Juiz de Fora sedia o XLII Cobenge, que tem apoio da Mútua

         

A 42ª edição do Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia é promovida pela Abenge (Associação Brasileira de Ensino de Engenharia) e a Universidade Federal de Juiz de Fora. O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia, o Crea-MG e a Mútua fazem parte dos patrocinadores do evento, que conta, também, com o apoio de empresas privadas e de outros parceiros. A Mútua está representada no evento pelo seu superintendente, engenheiro civil Paulo Roberto de Queiroz Guimarães.

 

Organizado pela Escola de Engenharia de UFJF, em parceria com o Instituo Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais, o Cobenge 2014 mantém o foco no objetivo que motiva a sua realização ininterrupta desde 1973: discutir a formação e o exercício profissional em Engenharia no Brasil.


A partir da esquerda, o presidente em exercício do Confea, Júlio Fialkoski, o superintendente da Mútua, Paulo Roberto de Queiroz Guimarães, a diretora da Abenge, Ana Rettl, e o presidente da entidade, Nival Nunes de Almeida

 

Solenidade de abertura

A composição da mesa da cerimônia do XLII Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia (Cobenge) reuniu algumas das personalidades de destaque quando o tema é a melhoria da formação profissional dos engenheiros brasileiros. Entre eles, o presidente em exercício do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), engenheiro mecânico, civil e de segurança do trabalho Júlio Fialkoski, que destacou o papel fundamental das escolas de Engenharia, assim como as universidades, na construção do País e na formação dos profissionais. “Nossa atribuição é a fiscalização, queremos contribuir sempre com as escolas de engenharia e na continuidade dos estudos desse profissional. Temos nossos programas e métodos, e a escola de engenharia também tem que evoluir oferecendo bons cursos. Além disso, temos que avançar nas discussões sobre educação a distância, deixar o imediatismo e buscar mais a perfeição, a excelência”, disse o presidente.

O coordenador geral do Cobenge 2014, Vanderli de Oliveira, saudou os 70 estudantes dos cursos de engenharia que trabalham como voluntários e o apoio dos patrocinadores, entre eles o Confea e a Mútua. Para ele, o tema do XLII Cobenge, “Engenharia: múltiplos saberes e atuações”, revela que o perfil do engenheiro necessário ao País não se restringe a atividades no campo da Engenharia e defendeu uma maior participação dos engenheiros na tomada de decisões governamentais: “É preciso reunir uma gama de conhecimentos para atuar em praticamente todos os campos do desenvolvimento nacional”. 

Durante a solenidade, o diretor pró-tempori UFJF, Antonio Gouveia Pacifico, disse entender a educação como agente de transformação das pessoas: “É dar a elas melhor condição de vida dentro de padrões de ética e honestidade”. O reitor disse “desconhecer” no País outra iniciativa do porte do Cobenge e disse esperar como resultado do Congresso “que tenhamos mais condições de colocar no mercado mais engenheiros, mas sempre melhores do que os formandos no ano anterior”.

O diretor de Relações Instituições do Crea-MG, Josias Gomes, por sua vez, lembrou os 160 mil profissionais registrados no Crea-MG para mostrar o grande contingente de profissionais da área tecnológica que atuam no Estado. Mas para ele, “é preciso formar muito mais que os 40 mil engenheiros formados anualmente a fim de atender a possíveis picos de crescimento futuro do Brasil”.  Para o secretário geral do Conselho de Decanos da Argentina, Hector Rubem Paz, o Cobenge pode despertar o interesse de jovens em estudar Engenharia. “Este Congresso vai motivá-los. Por que não?”, indaga.

O presidente da Abenge, Nival Nunes de Almeida, por sua vez, lançou mão de um trecho da obra de Guimarães Rosa para falar da constante transformação da vida e, por consequência, do ensino: “O correr da vida embrulha tudo. Vida é assim sossega e depois desaqueta…”.

Para o reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais, Paulo Rogério Guimarães, os institutos têm papel fundamental para o alcance da Engenharia no interior e complementam a formação e capacidade de interiorizar a rede de ensino. Na rede federal são oferecidos 150 cursos de Engenharia. Dos 132 cursos dos institutos federais, 73 são ofertados em cidades do interior, o que acaba por gerar desenvolvimento de atividades econômicas na cidade e região, o que, por tabela, influência o desenvolvimento da desses locais”.

Segundo o prefeito de Juiz de Fora, Bruno Siqueira, ele mesmo um engenheiro por formação,  “o mercado quer engenheiro com conhecimento técnico, mas, também, com atitude, que saiba trabalhar em equipe já que pode atuar em praticamente todas as atividades. A Engenharia facilita colocação no mercado de trabalho”. O pró-reitor da UFJF, Paulo Augusto Nepomuceno Garcia, disse que “o sucesso do país passa pela Engenharia”.

 

Movimentação constante no espaço da Mútua no Cobenge para atendimento aos profissionais e associados participantes do evento

 

Fonte: Confea (com inserções da Acme/Mútua)

Fotos: Abenge e Cristiane Ferreira Ozório (Mútua-MG)

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