Saiba mais sobre a profissão de meteorologista

Hoje, 14 de outubro, é comemorado o Dia do Meteorologista, profissional que analisa e interpreta os processos físicos e químicos que definem o estado da atmosfera. Ele atua na investigação, na pesquisa e na avaliação das condições desse sistema, interpretando para a sociedade como essas alterações interferem no clima. Para isso, os meteorologistas estudam dados relativos a diversos fenômenos, como vento, chuva, insolação, temperatura e umidade do ar.

A área de atuação desse profissional mais conhecida é a previsão do tempo mas, através dos estudos climáticos, os meteorologistas exercem papel fundamental em diversos setores. Esse profissional atua na área da agricultura, monitorando as condições climáticas para definir a época de plantio e colheita, estuda as condições climáticas para orientar o tráfego aéreo e marítimo, realiza pesquisas sobre a relação entre a vida animal e vegetal e a atmosfera, para prevenir e reduzir alterações climáticas, como o efeito estufa e o aquecimento global, estuda as relações entre doenças e o clima, analisa as influências meteorológicas na área de telecomunicações, evitando interferências na transmissão e na captação de ondas, entre outros setores.

Associado da Mútua fala sobre atuação


Marcelo Gama no Centro Regional do Sipam, em Porto Velho (RO)

Meteorologista há mais de vinte anos, o associado da Mútua, Marcelo José Gama da Silva, reconhece que há pouca visibilidade sobre o papel da meteorologia. Para ele, ainda existe uma crendice popular de que o meteorologista apenas faz a previsão se vai ou não chover. “É preciso divulgar a profissão para que a meteorologia seja realmente reconhecida como uma ferramenta de planejamento que pode auxiliar áreas como a construção civil, a educação, o turismo e muitas outras”, defende.

Marcelo trabalha no Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), Centro Regional de Porto Velho (RO), que integra informações para articulação, planejamento e coordenação de ações de governo na Amazônia, através de dados gerados por subsistemas integrados de sensoriamento remoto, radares, estações meteorológicas e plataformas de dados. O meteorologista conta que diariamente são realizadas previsões do tempo na Região e que trimestralmente os Centros Regionais de Porto Velho (RO), Belém (PA) e Manaus (AM) se reúnem para traçar o prognóstico climático da Amazônia.

Apesar dos avanços na área nos últimos anos, Marcelo explica que a Região da Amazônia ainda carece de recursos materiais e de dados e pesquisas que subsidiem estudos concretos sobre mudanças climáticas. “Ainda não dispomos de dados suficientes para analisar o que as ações do homem estão causando em termos de mudanças climáticas. Aqui na Amazônia, por exemplo, precisamos de mais redes de estações meteorológicas e pontos de monitoramento”, conclui.

Na visão do meteorologista, é importante que o Sistema Confea/Crea e Mútua sempre envolva os profissionais da área em torno dos assuntos de amplitude única. “A união e a luta pela valorização profissional é algo que devemos manter permanentemente”, comenta. Associado da Mútua desde 2009, Marcelo diz que é muito positivo e um diferencial contar com uma Caixa de Assistência que ampara os profissionais e dá condições para seu desenvolvimento.

 

Fonte: Acme/Mútua

Foto: Sipam/Porto Velho

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