Presidente da Mútua prestigia o Encontro Nacional da Engenharia Química


Coordenador da CNCEEQ, Carlos Alberto Rodrigues; Presidente do Confea, José Tadeu da Silva, diretor-presidente da Mútua, Cláudio Calheiros, e coordenador do Cden, Gumercindo Ferreira: união da modalidade

A Capital Federal sedia, desde ontem (2), o Encontro Nacional da Engenharia Química, Reunião dos Conselheiros Federais e Regionais da Engenharia da Modalidade Química do Sistema Confea/Crea e Mútua. Para o presidente da Mútua, engenheiro agrônomo Cláudio Calheiros, que acompanha os trabalhos do Encontro nesta terça-feira, é muito importante a iniciativa do Confea em promover eventos específicos das diversas categorias inscritas no Conselho, como ocorreu no mês passado com a realização do Encontro Nacional da Engenharia Civil. "Entendemos que existem questões universais de todas as profissões abrangidas pelo Sistema Confea/Crea e Mútua que trabalhamos de forma ampla mas, também, temos a visão de que cada categoria tem suas especificidades que precisam ser tratadas de maneira personalizada. Diante disso, a realização de Encontros por modalidade nos mostra a realidade de cada área e nos permite formatar soluções mais acertadas", comentou Calheiros.

O Encontro é promovido pelo Confea, com apoio da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros (Febrae), e tem o objetivo de tratar a atuação e o exercício profissional dos engenheiros químicos. Além dos conselheiros da modalidade da Engenharia Química, o evento tem a presença do vice-presidente do Confea, engenheiro mecânico Júlio Fialkoski, do coordenador nacional CCEEQ, engenheiro químico Carlos Alberto Rodrigues Anjos, do coordenador do Colégio de Entidades Nacionais (Cden), engenheiro de Alimentos Gumercindo Ferreira da Silva, e do superintendente de integração do Sistema, engenheiro civil José Gilberto Pereira de Campos.

O coordenador da CCEEQ explica que o principal objetivo da reunião é o fortalecimento dos profissionais. "Esse encontro de âmbito nacional traz para a Engenharia Química uma importante contribuição para o relacionamento com as instituições de ensino, para a revitalização das câmaras especializadas de Engenharia Química em todos os Creas e principalmente avançar com a fiscalização da modalidade. A ideia da fiscalização é focar o profissional da Engenharia Química. Estamos discutindo não só assuntos relevantes para a modalidade mas, também, produzindo uma carta de definições e desejos do que a Engenharia Química tem no sentido de avançar", ressaltou.

 

Para o presidente do Cden, esse evento é o reconhecimento e uma forma de mostrar que a Câmara de Engenharia Química faz parte do Sistema Confea/Crea e Mútua e que ela faz parte das profissões contempladas pelo Conselho. Além disso, Gumercindo explica que o Encontro permitirá nivelar questões específicas da Engenharia Química em todo o País. “A realização desse encontro nacional é um desejo antigo da CCEEQ. É a oportunidade de reunir todos os conselheiros regionais da modalidade para discutir os problemas e as soluções que cada Estado está adotando e, assim, traçar uma solução unificada. Servirá para que todos os Estados tenham a expertise de algo já vivido e, a partir daí, tornar a Engenharia Química mais bem trabalhada dentro da fiscalização, inclusive, pelos próprios fiscais, que muitas vezes desconhecem a atividade”, ponderou. Ainda de acordo com o engenheiro de Alimentos, dois grandes temas deverão nortear os debates no Encontro: o choque entre o Confea/Creas e CFQ/CRQ e a fiscalização na área da Engenharia Química.

Com o tema “A Engenharia da modalidade Química e o desenvolvimento do Brasil”, foram iniciados os trabalhos técnicos do Encontro. A Palestra foi proferida pelo doutor em Química, professor e coordenador do curso de Engenharia Química da Universidade de Brasília (UnB), Fabricio Machado Silva, que descreveu os desafios para a implementação do curso, há dois anos. Ao lado do coordenador nacional das Câmaras de Engenharia Química, Carlos Alberto Rodrigues Anjos, ele considerou a necessidade de o Crea-DF estabelecer um maior contato com o curso. “Temos que estreitar os laços”, disse. 

Desdobrando-se entre o Encontro da Engenharia Química e a reunião extraordinária do Colégio de Presidentes, esta, realizada ontem, também em Brasília, o presidente do Confea, engenheiro civil José Tadeu da Silva, compôs a mesa em que era debatido o tema “Fiscalização profissional da Engenharia da Modalidade Química e a questão Confea/Crea x CFQ/CRQ”, com as participações do advogado do Confea, João Augusto de Lima, e do procurador jurídico do Crea-RJ, Renato Luiz Csaszar. Nesse debate, mantendo a tônica das discussões matutinas, foram levantados vários pontos em relação aos sombreamentos com o Conselho Federal de Química.

O presidente do Confea chamou a atenção para a forma democrática e participativa com que o Confea está tratando as questões das modalidades. “Aprendi, em 30 anos de Sistema, que toda vez que colocamos todos juntos, dá uma confusão danada, cada um puxa a sardinha para a sua brasa. Temos demandas que não foram resolvidas no passado. Aqui tem uma questão histórica do Conselho de Química e Confea, que já vinha de longa data. A única saída que considero mais plausível seria promover os encontros das modalidades. Se reunimos todas as pessoas da Engenharia Química e vocês passam aqui dois dias discutindo, certamente o produto que sairá daqui será levado ao plenário do Federal. Assim, vamos encontrar saídas para esses embates", avaliou.

Ainda estão sendo tratadas as “Linhas de ações para a emissão de pareceres de registros de profissionais e ou empresas – Intersecção das Leis 2.800/1956 e 5.194/1966", tema  trabalhado pelo coordenador Nacional de CCEEQ, engenheiro químico Carlos Alberto Rodrigues Anjos, e  pelo coordenador do CDEN, engenheiro de alimentos Gumercindo Silva o tema é “CDEN e a representatividade da Engenharia da modalidade Química junto ao Sistema Confea/Crea e Mútua”.

Para fechar o Encontro, três grupos serão formados para discutir e formular sugestões que integrarão a Carta de Proposições do Encontro Nacional de Engenharia Química. Cada grupo ficará responsável por analisar um dos seguintes temas: “A relação entre Confea/Crea e CFQ/CRQ  e a aprovação de decreto regulamentar da Engenharia da Modalidade Química”,  “O ensino da Engenharia da Modalidade Química e ações junto às IES” e “Fiscalização do exercício profissional no âmbito da Engenharia da Modalidade Química”. Ao final, todos os participantes irão debater as propostas para a formulação do documento conclusivo do evento.

 

Fonte: Acme/Mútua e Confea

Fotos: Margareth A. Vicente e Confea

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