Seminário Conjunto Confea/CAU e investigação técnica das enchentes do Rio Madeira são destaques na pauta do Colégio de Presidentes em Rio Branco (AC)


Colégio de Presidentes discute importantes assuntos para a área tecnológica e para o País

Participantes da 6ª Reunião Ordinária do Colégio de Presidentes (CP) do Sistema Confea/Crea e Mútua foram contemplados com uma vasta programação de trabalhos, que incluiu uma apresentação do presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), engenheiro civil José Tadeu da Silva, a respeito do projeto de lei, de origem na Casa Civil e amplamente debatido durante o 8º Congresso Nacional de Profissionais, que propõe a mudança da representação do Plenário do Confea segundo o modelo federativo. O Confea vem atuando ativamente junto ao governo federal em defesa da proposta, discutida também pela Frente Parlamentar em Defesa da Engenharia, Agronomia e Arquitetura. O presidente também destacou a importância da composição das condições mais adequadas de permanência e de representação dos profissionais técnicos nos plenários do Sistema.

A pauta do segundo dia da 6ª Reunião do CP também destacou o relatório de investigação técnica da enchente do Rio Madeira, apresentado pelo coordenador da Comissão de Ensino, Ciência e Tecnologia do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Rondônia (Crea-RO) e diretor de Ciência, Pesquisa e Tecnologia e ex-presidente do Sindicato dos Engenheiros em Rondônia (Senge-RO), o engenheiro civil e de segurança do trabalho Jorge Luiz da Silva Alves.

Durante sua palestra, os presidentes dos Creas, diretores da Mútua e demais convidados para o CP puderam conhecer o estudo elaborado em três meses de pesquisas e análises e que deu origem ao relatório de 240 laudas. “A enchente chegou até a foz do Rio Amazonas, ou seja, 1.250 km foram prejudicados no processo de calha do rio. Além disso, famílias e empresas foram atingidas. A engenharia do projeto foi bem feita, porém houve problema na gestão do contrato”, alerta o especialista.

Em entrevista exclusiva para o site do Confea, o engenheiro Jorge Luiz chamou atenção das lideranças do Sistema Confea/Crea e Mútua para a importância de divulgar os dados apurados para a sociedade. “Se a engenharia tivesse sido executada corretamente, esse desastre não teria acontecido. E o Brasil precisa saber disso”, afirmou Jorge Luiz. Para ele, é fundamental que as autoridades governamentais sejam cobradas pela imperícia. “Hoje, Porto Velho precisa de R$ 5 bilhões para se reconstruir. No relatório, propomos algumas medidas, entre elas, que sejam isentas do pagamento da luz as famílias atingidas que consomem até 250kW/mês. Para as empresas prejudicadas, 1250 kW/mês, além da isenção do imposto de renda, durante dez anos. Esse valor não é nada para o governo, pois haverá uma compensação financeira. Na verdade, será uma troca de recursos”, explicou o especialista. Com a enchente do Rio Madeira, em março deste ano, cerca de 30 mil pessoas foram atingidas, e 16 bairros de Porto Velho foram inundados.

Conselhos profissionais debaterão sombreamento de atribuições

Em outro momento importante da reunião, o superintendente de Integração do Sistema, engenheiro civil José Gilberto Campos, adiantou ao colegiado a organização do seminário nacional em conjunto com o Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) que será realizado pelo Confea nos dias 24 e 25 de julho, em Brasília. Proposto pelo CP e aprovado em sessão plenária no Confea, o evento terá o objetivo de dirimir dúvidas e conciliar conflitos de atribuições existentes entre os profissionais vinculados aos dois Conselhos, em face da multiplicidade de atribuições e das áreas de sombreamentos de atividades que envolvem o exercício das profissões. A programação e o planejamento do seminário estão sendo construídos por uma comissão conjunta dos dois conselhos. Confira a programação preliminar do seminário

A Reunião do CP tem continuidade até o meio-dia desta sexta-feira (18), no auditório da OAB-AC, em Rio Branco.

 

Fonte: Confea

Foto: Flávio Corrêa (Crea-DF)

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