Colégio de Presidentes discute enchente do Rio Madeira

A calamidade provocada pela enchente do Rio Madeira e de outros rios da região Norte foi tema das intervenções dos presidentes dos Creas do Acre, Rondônia e Pará, no segundo dia da 3ª Reunião Ordinária do Colégio de Presidentes do Sistema Confea/Crea, que prossegue até esta sexta-feira (9/5), no Crea Goiás. Os desafios para a economia e as condições de vida dos moradores da região foram tratados pelos dirigentes. A reunião também discutiu a participação do Crea-Júnior em eventos como a Semana Oficial da Engenharia e Agronomia, em Teresina, no mês de agosto. A 3ª Reunião do Colégio de Presidentes segue até amanhã, 09 de maio, no Plenário do Crea-GO, em Goiânia-GO.  Toda a reunião está sendo transmitida ao vivo no site da web TV do Regional – www.tvcreago.com.br. 

“O Acre ficou totalmente desabastecido de combustível, de alimentos, entre outras necessidades. Tivemos que apelar para a Força Aérea Brasileira e também para o governo do Peru. Ficamos completamente isolados”, relatou o presidente do Crea-AC, Amarildo Uchôa. Durante sua apresentação, foram mostrados trechos críticos da cheia na BR-364. Segundo estimativas do DNIT, um custo final de mais de R$ 200 milhões serão necessários para recuperar os cerca de 90 quilômetros de estrada atingidos, em uma reconstrução completa. “É inquestionável a participação da engenharia no desenvolvimento e nas melhorias para o bem estar da humanidade. Porém, devemos ter bastante cautela no trato com a natureza, sob pena de pagarmos um preço muito alto, comprometendo inclusive futuras gerações”, disse.

O presidente do Crea-RO, Nélio Alencar, também manifestou as consequências da cheia para o seu Estado, que esteve entre os atingidos pelo desastre. “Só em Rondônia, mais de 20 mil pessoas ficaram desabrigadas. O Crea não ficou omisso e prestou sua solidariedade a quem até hoje está precisando de moradia”, relatou. Em sua fala, o gestor criticou as posturas dos governos municipal, estadual e federal, que considerou desumanas. “Um acampamento foi disponibilizado pela Defesa Civil e pelo Governo Federal. Mas, segundo o laudo feito pelo Crea-RO, a área era completamente inadequada. Além disso, as barracas disponibilizadas pelo governo envergonhariam qualquer cidadão. Houve também o superfaturamento  de cestas básicas”, denunciou. O gestor relatou, ainda, que Acre e Rondônia passaram por dificuldades sozinhos, sem qualquer repercussão em nível nacional. “A mídia não deu esse grito de alerta. A falta de solidariedade dos governos foi assustadora, deplorável ver o sofrimento dos nossos irmãos”. Segundo ele, os estados – Acre e Rondônia – estão até hoje “aguardando respostas que não ecoaram por seus estados”. 

Diante do exposto, o presidente do Crea-PA, Eng. Agr. Antônio Carlos Alberio, manifestou a necessidade de o Sistema criar mecanismos para que manifestações e alertas sejam emitidos aos órgãos governamentais sempre que possível, como forma de evitar mais desastres. “Evidentemente, existem fatores que fogem do controle humano, mas testemunhamos em Porto Velho o exemplo do que pode causar a falta de planejamento. Acontece que, às vezes, o interesse político se sobrepõe a recomendações técnicas. E isso não pode, em instância alguma, acontecer”, afirmou. 

Crea Júnior e Soea em debate

O Crea Júnior Goiás também participou do segundo dia de reunião dos presidentes. O estudante de engenharia civil da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Luca Gontijo, coordenador da entidade, manifestou o seu agradecimento ao Colégio de Presidentes do Sistema pelo apoio recebido no encontro realizado em Foz do Iguaçu – PR, no mês de abril. “Ontem, recebemos a deliberação favorável para a emissão de passagens para os coordenadores estaduais para participação do XI Seminário de Jovens Líderes, em Diamantina-MG, e para o treinamento sobre o Sistema Confea/Crea e a atual posição dos engenheiros no Brasil, em Vitória-ES”, relatou. “Sendo assim, agradecemos o esforço deste CP, considerando todo o histórico de apoio ao nosso Fórum, principalmente no que concerne à tramitação do processo 741/2011, que prevê a regulamentação do Programa  Crea Júnior”, agradeceu. 

Luca relatou que o referido processo estava  pautado para ser arquivado, o que não aconteceu devido aos pedidos de vista do processo realizado pelo conselheiro federal  Eng. Agr. José Geraldo de Vasconcelos Baracuhy.  

Tomando a discussão do Crea Júnior como gancho, o presidente do Crea-PI, Eng. Civ. Paulo Roberto Ferreira de Oliveira, apresentou as medidas que estão sendo tomadas para levar o maior número de estudantes possível para a 70ª Soea, que acontece em Teresina-PI, no mês de agosto. “Garantimos o apoio do Clube de Engenharia do Piauí para alojar a quantidade de estudantes que devemos receber. Queremos que muitos alunos tenham esse contato direto. Estamos unindo esforços para isso”, relatou. O presidente também solicitou que o Colégio de Presidentes faça indicações de palestrantes para a próxima edição da Soea e colocou-se à disposição para esclarecer dúvidas. 

 

Fonte: Confea

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