diálogo entre Confea e CNE-MEC

 

 

 

 

Fonte: Confea

Fotos: Israel Lima e Leandro Barbosa

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O primeiro evento foi realizado no dia 15 de dezembro do ano passado, na Sede do Conselho Nacional de Educação (CNE)


À mesa de abertura do Seminário: José Fernandes de Lima, conselheiro do CNE, José Tadeu da Silva, presidente do Confea, Lia Sá, coordenadora adjunta do GT de Equidade de Gêneros do Confea e ex-presidente o Crea-DF, e Cláudio Calheiros, diretor-presidente da Mútua

Representantes do Sistema Confea/Crea e Mútua e do Conselho Nacional de Educação (CNE), além de professores de diversas universidades do País, participam, durante todo o dia de hoje (21) e na manhã de quinta-feira, da segunda etapa do seminário  “Diálogo Confea/CNE-MEC: as Engenharias na Perspectiva da Demanda”. O primeiro evento foi realizado em 15 de dezembro do ano passado, no auditório do Conselho Nacional de Educação (CNE). Pontos como “A necessidade de regulação”, “Revalidação de Diplomas – Brasil sem Fronteiras” e “Educação a Distância” integram a pauta da programação desta segunda rodada do Seminário, que acontece no auditório do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Distrito Federal (Crea-DF).

Novamente, o diretor-presidente da Mútua, engenheiro agrônomo Cláudio Calheiros, acompanha os relevantes debates oportunizados pelo Seminário, que tem como objetivo estreitar o diálogo e a relação entre o Sistema Confea/Crea e Mútua e os órgãos regulamentadores da educação no Brasil. Essas ações poderão estabelecer novos paradigmas para a formação das áreas tecnológicas.


Público do Seminário é composto por representantes do Sistema, do CNE e de instituições de ensino

 

Fonte: Acme/Mútua

Fotos: Margareth Vicente (Acme/Mútua)

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Participantes do treinamento e demais presentes posam para foto antes da visita aos setores do Confea

Dez novos conselheiros federais (titulares e suplentes), eleitos para o triênio 2015/2017, iniciaram seus mandatos a partir de 1º de janeiro e, nesta terça e quarta-feira (20 e 21), nove deles participam de treinamento e integração na Sede do Confea, em Brasília (DF). A abertura do encontro foi realizada na manhã de hoje, com a presença do diretor-presidente da Mútua, engenheiro agrônomo Cláudio Calheiros, do diretor de Benefícios, engenheiro agrônomo Ricardo Antonio de Arruda Veiga, e do superintendente da Mútua, engenheiro civil Paulo Roberto de Queiroz Guimarães.

Além do presidente do Confea, engenheiro civil José Tadeu da Silva, que conduziu os trabalhos e deu boas-vindas aos novos integrantes do Plenário, também estiveram presentes conselheiros federais, que fizeram questão de reiterar a importância da composição completa do colegiado – com os 18 conselheiros federais –, para o trabalho do Conselho e a defesa dos profissionais da área tecnológica.

O diretor-presidente da Mútua também saudou os novos integrantes do Plenário do Confea e destacou que a Mútua está à disposição dos conselheiros e que espera, ainda, poder contar com eles nas demandas que a Caixa de Assistência tem no Confea. Nos pronunciamentos dos participantes da reunião, tanto do presidente do Confea, quanto dos conselheiros mais antigos e dos novos, foi evidenciado o papel e o trabalho da Mútua em prol do Sistema.

“Já pela abertura desse treinamento, podemos observar o tamanho da missão que nos foi dada”, disse o novo conselheiro da PB, engenheiro civil e de Segurança do Trabalho Paulo Laércio Vieira. Esse mesmo sentimento foi replicado nas falas dos outros conselheiros em treinamento, que ressaltaram, também, a necessidade de o Confea debater temas nacionais e a relevância de se avaliar a continuidade e a reativação de alguns Grupos de Trabalho (GTs) do Conselho.

Ainda pela manhã, os novos conselheiros visitaram os setores do Confea e, na tarde de hoje e ao longo dessa quarta-feira, irão assistir a apresentações específicas sobre cada um deles e o funcionamento do Conselho. Também será detalhado o trabalho de cada Comissão do Confea e a Mútua fará uma apresentação abordando aspectos institucionais e os benefícios e serviços oferecidos aos associados.


