Diretores da Mútua falam sobre a profissão no Dia do Engenheiro Agrônomo

Neste dia 12 de outubro, a Mútua parabeniza cada um dos milhares de engenheiros agrônomos do Brasil, enaltecendo a contribuição, empenho e dedicação de cada profissional com o País

Com uma ampla área de trabalho, o engenheiro agrônomo representa um importante agente modificador e agregador da sociedade. A atuação desse profissional tem impacto, direto ou indireto, em diversas áreas, como na agricultura, agropecuária, economia, pesquisa científica, recursos naturais, meio ambiente e outras.

O diretor-presidente da Mútua, engenheiro agrônomo Cláudio Calheiros, comenta que o papel dos profissionais da Agronomia está atrelado ao bem comum. Ressalta que o Sistema Confea/Crea e Mútua tem a função precípua de integrar e fiscalizar o profissional mas, também, de proteger a sociedade. “Através do nosso Sistema, garantimos profissionais habilitados, de forma a proteger a sociedade, pois lidamos com questões muito delicadas, como produtos tóxicos, por exemplo. Lidamos com o solo, a água, o meio ambiente e a vida humana”, enfatizou.

Essa multidisciplinariedade da Agronomia também foi lembrada pelo diretor de Benefícios da Mútua, engenheiro agrônomo Ricardo Antonio de Arruda Veiga. “A Agronomia é muito ampla. Um profissional da área pode trabalhar com uma gama enorme de atividades, como pesquisas relacionadas a pragas, fungos e bactérias, com a parte de previsão meteorológica (agrometeorologia) e muitas outras vertentes. É uma enorme variação”.

Hoje, a sociedade já tem mais clareza sobre o papel dos engenheiros agrônomos e sobre o que eles fazem, desmistificando que a Agronomia é apenas trabalho no campo. “Não temos mais aquela ideia que se tinha antes. Que os engenheiros agrônomos só andam de botas em fazendas”, avalia Veiga, que considera a profissão “a melhor e mais linda do mundo”. “Eu tenho um orgulho muito grande de ser engenheiro agrônomo e meu pai – falecido neste ano –, que também era engenheiro agrônomo, tinha esse mesmo orgulho”.

 

 

Desenvolvimento nacional

Englobando quase 90 mil engenheiros agrônomos inscritos no Sistema Confea/Crea e Mútua, segundo informações do Confea, o Brasil conta com um grande capital humano que trabalha pelo desenvolvimento e pela sustentabilidade da Nação. O diretor administrativo da Mútua, engenheiro agrônomo Luiz Alberto Freitas Pereira, destaca que a agronomia é responsável por grande parte dos avanços econômicos do País e ressalta a importância das pesquisas para a área. “A maior contribuição da Agronomia para a sociedade e para o País se deu com o advento da Embrapa e as diversas pesquisas que por ela são desenvolvidas através da Agronomia. Essas pesquisas proporcionaram um imenso avanço na produção agrícola brasileira e as técnicas geradas permitiram que hoje pudéssemos produzir mais, em menores áreas, evitando, inclusive, derrubadas e desmatamentos desnecessários”.

 

Além das pesquisas, o presidente da Mútua sublinha que outra atividade foi importante para o desenvolvimento agrícola do País: as assistências técnicas e extensões rurais. Segundo Calheiros, infelizmente esses projetos entraram em declínio por falta de investimentos. “O setor público agrícola, principalmente em nível federal, teve uma perda muito grande quando deixou de se investir na assistência técnica, que era o Sistema Embrater, que congregava, nos Estados a Emater, entidade que levava assistência técnica para os pequenos e médios produtores rurais”, lembra.

Fazendo uma análise geral do atual momento da Agronomia, o presidente da Mútua avalia que no âmbito do Sistema Confea/Crea e Mútua, as Câmaras Especializadas têm sido responsáveis por gerar relevantes debates e ações acerca de importantes questões da área. “Nossas Câmaras Especializadas de Agronomia têm discutido temas muito importantes, como as questões do receituário agronômico, a rastreabilidade e transgênicos”. Já sobre as políticas públicas, Calheiros defende o equilíbrio entre interesse econômico e social. “Precisamos conciliar a questão do agronegócio com a agricultura familiar, pois o Brasil precisa das duas vertentes”, afirmou.

União e crescimento

Os diretores da Mútua, além de atuarem em seus ramos da Agronomia, também dedicaram suas trajetórias ao fortalecimento da categoria em entidades de classe e no Sistema Confea e Mútua. Sempre pautados pelo sentimento de união e força, eles contribuíram com conhecimento e dedicação para o desenvolvimento da profissão.

Na Mútua, por exemplo, eles trouxeram suas experiências para formatar benefícios específicos que atendam aos anseios e demandas dos profissionais, visando oferecer-lhes mais qualidade de vida e oportunidades de crescimento.

A Caixa de Assistência oferece inúmeros benefícios que ajudam os profissionais a alcançarem seus objetivos e, também, o amparo necessário nas horas mais difíceis, propiciando segurança e estabilidade para eles próprios e suas famílias.

Representação da categoria

A Confederação dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (Confaeab) foi criada em 1999, sendo sucessora de entidades representativas da categoria, que se organizam desde 1927. A Confederação tem, entre suas funções, a de congregar e representar, no âmbito nacional e internacional, os engenheiros agrônomos e as entidades de engenheiros agrônomos de todo o País e a de promover a valorização profissional.

Para o presidente da Confaeab, engenheiro agrônomo Angelo Petto Neto, o Dia do Engenheiro Agrônomo é uma data para ser muito comemorada em virtude do atual momento da profissão. “Estamos em um momento extremamente positivo. Basta olharmos para a balança comercial brasileira que veremos que o agronegócio é o único seguimento responsável por ainda termos superávit”, analisa. Petto ainda reforça o sentimento coletivo e social impregnado na profissão, ressaltando dois pontos peculiares. Para ele, “a Agronomia é uma das profissões mais nobres que existem", enfatiza. "Entre outras funções, se debruça em produzir alimentos, uma das necessidades básicas da humanidade e, também, porque o engenheiro agrônomo, por formação, é um defensor da sustentabilidade”, diz Angelo Petto.

 

Fonte: Acme/Mútua

Fotos: Flávio Mottola (Acme/Mútua)

 

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