Eficiência do refúgio depende de união da a cadeia produtiva, diz executivo

Para gerente da Sementes Agroceres, produtor deve monitorar sistemas e indústria garantir os insumos necessários

 

A aplicação eficiente das técnicas de refúgio no Brasil depende de um esforço integrado de toda a cadeia produtiva. A opinião é do gerente de marca da Sementes Agroceres, Thiago Bortoli.

“A proteção precisa ocorrer rapidamente, seja com refúgio ou com outras práticas”, disse ele, citando também o Manejo Integrado de Pragas (MIP) e tratamento de sementes.

O refúgio é considerado importante para evitar a resistência de pragas às tecnologias, especialmente a Bt. A ideia é plantar sementes convencionais nas mesmas lavouras que as transgênicas, considerando um determinado porcentual e distância da área principal.

A técnica está em fase de regulamentação no Brasil. Segundo o diretor de Sanidade Vegetal do Ministério da Agricultura, Luís Eduardo Rangel, o governo “não trabalha com outra hipótese” que não seja a publicação da norma até o dia 15 de setembro.

As empresas fornecedoras de sementes e detentoras das tecnologias têm suas recomendações de refúgio. No entanto, nem sempre são seguidas, lembra Bortoli. Citando dados da consultoria Kleffmann, ele destaca que, na safra 2012/2013, apenas 23% dos produtores usaram a técnica.

“Os produtores precisam monitorar seus sistemas e, como indústria, precisamos garantir que haja sementes para o refúgio. Se todos fizerem seu papel, a situação pode ser revertida e quem ganha é o agricultor”, disse.
Fonte: Globo Rural

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