Estrutura administrativa, funções do Conselho Diretor e as atividades da Mútua são alguns dos temas abordados nas apresentações do treinamento

 

Conselheiros federais participantes do treinamento

 


Engenheiro industrial e mecânico Afonso Bernardes (AM)
 


Engenheiro agrônomo Antonio Carlos Albério (PA)

 


Engenheiro agrônomo Célio Moura Ferreira (CE)

 


Engenheiro civil Homero Catão Maribondo da Trindade (PB)

 


Engenheiro eletricista Lúcio Antônio Ivar do Sul (DF)



Engenheiro eletricista Marcus Vinicius Fusaro Mourão (DF)



Engenheiro agrônomo Moisés Moreira dos Santos (PA)



Engenheiro civil e de Segurança do Trabalho Paulo Laércio Vieira (PB)

 


Engenheiro mecânico Wagner Ornellas da Silva Correa Lopes (AM)

 

Fonte: Acme/Mútua

Fotos: Alline Abreu e Margareth Vicente (Acme/Mútua)

 

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GT Normativos Externos ao Sistema Confea/Crea reúne-se com presidente José Tadeu, em Brasília

Integrantes do Grupo de Trabalho Normativos Externos ao Sistema Confea/Crea reuniram-se na sexta-feira (9/1) com o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), engenheiro civil José Tadeu da Silva, para tratar do andamento dos trabalhos acerca dos normativos que interferem nas atividades dos profissionais das categorias abrangidas pelo Sistema Confea/Crea e Mútua.

De acordo com o coordenador do GT, engenheiro civil Francisco José Teixeira Ladaga, o grupo tem se dedicado a analisar resoluções editadas por outros conselhos profissionais. “Estamos buscando conhecer as legislações que afetam as atividades profissionais dos registrados no Sistema. Também estamos consultando os coordenadores das nossas Câmaras Especializadas para agregar ainda mais informações ao levantamento de dados”, explicou Ladaga.

O GT encerra seus trabalhos em 31 de março próximo, quando será apresentado o parecer técnico com informações que, segundo o coordenador, visam propor medidas pertinentes junto às comissões permanentes do Confea no sentido de solucionar os conflitos de atribuições profissionais identificados.

 

Fonte: Confea

Foto: Confea

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O presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), engenheiro civil José Tadeu da Silva, recebeu os cumprimentos dos participantes da 1ª Reunião dos Conselheiros Federais, Regionais e Profissionais de Engenharia de Segurança do Trabalho do Sistema e da 3ª Reunião Extraordinária do Colégio de Entidades Nacionais (Cden), na manhã desta quinta-feira (4/12). No encerramento de ambos os colegiados, José Tadeu, muito cumprimentado pela vitória em sua campanha de reeleição, apresentou propostas em comum, como a mobilização de todos em favor da aprovação de projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional.

“Temos agora que unir as forças, fazer um trabalho de base em favor da aprovação de projetos como o da criminalização do exercício ilegal da profissão; o que destina parte da renda líquida da arrecadação do Confea, dos Creas e da Mútua para o aperfeiçoamento técnico-cultural dos profissionais; o do laudo de inspeção obrigatória; o da federalização do plenário do Confea. Temos que convencer cada um dos três senadores das unidades da federação em prol da engenharia brasileira”, apontou. Discussões sobre o ensino a distância e outras mantidas anteriormente no Seminário Nacional de Encaminhamento de Ações Institucionais do Sistema Confea/Crea e Outros Conselhos e levadas também ao Colégio de Presidentes sobre a possibilidade de anulação da Resolução nº 1.010/2005, acerca de atribuições profissionais, também foram repercutidas por José Tadeu junto aos representantes. “Pedem a anulação da Resolução, mas não têm a noção exata do que isso representa”, asseverou.

Representantes do Cden saudaram as iniciativas apontadas pelo presidente do Confea
Representantes do Cden saudaram as iniciativas apontadas pelo presidente do Confea
 Outra proposta apresentada pelo presidente do Confea, tanto ao Cden, como aos engenheiros de segurança do trabalho, foi a ideia de “dar maior sustentabilidade” à Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea). “Nesses três anos, a Soea já está mais participativa, não é mais apenas para os amigos do rei. Agora, queremos desenvolver sua sustentabilidade. Há empresas que fazem isso e estamos buscando formas de tornar essa sustentabilidade viável para o Sistema”. Posicionamento elogiado por todos, principalmente no Cden. “É nítida a diferença da Soea. E agora vamos resgatar os profissionais com essa possibilidade de aprimorar a parte financeira das entidades”, comentou o presidente da Sociedade Brasileira de Engenheiros Florestais (Sbef), Glauber Pinheiro.

