Tecnologia impulsiona construção de pontes estaiadas no Brasil

A evolução dos programas de cálculos estruturais tem permitido a construção de pontes estaiadas cada vez maiores. Elas são uma solução para vãos livres de 100 até 1.200 metros de comprimento, com estruturas complexas, que alinham técnica e estética em projetos que vêm se tornando verdadeiras atrações turísticas.
Catão Francisco Ribeiro, engenheiro civil considerado o “pai da ponte estaiada”, realizou palestra na tarde desta quinta-feira (14/8), na 71ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea), em Teresina (PI), cidade da ponte estaiada Mestre João Isidoro França, projetada para a comemoração dos 150 anos da capital, que foi o símbolo desta Soea. 

Responsável pelo projeto estrutural de mais de 20 pontes estaiadas, Catão Ribeiro demonstrou tecnicamente que, mesmo em distâncias menores, a partir de 100 metros de vão livre, essa tecnologia construtiva permite projetos de pontes ou viadutos economicamente viáveis. A evolução tecnológica permite a realização de cálculos estruturais complexos em programas exclusivos, o que não era possível há 20 anos.
Esse crescimento na construção de pontes estaiadas vem se alinhado ao refinamento estético. Para Catão, “é um privilégio projetar; cada ponte é como um filho, que é único, e deve ter essa característica preservada”. Por isso, os projetos são idealizados a partir da realidade local, com características que identifiquem a população, a arquitetura, suas influências étnicas e culturais.
Curiosidade revelada em vídeo durante a palestra, os cálculos para a construção das pontes estaiadas correspondem à sequência de Fibonacci, uma clássica sucessão de números que se repetem em fenômenos da natureza e foi identificada pelo italiano Leonardo Fibonacci, no final do século 12. Infinita, inicia pelo número 0, sucedida pelo número 1 e, a partir daí, todo número seguinte é a soma dos dois anteriores.

Catão falou ainda sobre educação e formação profissional, e foi aclamado pelos jovens presentes. “Gosto de motivar os jovens. Os mais velhos não posso mudar, mas os jovens são a nossa esperança e devemos estimulá-los a aprofundar seus conhecimentos”, finalizou.

Fonte: Crea-SE

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