Dia do Engenheiro e 80 anos do Sistema são comemorados em sessão solene na Câmara dos Deputados


 

Em celebração pelo Dia do Engenheiro e os 80 anos de criação do Conselho, a Câmara dos Deputados realizou hoje (11) sessão solene em homenagem à data. Sob a liderança de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara dos Deputados, a sessão, que aconteceu no plenário Ulysses Guimarães, esteve lotada. Cerca de 500 profissionais e lideranças políticas da área da engenharia e agronomia que lotaram o plenário e a galeria da Câmara e ouviram o presidente da Câmara afirmar: “quero registrar que esta é uma das sessões mais bonitas já realizadas aqui. O Confea está de parabéns”.

A mesa dos trabalhos da sessão foi composta pelo presidente do Confea, engenheiro civil José Tadeu, pelo diretor-presidente da Mútua, engenheiro agrônomo Cláudio Calheiros, pelo presidente do Crea-MS, engenheiro civil Jary de Carvalho e Castro, pelo presidente do Fórum de Conselhos de Profissões Regulamentadas, José Augusto Vianna Neto, e por Jaime Cardoso , diretor adjunto dos Correios – que comandou a obliteração do Selo em comemoração aos 80 anos do Confea.

A participação da Mútua na solenidade ainda contou com a presença do diretor de Benefícios, engenheiro agrônomo Ricardo Antonio de Arruda Veiga, do diretor administrativo, engenheiro agrônomo Luiz Alberto Freitas Pereira, e do diretor de Tecnologia, engenheiro eletricista Antonio Salvador da Rocha e, ainda, de diretores regionais.

Henrique Alves falou da Frente Parlamentar em Defesa da Engenharia, Agronomia e Arquitetura, comandada por Augusto Coutinho (SSD-PE), – que reúne mais de 200 parlamentares e acompanha de perto o trâmite de Projetos de Lei de interesse da sociedade brasileira, entre eles, 40 que alteram a regulamentação profissional. O presidente da Câmara disse, também, que “nunca a engenharia foi tão demandada quanto agora por um Brasil que quer crescer”. O parlamentar potiguar referenciou a participação do Sistema na história do país e destacou o Decreto 20.569, de 1933, que regulamentou as profissões reunidas pelo Sistema Confea/Crea.

Para ele, “hoje é consenso entre as autoridades, não se pode prescindir dos engenheiros para promover o crescimento. Muitos países já se deram conta disso, Japão e Estados Unidos registram 17 engenheiros por mil habitantes, enquanto no Brasil esse índice é de 1,47 engenheiros”. Em seguida, destacou a importância de o país reconhecer a necessidade de “investir na formação de mais e melhores profissionais”.

Para o presidente da Mútua, a solenidade demonstrou a força do Sistema Confea/Crea e Mútua, além de sua reputação ética e moral construída ao longo desses 80 anos. “A maior importância desse evento foi a expressa demonstração da relevância da Engenharia e da Agronomia para a nação e o reconhecimento do nosso trabalho. Isso certamente refletirá com muita ênfase nos profissionais e na sociedade brasileira. Precisamos, cada vez mais, fazer com que a Engenharia e a Agronomia tenha realmente seu papel no desenvolvimento do País. Além disso, na fala de vários parlamentares percebemos o compromisso que eles assumiram perante a classe da Engenharia e Agronomia, com vistas a aprovação de projetos ligados à categoria. A implantação da Frente Parlamentar em defesa da Engenharia, da Agronomia e da Arquitetura também foi outra iniciativa que nos coloca em destaque no cenário político”, ressaltou Calheiro.

Selo personalizado

A obliteração do selo alusivo aos 80 anos do Sistema Confea/Crea – por Henrique Alves e José Tadeu – foi realizada durante a sessão solene, e coordenada por Jaime Cardoso, da empresa Correios e Telégrafos. Um carimbo foi aplicado ao selo personalizado com a marca comemorativa aos 80 anos, a bandeira nacional e a logomarca do Congresso Nacional.

Na oportunidade, além de lideranças profissionais do Sistema Confea/Crea, como Frederico Bussinger, Walter Logatti e José Geraldo Baracuhy, respectivamente, representantes das gestões anteriores, das Instituições de Ensino de Engenharia e das Instituições de Ensino de Agronomia, e ainda Gumercindo Ferreira, coordenador do Colégio de Entidades Nacionais, parlamentares receberam réplicas do selo.

Ministro da Previdência prestigia a solenidade

O senador José Agripino Maia (DEM/RN) e o ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves, prestigiaram a sessão que teve a participação dos deputados Danilo Forte (PMDB-CE) e Eduardo Searra (PSD/PR), Everton Rocha, líder do PDT/MA, André Moura (PSC/SE), Fátima Bezerra (PT-RN), Fernando Ferro (PT-PE) e José Xaves (PTB-PE), autor do Projeto de Lei que tipifica a engenharia, agronomia e arquitetura como carreiras de Estado. Sem manifestar-se na tribuna, outros parlamentares também prestigiaram a sessão solene.