Em longa reunião com os membros do Cden, o presidente enumerou aqueles que considera os três principais desafios a serem enfrentados em seu segundo mandato. O primeiro, acelerar a modernização da legislação profissional, por meio da mobilização dos profissionais a favor da votação dos projetos de interesse do Sistema Confea/Crea e Mútua; o segundo, desenvolver esforços para sanar pendências internas, como a Resolução nº 1.010/2005 e discussões sobre o Ensino a Distância (EaD), e o terceiro, a sustentabilidade financeira das entidades profissionais.

O fortalecimento das entidades, lembrando sua trajetória profissional, teve outros aspectos destacados por José Tadeu. “Farei tudo o que puder pelas entidades de classe”. Já na reunião das lideranças de engenharia de segurança do trabalho, o presidente se comprometeu a realizar encontros anuais de todas as modalidades, recomendou a realização do segundo encontro, com maior representatividade, e acolheu a sugestão de data para 27 de novembro, Dia do Engenheiro de Segurança do Trabalho. Após breve leitura, o presidente também reconheceu algumas das iniciativas defendidas na Carta de Aracaju, encaminhada pelo coordenador nacional das Câmaras Especializadas de Engenharia de Segurança do Trabalho (CCEEST), Nelson Burille. O presidente questionou alguns itens e recomendou maior profundidade de análise para a viabilidade de seus atendimentos.

 

Fonte: Confea

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Segunda, 24 Novembro 2014 11:12

Confea realiza sua 1415ª Sessão Plenária


Acontece de hoje (24) até a próxima quarta-feira, a 1415ª Sessão Plenária Ordinária do Confea, para a análise de relatos de processos e de diversos itens das Comissões do Conselho. À mesa de abertura da reunião, na manhã desta segunda-feira, Clécia Abrantes, assistente da mesa diretora do Plenário, engenheira mecânica Sandra Ascari, coordenadora nacional da Coordenadoria Especializada de Engenharia Industrial, engenheiro civil Jorge Silveira, coordenador do Colégio de Presidentes e presidente do Crea-SE, engenheiro mecânico Júlio Fialkoski, presidente em exercício do Confea, engenheiro agrônomo João Francisco dos Anjos, conselheiro federal e coordenador da Comissão Eleitoral Federal, e o engenheiro de Alimentos Gumercindo Ferreira da Silva, coordenador do Colégio de Entidades Nacionais

 

Fonte: Acme/Mútua

Foto: Margareth Vicente (Acme/Mútua)

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O diretor-presidente da Mútua, engenheiro agrônomo Cláudio Calheiros, o presidente em exercício do Confea, engenheiro mecânico Júlio Fialkoski, e o coordenador do Cden, engenheiro de Alimentos Gumercindo Ferreira da Silva, no espaço do Sistema Confea/Crea e Mútua na Fimai

Começou nesta terça (11), a XVI Feira Internacional de Meio Ambiente Industrial e Sustentabilidade (Fimai/Simai), em São Paulo, no Expo Center Norte. O evento reúne, até quinta-feira, diversos representantes dos mais variados setores - especialistas, pesquisadores, profissionais, governo, entidades de classe, conselhos profissionais, estudantes, empresários e indústria - que trabalham, direta ou indiretamente, com assuntos ligados às temáticas meio ambiente e indústria. O Sistema Confea/Crea e Mútua, através do Colégio de Entidades Nacionais (Cden), é um dos participantes da Fimai. A parceria foi viabilizada pela Federação Brasileira de Associações de Engenheiros (Febrae), que também apoia o evento.

Os profissionais do Sistema que passarem pela Fimai, nos três dias de evento, contarão com espaço de atendimento da Mútua. No local, os profissionais poderão sanar suas dúvidas sobre os benefícios e demais serviços oferecidos pela Caixa de Assistência. Já o Confea tem uma programação de palestras técnicas, que serão realizadas em um auditório exclusivo, com capacidade para 80 pessoas. A agenda do Confea na Fimai será aberta na tarde de hoje, às 13h, com o seminário “Energia/2014 - Brasil & Termelétricas: essa energia é nossa!”. Clique aqui e veja a programação completa de palestras do Confea.

