Sementes Agroceres lança três variedades de milho

Cultivares integram estratégia de renovação de portfólio da companhia

 

A Sementes Agroceres, subsidiária da multinacional Monsanto, está colocando no mercado para a safra 2014/2015 três cultivares de milho híbrido. Duas são adaptadas às condições climáticas do sul do país e a terceira para o Cerrado, como informou o gerente de marca da empresa, Thiago Bortoli, em entrevista a Globo Rural.

Para as lavouras do sul, uma das alternativas, chamada de AG8780, é de ciclo precoce com apenas para grão. Será disponibilizada em duas versões. A primeira promete resistência a pragas da parte aérea das plantas, como a lagarta do cartucho. A segunda, além dessa característica, traz tolerância ao glifosato e proteção contra a larva-alfinete, que ataca a raiz das plantas.

A outra variedade para o Sul, chamada de AG8690, também é de ciclo precoce, mas com aptidão para grão e silagem. Também promete proteção contra pragas tanto da parte aérea quanto da raiz da planta, além de tolerância ao glifosato.

Adaptada ao Cerrado, a terceira cultivar lançada pela empresa para esta safra, chamada de AG8677, também tem ciclo precoce. Além da tolerância ao glifosato, atua principalmente na parte aérea da planta, com resistência a pragas.

De acordo com gerente, os ganhos de produtividade são calculados em 12% e para todas as cultivares há recomendação de 10% de refúgio (plantio de sementes convencionais para manejo de resistência a insetos). Passaram por testes de campo nas próprias regiões e tem as tecnologias aprovadas pelos principais mercados compradores.

O foco da empresa, segundo o executivo, é a safra de verão, mesmo com a diminuição de áreas de plantio ao longo das últimas temporada. A estratégia é comercializar sementes que prometem “compensação” das áreas menores com alta produtividade.

“O mercado de verão ainda é significativo e a gente quer atender esses produtores que investem na primeira safra”, disse. “Oscilações sempre vão existir. Há uma tendência de redução de milho verão, mas não significa que não vai plantar.” Segundo ele, além dos estados do Sul, regiões como o oeste da Bahia ainda são regiões de plantio de milho primeira safra. 

A expectativa é comercializar, inicialmente, cerca de 200 mil sacas das as três novas cultivares, que levaram, em média, dez anos para serem desesnvolvidas. Thiago Bortoli garante que, apesar dos baixos preços do milho atualmente, tem havido “forte demanda”.

Para a safra 2015/2016, a empresa pretende lançar uma cultivar de milho com ciclo superprecoce (AG9025). Também adaptada ao sul, foi testada em seis lavouras na safra deste ano, informou o executivo.

Reposicionamento

 

Ainda conforme o executivo, os lançamentos integram uma estratégia de renovação de produtos e reposicionamento da marca. Com ênfase na produção de sementes de milho e sorgo, a companhia está no mercado desde 1945.

“Até três anos atrás, nosso portfólio estava um pouco estável. De lá para cá, 35% foram renovados e, gradativamente, vamos tirando produtos do mercado”, explicou Thiago Bortoli, agrônomo de formação.

Ele não informou qual o perfil atual desse portfólio, Disse apenas que o foco é em variedades de maior tecnologia sem, contudo, “deixar de lado” quem investe em milho de média e baixa. A retirada de variedades mais antigas do mercado deve ocorrer dentro de três safras.

Bortoli disse ainda que a empresa está reestruturando sua plataforma de atendimento, reforçando também o uso da internet. Segundo ele, o conceito é atuar de acordo com o modo de produção de cada agricultor. “A gente tem que conhecer o sistema dele para oferecer o suporte necessário.”

Fonte: Globo Rural

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