CREA-RJ apresenta relatório sobre enchentes em áreas de baixada

“Os problemas não são resolvidos porque não há um planejamento e uma manutenção preventiva. O planejamento urbano das metrópoles, em vez de contribuir para melhorar a qualidade de vida das pessoas, está causando um prejuízo gigantesco. Nos locais que visitamos há um conjunto de medidas mal resolvidas. A recomendação mais ampla e genérica é simples, basta seguir a lei. O próprio poder público não obedece as leis”, disse o presidente do CREA-RJ, Agostinho Guerreiro, em entrevista à imprensa, nesta terça, 14, quando apresentou o Relatório da Inspeção realizada pelo Conselho em áreas de baixada que sofreram decorrentes das fortes chuvas em dezembro de 2013.

A inspeção foi realizada nos pontos mais críticos, como o Rio Irajá, na Penha, o Rio Meriti, no entrocamenteo com Rodovia Washington Luiz, na Pavuna, o Rio Acari e o Rio Queimados, na Baixada Fluminense.

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Entre as soluções apresentadas pelo CREA-RJ no Relatório estão a criação de barragens de contenção, a coleta de lixo em tempo seco, a questão do tratamento do esgoto, além da coleta seletiva, reciclagem de lixo e reflorestamento e recuperação das margens dos rios.

Agostinho ressaltou a situação de Nova Iguaçu, um dos municípios mais atingidos pelas chuvas. “Os problemas encontrados lá foram relacionados a pontes antigas que não permitem a passagem da água, por falha de construção ou pilares mal feitos, e também a questão do lixo, que tem contribuído para o assoreamento dos rios”.

O relatório será enviado às prefeituras do Rio de Janeiro, de Queimados, Nova Iguaçu e Japeri, à secretaria de Ambiente do Estado do Rio de Janeiro, ao INEA-RJ e ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro-GAEMA (Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente).

 

Fonte: Crea-RJ

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