Políticas regionais asseguram desenvolvimento

Desenvolvimento Regional foi o tema da palestra do presidente do Instituto Nacional de Administração para o Desenvolvimento (INAD), Leonides Alves da Silva Filho. O palestrante iniciou sua exposição trazendo a constatação de que o Brasil atualmente e há muito tempo não possui mecanismos palpáveis para o desenvolvimento das diversas regiões do País, visto que o traçado traz um plano único para o desenvolvimento nacional, sem levar em consideração as peculiaridades político-econômicas de cada área. 
“Não se pode pensar em políticas nacionais de desenvolvimento, isso é um engodo. Apenas faz com que o desenvolvimento chegue de forma desordenada, sempre tendenciosa a atender as áreas com maior poder econômico e, consequentemente, maior poder de decisão”, sentenciou. “Só há crescimento se houver investimento regional”, argumentou.
Citou como experiência adequada o modelo de Francisco Julião, ativista pernambucano dos anos 50, que, de forma ordeira e organizada, conseguiu fazer com que a população cobrasse das autoridades competentes maneiras mais eficientes de desenvolvimento econômico para a região, o que acabou por culminar no surgimento do Banco do Nordeste (30 dias depois do BNDES) e, posteriormente, da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
Entretanto, ele observou que “na chegada do governo militar, veio a mudança de diretriz econômica do País para uma política nacional de redução de subsídios, a administração orçamentária da Sudene foi passada aos estados, o que trouxe burocratização e emperramento dos processos de captação de recursos”. Por fim, ao cobrar com força e firmeza a organização do povo nordestino, finalizou a sua palestra, mediada pelo conselheiro federal Leonides Alves da Silva Neto, seu filho (foto ao lado).

Fonte: Crea-PI

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.