A Fimai

Sendo considerada a mais importante feira do setor de Meio Ambiente Industrial da América Latina, a Fimai reúne um grande público para a discussão dos temas mais atuais da área, como resíduos sólidos, emissão de CO2, reciclagem, energia, recursos hídricos, entre outros. A feira ainda proporciona a troca de informações sobre novas tendências, tecnologia, práticas e iniciativas do setor socioambiental e integra dezenas de expositores com produtos e serviços voltados a diversos segmentos, como produção mais limpa, ecoeficiência, análise de riscos, consultoria e prestação de serviços ambientais, laboratórios ambientais, remediação de solo, responsabilidade social, segurança e saúde ocupacional, sistemas de gestão integrados, transporte de produtos perigosos e muitos outros.

As palestras ocorrerão pela manhã e à tarde e a visitação aos estandes dos expositores estará aberta nos três dias do evento, a partir das 13h.

 

Fonte: Acme/Mútua

Foto: Confea

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No Plenário do Confea, em Brasília (DF), Calheiros apresentou o relatório de atividades da Mútua relativo a setembro e outubro

Fatores como a reformulação dos benefícios, os investimentos crescentes em qualificação dos funcionários, o apoio permanente do Confea, dos Creas e dos conselheiros e o estreitamento do relacionamento da Mútua com as entidades foram apontados pelo diretor-presidente da Mútua, engenheiro agrônomo Cláudio Calheiros, como as razões para o aumento das concessões de benefícios aos profissionais e também do crescimento da associatividade da Mútua, desde 2009.

Essas colocações do diretor-presidente da Mútua foram feitas na manhã desta quarta-feira (22), durante a apresentação mensal da Mútua na Sessão Plenária do Confea. “Um ponto que temos destacado com frequência e que mostra como a Mútua tem crescido, estando cada vez mais próxima dos profissionais, é o aumento bastante significativo na concessão de benefícios. Temos colocado nas mãos dos profissionais mais recursos do que arrecadamos com as ARTs", ressaltou Calheiros.


Acompanharam a apresentação do relatório da Mútua o superintendente da Mútua, engenheiro civil Paulo Roberto de Queiroz Guimarães, e o diretor de Benefícios, engenheiro agrônomo Ricardo Antonio de Arruda Veiga


O diretor de Tecnologia da Mútua, engenheiro eletricista Antonio Salvador da Rocha, também esteve presente no Plenário do Confea

Ainda na apresentação, o presidente da Mútua detalhou o balanço financeiro e de atividades da Instituição. Um dos destaques das ações internas relatadas por Calheiros foi a implantação do Plano de Cargos e Salários dos funcionários da Mútua, vigente desde o início de outubro, e a participação da Mútua em mais uma campanha Outubro Rosa, que alerta para a prevenção do câncer de mama.

Além disso, foram prestadas informações sobre o processo de estudo e criação da entidade própria de previdência complementar da Mútua. Calheiros agradeceu, mais uma vez, o apoio do Plenário do Confea. "Estamos sempre trazendo novidades e melhorias para o aperfeiçoamento das atividades da Mútua e, com a colaboração deste Plenário, estamos conseguindo alcançar as nossas metas", disse.


Com pauta composta por itens das principais Comissões da Casa, o Plenário do Confea segue com sua 1414ª Sessão Ordinária na tarde desta quarta-feira, com a programação encerrando-se na sexta-feira

 

 

 

Fonte: Acme/Mútua

Fotos: Alline Abreu (Acme/Mútua)

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Mesa de abertura do 2º Treinamento Nacional de Fiscalização do Sistema Confea/Crea e Mútua 2014, que contou com a presença do presidente do Confea, engenheiro civil Júlio Fialkoski

A reincidência de processos relativos à recusa de pagamento das Anotações de Responsabilidade Técnica (ART) por parte das empresas concreteiras foi um dos temas mais debatidos nesta segunda-feira (13/10), no primeiro dia do 2º Treinamento Nacional de Fiscalização do Sistema Confea/Crea e Mútua 2014, que prossegue até esta terça-feira, no plenário do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Organizado pela Comissão de Ética e Exercício Profissional (CEEP), coordenada pela engenheira eletricista Darlene Leitão,  o treinamento reúne cerca de 70 participantes entre conselheiros, fiscais e gerentes de fiscalização de todo o Sistema Confea/Crea e Mútua. O presidente em exercício do Confea, engenheiro civil, mecânico e de segurança do trabalho Júlio Fialkoski, participou da abertura do evento.