Justiça e reconhecimento

Confessando-se “destreinado, nunca fui deputado federal”, Garibaldi creditou a Pedro Lopes de Queiroz, assessor parlamentar do Confea, a “oportunidade de estar nesta tribuna”. “Pedro Lopes, quero dizer que você é o cara”, brincou.

“Estou aqui para dizer do meu apreço pela classe. Tive oportunidade de contar com os engenheiros quando prefeito de Natal e governador do Rio Grande do Norte na  construção obras que não teriam sido construídas se não fosse o empenho deles”.

Para o ministro, “é uma injustiça o engenheiro prestar tanto serviço e ainda não ser carreira de Estado”.

Ao ser informado por José Tadeu de que o Projeto de Lei que trata do assunto está no Senado com votação em caráter terminativo da CCJ, resolveu divulgar a notícia usando o microfone da tribuna da Câmara, onde 51 parlamentares são engenheiros, 10% da Casa:

“A tipificação dessas profissões em carreiras de Estado está para acontecer. O PL já tem relatoria favorável de Romero Jucá (PMDB-RR). Vai se fazer justiça aos engenheiros do Brasil”. E finalizou pedindo: “deixe aos engenheiros o que é dos engenheiros”, e foi aplaudido de pé por alguns minutos.

Depoimentos

Todos os parlamentares que se manifestaram durante a sessão solene da Câmara pesquisaram sobre a história do Sistema e sobre a realidade dos engenheiros no Brasil. Citaram, entre outras informações, dados de pesquisa feita pelo Ipea segundo a qual, de cada 3,5 engenheiros brasileiros, apenas 1 está formalmente empregado em atividades da profissão, mostrando que a qualificação precisa melhor reconhecida. Para a maioria, a marca do Sistema Confea/Crea é o “empreendedorismo”.

Além de conselheiros federais e regionais, representantes de entidades de classe, ex-presidentes do Confea também compareceram à sessão: Frederico Bursinger, Marcos Túlio de Melo e Henrique Luduvice, entre eles.

“Fiscalização, Ética e Qualificação”

Depois de cumprimentar a todos, inclusive aos congressistas do 8º CNP, José Tadeu, em um discurso simples e direto, lembrou da importância do reconhecimento dos conselhos de profissões regulamentadas a partir do ex-presidente Getúlio Vargas, em 1933.

Parabenizou a todos pelo 11 de Dezembro e pelos 80 anos de existência do Conselho Profissional. “Em oito décadas o Sistema consolidou sua trajetória como sujeito e fiscalizador do desenvolvimento do país”, afirmou antes de anunciar o lançamento do livro que registra, do Brasil colônia à recente  Resolução 1.048, um compilado da nossa legislação profissional.

 “Temos cumprido com nossa missão. Fiscalizamos o exercício ilegal das profissões para que os serviços de engenharia não sejam executados por pessoal não habilitado". Para o presidente do Confea, “fiscalização, qualificação e requalificação dos profissionais são instrumentos de democratização e que dão mais qualidade aos serviços prestados pelo Sistema”.

Como pilares das profissões, José Tadeu destacou: “fiscalização, ética e qualificação”. Defendendo a atualização da legislação profissional, o presidente do Confea falou das Constituições de 1934 a de 1988, que recepcionaram a criação dos conselhos e valorizaram o livre exercício profissional no país.

“Atualizar conhecimentos é preciso. É preciso acompanhar o desenvolvimento humano e tecnológico. É preciso dialogar”, defendeu José Tadeu da Silva, para quem “temos que corresponder às expectativas geradas por uma atuação que, ao longo de 80 anos, participa da história do país”.

Sem esquecer os que o antecederam no cargo, José Tadeu agradeceu aos que ao seu lado “percorrem um caminho nem sempre fácil, durante o qual é preciso ser atuante para melhorar a qualidade de vida de todos os brasileiros”.

Ao finalizar, o presidente do Confea deu a dimensão da participação brasileira em organismos internacionais que representam a engenharia como a União Panamericana de Engenheiros, que ele presidirá a partir de 2015, mesmo ano em que Jorge Spitalnick assume a presidência da Federação Mundial de Associações de Engenheiros.


Os diretores da Mútua, Ricardo Antonio de Arruda Veiga (Benefícios), Luiz Alberto Freitas Pereira (Administrativo), e Antonio Salvador da Rocha (Tecnologia) atentos às falas dos parlamentares e demais autoridades na Sessão Solene, na Câmara dos Deputados, em homenagem aos 80 anos do Sistema

 

Fonte: Acme/Mútua – com informações do Confea

Foto: Flávio Mottola (Acme/Mútua)

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