Novos conselheiros federais falam sobre expectativas para o mandato

Conselheiros empossados ao lado do presidente do Confea e com outros conselheiros federais 

 

O Confea empossou seis novos conselheiros federais, eleitos no último dia 12 de novembro, pelos Estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Goiás. Com a presença dos respectivos presidentes de Creas, foram empossados os engenheiros agrônomos Mário Varela Amorim (titular) e Emmanoel Mateus Alves Costa (suplente), pelo Rio Grande Norte; os engenheiros civis Leonides Alves da Silva Neto (titular) e Evandro de Alencar Carvalho (suplente), por Pernambuco; e ainda os engenheiros mecânicos Paulo Roberto Lucas Viana e Juarez Batista de Faria, pelo Estado de Goiás. Os engenheiros eletricistas por São Paulo, Jolindo Rennó Costa e Antônio Roberto Martins, não tomaram posse, devido a uma análise de denúncia contra o resultado do pleito, junto à Comissão Eleitoral Federal (CEF).

Confira, abaixo, depoimentos dos novos conselheiros, que relatam as expectativas para os mandatos, que começam em janeiro de 2014.

 

Engenheiro civil Leonides Alves da Silva Neto (titular)

"Nossas propostas, minhas e do meu suplente, se pautaram muito na melhora da percepção, tanto da sociedade, quanto dos profissionais, sobre Sistema Confea/Crea e Mútua. Na fase inicial da nossa campanha, quando ainda estávamos conversando com os entes envolvidos – os profissionais, o pessoal do interior, empresários e acadêmicos -, notamos que existia um senso comum, muitos deles viam o Sistema de uma forma muito crítica, em alguns casos até considerando que o Sistema seria um cartório. Diante disso, nós procuramos relacionar propostas que venham a melhorar ou mudar essa imagem. Então, nossa atuação será parte dela dirigida a votar e discutir todas as questões institucionais, mas a ideia é que a gente foque numa melhora da percepção da sociedade e dos profissionais sobre o Sistema Confea/Crea e Mútua. Isso será feito com ações práticas, como negociar junto aos demais conselheiros a necessidade de visto, a definição, de uma vez por todas, sobre a legalidade ou não do salário mínimo profissional vinculado ao salário mínimo, enfim, linhas de financiamento específicas para que os Creas possam se transformar 100% em digitais, unificação do Sistema, porque em cada Estado você precisa ter um login e uma senha, enfim, são várias ações nesse sentido, mas todas com o foco em melhorar a percepção da sociedade e dos profissionais em relação ao Sistema."

Engenheiro civil Evandro de Alencar Carvalho (suplente)

"Estou muito feliz, porque nós entramos neste pleito com novas propostas e entendo que fomos eleitos justamente por isso, porque houve um entendimento dos colegas de Pernambuco que realmente temos novas ideias. Agora, é nossa tarefa trabalhar de acordo com o que propusemos. Eu, como oriundo de uma inspetoria do interior – Araripina – fui o primeiro candidato do interior de Pernambuco a concorrer a um cargo no Crea do Estado e, de uma forma muito feliz, logrei êxito. Nossa campanha foi baseada em muita conversa, visitamos o interior do Estado e mostramos nossas propostas. Nós – eu o Leonides – vamos fazer o melhor possível. Inclusive, o Leonides, muito gentilmente, se comprometeu a dividirmos o mandato e, dessa forma, vamos dividir o trabalho. Destaco aqui, o processo de interiorização, que é uma das nossas metas e algo que eu quero tratar, além das outras questões, com muita seriedade, porque eu vejo a dificuldade que temos no interior de chegar ao Sistema e eu tenho esse olhar, pois venho de lá e tenho certeza que vou poder contribuir muito para a melhora disso."



O novo conselheiro federal engenheiro civil Evandro de Alencar Carvalho (suplente), ao lado do presidente da Mútua, engenheiro agrônomo Cláudio Calheiros, do presidente do Crea-PE, engenheiro civil José Mário de Araújo Cavalcanti, e do também novo conselheiro federal engenheiro civil Leonides Alves da Silva Neto (titular)

 

Engenheiro agrônomo Mário Varela Amorim (titular)