Os fiscais e gerentes de fiscalização destacaram a importância da realização de seminários e treinamentos para a troca de experiências, identificação de problemas e soluções que podem ser comuns, conhecer colegas de atividade. E todos, sem exceção, elogiaram a iniciativa em função do quanto ela pode aprimorar o trabalho de fiscalização, mas também, sem exceção, expuseram a necessidade urgente de finalizar e disponibilizar  a versão atualizada do Manual de Procedimentos para Verificação do Exercício Profissional, documento que dá orientações gerais e é desenvolvido e implementado  pelas Câmaras Especializadas dos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia, de acordo com a profissão, e considerando as características de cada região e do Estado.   

“O Manual está sendo sistematizado pela GTE e dia 18 de novembro é o prazo final de entrega da sistematização para a CEEP analisar. Todas as informações e sugestões enviadas pelos Creas foram analisadas e sistematizadas. Ele representa uma atualização de uma diretriz, uma orientação, de fiscalização para os Creas atuarem”, comentou o coordenador-adjunto da CEEP, engenheiro mecânico Paulo Roberto Viana, informando que, além dele, todos os conselheiros federais que integram a comissão - Romero Peixoto, Ibá dos Santos Silva e Darlene Leitão, esta ausente deste início de debates - participarão da continuidade do treinamento.

“Muitos questionamentos que foram levantados durante o treinamento hoje estão sendo trabalhados com afinco pelo Confea. Primeiro, para uniformizar os procedimentos. Inclusive, na unificação tecnológica dos bancos de dados, que será implantada a curto prazo. A médio prazo, implantaremos a padronização das ARTs e dos serviços dos bancos de dados com as obras públicas, atendendo à recomendação do TCU. Também foram criadas as gerências regionais para acompanhar essa uniformização dos procedimentos, junto com o Prodesu, que destina recursos para as atividades finalísticas, sobretudo a fiscalização”, comentou o chefe de gabinete do Confea, engenheiro civil José Gilberto Campos, ao final do primeiro dia. “Iniciei como fiscal do Crea-SP. Depois, pude coordenar a fiscalização do Crea-SP, junto com o Ademir, que se encontra aqui. Tivemos experiências no sentido da padronização dos procedimentos, como para conseguir entrar nas grandes empresas, algo que depois conseguimos”, destacou.

Nova metodologia, boas-vindas e expectativas

Mesa de abertura do 2º Treinamento Nacional de Fiscalização do Sistema Confea/Crea e Mútua 2014, que contou com a presença do presidente do Confea, engenheiro civil Júlio FialkoskiA dinâmica proposta pela Gerência de Desenvolvimento Pessoal (GDP), aplicada por um de seus integrantes, o funcionário Alexandre Borsato, e apresentada pela superintendente de Estratégia e Gestão, Ineivea Faria, abriu o leque de expectativas com relação aos resultados do 2º Treinamento Nacional de Fiscalização. Além de revelar o nível de expetativas, a dinâmica, que consistiu em que os participantes redigissem numa folha de papel as suas expectativas sobre o treinamento, revelou também questões que prejudicam o desenvolvimento da principal atividade dos Creas que é fiscalizar a presença de profissionais habilitados à frente de obras e empreendimentos.

Depois de falar sobre o novo manual, os fiscais elencaram “a necessidade de um compromisso maior com o Sistema com a fiscalização e seus agentes”; “integração dos Creas”; “implementação da fiscalização informatizada”; “uniformização de procedimentos com relação às ARTs, registros e cadastros”. A sugestão de que os treinamentos tenham aspectos específicos a serem tratados de cada vez em função da abrangência da atividade; o respeito às características regionais e a segurança jurídica proporcionada pela padronização de procedimentos também foram destacados pelos participantes, sem esquecer a valorização dos próprios fiscais pelo Sistema Confea/Crea e Mútua com o uso de ferramentas que possam auxiliar a fiscalização, como o uso de GPS e tablets, e a criação de uma central com dados disponíveis para todo o Sistema.

