Palestra sobre educação a distância na área tecnológica atrai grande público na 71ª Soea

Cerca de duas mil pessoas participaram da palestra sobre “Educação aberta, flexível e a distância: desafios, oportunidades e futuro na formação do engenheiro e prática da Engenharia Global”. O evento foi realizado na manhã desta quarta-feira (13/8), abrindo a programação do Congresso Técnico Científico da Engenharia e da Agronomia (Contecc), evento realizado durante a 71ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea). 
O assunto, que está presente na agenda da sociedade, evidenciou as discussões em torno da junção do tecnicismo e do humanismo na educação brasileira de qualidade. Ao final das discussões, ficou evidenciado que, embora ainda existam resistências sobre a EAD (Educação a Distância) na Engenharia, com questionamentos sobre a legislação, laboratórios e definição em nível de atribuição dentro do Sistema, o processo é uma realidade irreversível. 
Também ficou patente que existem problemas sérios na educação fundamental e no ensino médio, fatores que implicam as altas taxas de evasão escolar, notadamente, nos cursos superiores da área tecnológica. São questões que também precisam ser trabalhadas em prol da melhoria do ensino nacional. 
A palestra conduzida pelo engenheiro mecânico, professor universitário e coordenador-adjunto do Colégio de Entidades Nacionais (Cden), engenheiro mecânico Jorge Nei Brito, provocou uma reflexão na plateia formada por profissionais, educadores e estudantes. Para ele, a abordagem pode ser considerada um marco dentro do Sistema Confea/Crea e Mútua e, a partir de agora, deve ser trabalhada de maneira mais efetiva. “O ensino a distância é uma realidade na área tecnológica, e tenho a certeza de que a Engenharia brasileira não ficará de fora de jeito nenhum. O Sistema é que vai ter de se adaptar urgentemente aos novos tempos.”
A palestra teve como debatedores o chefe de divisão de Engenharia do Instituto de Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Cláudio Jorge Pinto Alves; o conselheiro do CNE/MEC, Luiz Roberto Liza Curi; o presidente da Academia Global de Artes e Ciências, Heitor Gurgulino Souza, tendo como moderador o conselheiro federal do Confea, engenheiro agrônomo Daniel Salati. 

Evolução do ensino a distância no Brasil
A EAD foi introduzida nos países desenvolvidos em 1972, ano em que também chegou ao País, porém, foi deixada de lado dois anos depois pelo governo brasileiro. O programa foi retomado em 2005, em função da necessidade da reciclagem dos professores de educação básica, tendo se expandido nos grandes centros e nas cidades onde não existem universidades. O crescimento dos cursos a distância nos últimos dois anos foi de 2.338,79%, no que há de se considerar o pouco tempo de margem referencial. 
Os cursos de ensino a distância já abrangem 3.662 municípios brasileiros. Algumas universidades brasileiras ministram cursos de Engenharia a distância. Os principais cursos são de Engenharia Ambiental, Engenharia de Materiais e Engenharia Civil, ministrados, em sua maioria, pelas universidades privadas. São 26 cursos com uma oferta em torno de duas mil vagas. 
 
Fonte:  Crea-RN

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