"O Confea tem uma importância muito grande, já que a ele é destacado um recorde da governança da vida profissional de mais de um milhão de profissionais e mais de duzentas mil empresas. Então, o papel do conselheiro federal é muito valioso, contanto que seja alimentado pelas suas entidades e pelos profissionais que o elegeram. Vamos cumprir o mandato de forma harmônica, com elegância e uma boa convivência no trato dos assuntos relativos à Engenharia, à Agronomia, Geologia, Meteorologia, Geografia, dos tecnólogos e dos técnicos, em busca de soluções esperadas pelos profissionais. Tenho uma expectativa muito boa mas, acima de tudo, uma responsabilidade muito grande, pois se fizermos uma relação conselheiro federal por número de profissionais, um conselheiro representa 72 mil profissionais. É uma representação bastante plural que demanda conciliação e mediação para encontramos as soluções desejadas por esta corporação profissional. Vamos procurar discutir, também, assuntos interessantes do cenário brasileiro que dizem respeito à infraestrutura do País, dos portos e das estradas, exploração de petróleo, relação dos profissionais prestadores de serviço com os órgãos públicos, à engenharia pública, agronomia pública, representação federativa no Plenário do Conselho Federal, à revisão do marco legal da nossa atividade e, acima de tudo, julgo importante a análise e o cumprimento das demandas do 8º CNP."

 

Engenheiro agrônomo Emanoel Mateus Alves Costa (suplente)

"As entidades de classe e os profissionais, de um modo geral, se ressentem da distancia do sistema central para com a sua base. Nosso compromisso é justamente trabalhar em cima dessas demandas vindas das entidades e dos profissionais. Com foco nas questões nacionais, vamos lutar pela Agronomia, que tem uma responsabilidade muito grande, pois nossas vidas dependem dos profissionais dessa área. Passamos dias, meses e anos sem necessitar dos serviços de um médico, de um advogado, ou de um engenheiro, mas todos os dias, 24 horas, precisamos dos agrônomos, seja no café, no almoço, ou jantar, no vestir e no calçar, enfim, é uma modalidade que tem um compromisso muito forte com a sociedade. Além disso, as questões da preservação ambiental e o equilíbrio que temos de manter em nosso ambiente para não prejudicar as gerações futuras também dependem dos agrônomos."

 

O presidente da Mútua com os novos conselheiros federais, engenheiro agrônomo Emanoel Mateus Alves Costa (suplente) e engenheiro agrônomo Mário Varela Amorim (titular), que também tiveram a posse prestigiada pelo presidente do Crea-RN, engenheiro eletricista, têxtil e de Segurança do Trabalho Modesto Ferreira dos Santos Filho
 

Engenheiro mecânico Paulo Roberto Lucas Viana (titular) – diretor administrativo da Mútua-GO, até 31 de dezembro deste ano

"Espero contribuir para a aproximação do Sistema com os colegas de Goiás e de todo o Brasil. Em minha caminhada para chegar a conselheiro, encontrei diversos profissionais que me consultavam sobre o que era o Confea. Essa dúvida fez com que eu chegasse até aqui com a esperança de levar o Conselho para mais perto dos profissionais. Através da Mútua, onde fico até o próximo 31 de dezembro, como diretor administrativo da Regional de GO, tenho esperança de conseguir uma maior liberdade de trabalho nos Estados, uma descentralização administrativa e financeira para que possamos, realmente, ser o braço social do Sistema. Além disso, a criação de novos benefícios que atendam ainda mais as demandas regionais. Na área de desenvolvimento social, vejo que já existe um interesse muito forte do Confea de criar uma estrutura de apoio legislativo. Acho que podemos contribuir muito com essa ação. É aí que temos de trabalhar com nossas bases para que os profissionais possam, de fato, ocupar espaços sociais e, assim, influenciar realmente nas decisões relativas as suas áreas, de desenvolvimento e de crescimento."

 

Engenheiro mecânico e de Segurança do Trabalho Juarez B. de Faria (suplente)

"Uma característica dos engenheiros mecânicos é que não somos muito políticos, dessa forma, espero contribuir com a parte técnica nas discussões realizadas no Confea. Tenho muito a colaborar nas áreas da Engenharia Mecânica e de Segurança do Trabalho, de forma a facilitar a vida dos profissionais dessas especialidades. Pretendo conciliar nossas demandas com as das demais engenharias e dos técnicos, para que todos ganhem. Como profissionais do dia a dia, não nos preocupamos muito com as questões relativas ao Conselho e nos sentimos muito distantes. Agora, como conselheiro suplente, pretendo conhecer melhor o Sistema e transmitir o que aprender para nossas bases."



O presidente da Mútua (ao centro) com os novos conselheiros federais engenheiro mecânico Paulo Roberto Lucas Viana (titular), à direita, e  engenheiro mecânico e de Segurança do Trabalho Juarez B. de Faria (suplente), à esquerda

 

Fonte: Acme/Mútua

Fotos: Flávio Mottola – Acme/Mútua

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