Superintendente de Estratégia e Gestão, Ineivea FariasAntes da dinâmica, uma mesa formada pelo presidente em exercício do Confea, Júlio Fialkoski, pelo presidente do Crea-AM, Telamon Firmino Neto; pelo superintendente de Integração do Sistema Cláudio França; pelo coordenador adjunto da CEEP, Paulo Roberto Viana, e pelos membros da Comissão, Romero Cesar Peixoto e Ibá Santos, e pelo conselheiro federal suplente Manoel Mateus Costa, deu as boas vindas aos participantes. Fialkoski, destacando que “a fiscalização não é estática nem estanque” e, por isso, os manuais estão sempre sendo revisados, atualizados, afirmou também que “o seminário significa o anseio de todos por um trabalho cada vez mais eficiente e eficaz”. Para ele, “os fiscais são a base de sustentação do Sistema”.

Paulo Roberto Viana, por sua vez, destacou a presença de representantes de todos os estados do país e a satisfação proporcionada pelo momento de integração. E depois da dinâmica, sugeriu que o segundo seminário começasse com cada um falando dos resultados práticos do primeiro treinamento, realizado em maio último. “Gostaria de saber dos que participaram do 1º treinamento: acrescentou alguma coisa? Melhorou, piorou? Nós precisamos ter uma visão do que aconteceu como consequência, a fim até para mudarmos a metodologia, se for o caso, além de nos inteirarmos de como tratar de maneira mais dinâmica a questão da fiscalização”.

Experiências e visão jurídica

A pauta do treinamento da segunda-feira foi ocupada pela manifestação de cada um dos participantes, o que proporcionou uma ampla visão dos vários temas relacionados à fiscalização. À tarde, representantes de Creas como Piauí, Tocantins, Paraná, Pernambuco, São Paulo, Ceará, Sergipe, Goiás, Minas Gerais e Distrito Federal estiveram entre os que manifestaram sua visão sobre diversos temas, em debates que receberam o posicionamento da Procuradoria Jurídica do Confea.

Coordenador adjunto da CEEP, conselheiro federal Paulo Roberto VianaO coordenador adjunto da CEEP descreveu que as concreteiras de vários estados se recusam a fazer o pagamento das ARTs. “Houve vários recursos reincidentes. Em Goiás, foi feito um acordo com o sindicato das Empresas de Concreto e Artefatos de Concreto em que ele informaria e fariam o recolhimento, parece que encaminhou. Os assessores jurídicos João Lima e Geane Oliveira relataram que o Confea encaminhará aos Creas uma sugestão para que eles façam um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com as empresas que estão descumprindo o pagamento das ARTs. “De quem é a responsabilidade da execução do serviço de concretagem? A Câmara Nacional precisa definir”, sugeriu a representante do Crea-MG.

“Devemos compelir as empresas a cumprir a lei. Esse termo é extrajudicial, mas, em caso de descumprimento, pode vir a ser executado judicialmente”, informou Geane Oliveira. Ao que o representante do Estado de São Paulo informou já haver o Crea-SP encaminhado 15 Termos com esse objetivo. “Em apenas um caso, foi preciso levar adiante. Nos demais, fomos respeitados”. Segundo Paulo Viana, esta deverá se tornar “uma orientação como sugestão aos Creas, não só para as concreiteiras, mas para todas as empresas onde há dificuldade de se fazer as diligências. Não visamos lucro, mas não podemos tomar prejuízo, mandando pagar multas de R$ 36,00, aqui na última instância”.

O advogado João Lima coordenou o projeto de fiscalização que resultou na Decisão Normativa 95, também objeto de discussão no Treinamento e que, na visão do coordenador adjunto da CEEP, “trouxe mais esclarecimentos para a fiscalização, referindo-se ao princípio da fiscalização, como a punição, a contratação de equipes de fiscalização e a determinação de que seja feita no mínimo por técnico de nível médio”. João Lima ainda esclareceu sobre situações que obrigam o cancelamento de autos, como a prescrição e a insuficiência de descrição dos fatos no ato da infração.

Outro ponto levantado pelo advogado do Confea foi ofício encaminhado pelo Ministério Público Militar do Rio Grande do Sul, em decorrência da tragédia da boate Kiss. “A GTE fez o parecer indicando da necessidade do profissional do Sistema no laudo. Fiz o encaminhamento, e o MPM expediu uma recomendação para que os atestados, agora laudos, sejam feitos por profissionais e passíveis de sanções. Esse é um indicativo em relação às áreas militares, área ambiental, com cargos regidos por lei própria, em que a gente encontra bastante dificuldades”, sugeriu João Lima.

 

Fonte: Confea

Foto: Natan Borges Jr.

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