Confea declara preferência pelo termo “agronomia” para o curso que forma “engenheiros agrônomos”

Deliberação do conselho profissional aconteceu no fim de setembro

 

Em reunião ocorrida em Brasília, entre os dias 24 e 26 de setembro, o plenário do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) assinou um documento em que se posiciona a favor da padronização do nome do curso que forma engenheiros agrônomos.  

O conselho de profissionais deliberou sua preferência pelo uso exclusivo do termo "agronomia" em detrimento de "engenharia agronômica". Além disso, se posicionou favorável à manutenção da nomenclatura do título de "engenheiro agrônomo", regulamentada pelo Decreto Lei 9.585, de 1946. 

O pedido pela adoção do termo "agronomia", endereçado em nome da Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Agronomia, foi enviado ao Ministério da Educação. Atualmente, o MEC faz uso das duas nomenclaturas como sinônimos. Esse uso está explicitado na resolução n°1 do Conselho Nacional de Educação (CNE), publicada em dois de fevereiro de 2006, que define as diretrizes nacionais para o curso em questão.

De acordo com Kleber Santos, diretor do departamento de política profissional da Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab), "o principal argumento para a escolha foi a opinião de que o nome  'agronomia' reflete toda a complexidade de formação do engenheiro agrônomo, necessária para atender as demandas do agronegócio e da agropecuária brasileira."

Em relação à manutenção da nomenclatura "engenheiro agrônomo", ele afirmou que o termo compreende melhor a área de atuação do profissional. "Assim, o produtor rural precisaria contar com o engenheiro agrônomo enquanto 'clínico geral' para diversas atividades (administração, produção vegetal e animal, construções rurais, adequação ambiental etc), além dos diversos especialistas encaminhados via alguns cursos de graduação e até mesmo pós graduação."
Fonte: Globo Rural

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