Agência Nacional de Águas e Sistema Confea/Crea e Mútua estudam produção conjunta de livro sobre o Fórum Mundial da Água

Eventos preparatórios do Sistema e o Fórum Mundial da Água pautaram a reunião

A área tecnológica brasileira, por meio do Sistema Confea/Crea e Mútua, está realizando, ao longo deste ano, uma série de eventos regionais para discutir os temas relativos à gestão hídrica e assuntos correlatos, em uma preparação para o 8º Fórum Mundial da Água. Com a participação da Agência Nacional de Águas (ANA), que esteve presente nos três primeiros eventos realizados em Campinas (SP), Manaus (AM) e Colatina (ES), os preparatórios visam fomentar o debate e relacionar e sistematizar as propostas da Engenharia e da Agronomia que serão apresentadas no evento internacional, que acontece em março de 2018, em Brasília (DF).
Com o objetivo de definir detalhes para a documentação e registro dessas etapas regionais, o diretor de Tecnologia da Mútua, eng. civil Marcelo Morais, o assessor do Confea, eng. civil José Gilberto Campos, assessores e colaboradores da Caixa de Assistência estiveram nessa quarta-feira (19) em reunião com o chefe de Gabinete da Agência, eng. civil Horácio Figueiredo. A diretora geral da Mútua-PA, eng. agr. Ana Maria Pereira de Faria, também participou da reunião.
O diretor da Mútua lembrou que já há alguns anos, tanto como presidente do Crea-PI, quanto como conselheiro federal, elegeu os temas água e meio ambiente como prioritários, desenvolvendo ações para, cada vez mais, internalizar esses assuntos no âmbito do Sistema. “É de extrema importância que formulemos um documento sistematizando todo o histórico dos eventos preparatórios e outras questões, como artigos técnicos sobre a água, os normativos do Confea, todas as apresentações feitas nos eventos, o papel do Sistema Confea/Crea e Mútua no Fórum Mundial, entre outros”, elencou.
José Gilberto também defendeu a necessidade do registro histórico dos debates regionais. “É uma forma de mantermos o legado dos eventos, mostrando quais foram os assuntos discutidos e propostas apresentadas. Inclusive, temos uma definição que devemos entregar ao Governo Federal projetos de melhorias do sistema e da gestão hídrica do país”, afirmou.
Tendo sido o representante da ANA nos eventos preparatórios do Sistema Confea/Crea e Mútua, Horácio Figueiredo se mostrou bastante entusiasmado com a proposta, indicando, ainda, sugestões para enriquecer o material. “Genial essa ideia de sistematizar todo o histórico dos preparatórios em uma única publicação. Inclusive, acredito que podemos contribuir muito com esse trabalho, até mesmo oferecendo conteúdo do Projeto Legado, que estamos desenvolvendo para mostrar nossas expectativas do que ficará para o Brasil após o Fórum Mundial da Água”, adiantou.
Por fim, o chefe de gabinete da ANA, lembrou que um evento do porte e envergadura do Fórum Mundial exige uma participação expressiva da área tecnológica brasileira. “O Sistema Confea/Crea e Mútua não pode ser coadjuvante nesse processo, precisa ser protagonista. Os profissionais devem se envolver e mostrar suas construções intelectuais e científicas na área de recursos hídricos. Isso é valorizar os profissionais, a academia e os servidores públicos”, ponderou. Horácio ainda convidou a Mútua e o Confea a participarem, em novembro, do Congresso da Associação Brasileira e de Recursos Hídricos (ABRH).

Grupo visita Sala de Situação

Após a reunião, o grupo visitou a Sala de Situação, que funciona como um centro de gestão de situações críticas e subsidia a tomada de decisões por parte de sua Diretoria Colegiada da Agência, em especial, na operação de curto prazo de reservatórios, através do acompanhamento das condições hidrológicas dos principais sistemas hídricos nacionais. Desse modo, a ANA identifica possíveis ocorrências de eventos críticos, permitindo a adoção antecipada de medidas mitigadoras com o objetivo de minimizar os efeitos de secas e inundações.
A geóloga Giana Márcia Santos explicou o trabalho que é realizado pelo setor, mostrando os parâmetros, índices e registros de diversos indicadores. Em uma tela, indicou ela, é possível analisar as temperaturas e a altura das nuvens. “Quanto mais altas as nuvens, mais frias elas estão e, assim, é maior a probabilidade de chuvas. Agora, por exemplo, quase não temos chuva no Brasil”, comentou. Em outra ferramenta são apresentados os valores de referência dos níveis dos reservatórios, com indicação dos índices máximo, médio e mínimo de vários anos e, ainda, a situação em tempo real.
O superintendente de Implantação de Programas e Projetos, Ricardo Medeiros, que coordena a equipe organizadora do Fórum Mundial da Água, e Rodrigo Cordeiro, da empresa responsável pela Feira e Exposição que acontecerão em paralelo ao evento, também estiveram com a equipe do Sistema Confea/Crea e Mútua.

 

Delduque Martins, assessor da Mútua; Margareth Vicente, gerente de Comunicação da Mútua; Lúcio dos Anjos, gerente de Tecnologia da Mútua; Giana Márcia dos Santos, geóloga da ANA; Marcelo Morais, diretor de tecnologia da Mútua; Tarcísio de Macedo, colaborador da Mútua; Ana Maria Faria, diretor da Mútua-PA; José Gilberto, assessor do Confea; Ricardo Medeiros, superintende da ANA; Horácio Figueiredo, chefe de Gabinete da ANA; e Rodrigo Cordeiro, da MCI Brasil

 

Fonte e fotos: Gecom/Mútua

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