XIII Conemi debate o papel das entidades de classe no Sistema Confea/Crea e Mútua

A reflexão sobre o papel das entidades de classe no Sistema Confea/Creas e Mútua foi o ponto alto do pronunciamento do presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), engenheiro civil José Tadeu, ao participar, na manhã de hoje, do XIII Conemi – Congresso Nacional de Engenharia Mecânica, Metalúrgica e Industrial. O evento é realizado no Auditório Waldyr Diogo, da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), em Fortaleza. Na oportunidade, o presidente do Confea enfocou, ainda, o andamento de alguns projetos de lei no Congresso Nacional, relacionados à área tecnológica, e a necessidade de mudanças no ensino e na formação do profissional para atender às demandas do mercado de trabalho e às mudanças estruturais do País.

“O Sistema é constituído pelas entidades de classe e pelas instituições de ensino”, lembrou José Tadeu, esclarecendo que os conselhos profissionais habilitam e fiscalizam o exercício profissional. A inovação tecnológica, segundo Tadeu, traz o aperfeiçoamento de produtos e serviços, impõe aos engenheiros a constante necessidade de aprimoramento, possível em participação de seminários, cursos de curta duração ou em pós-graduação. “Se ele não acompanhar essas mudanças, não ficará compatível com o mercado”, disse, ponderando que as entidades de classe e as instituições de ensino, sobretudo, têm uma função relevante perante os desafios dos cenários nacional e internacional, no âmbito dos novos conhecimentos.

Reconheceu, contudo, que, muitas vezes, as entidades de classes não dispõem de recursos para promover essa reciclagem ou atualização de seus filiados. Sobre esse tópico, a presidente do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Ceará, Thereza Neumann, que na ocasião representou a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), defendeu um maior investimento do governo na formação da área tecnológica, bem como a destinação de mais apoio às entidades.
Legislação

Ainda como parte de sua exposição, o presidente do Confea informou que, atualmente, existem 192 matérias tramitando no Congresso de interesse das profissões representadas pelo Sistema, muitas delas referentes à Lei 5.194 e a 4.950. “Com a criação da Frente Parlamentar e por meio da nossa Assessoria Jurídica, estamos acompanhando esses projetos e para isso criamos uma agenda de reunião com os parlamentares”, citou.

Com base na informação repassada aos presentes pelo presidente Tadeu de que o Confea representa um milhão de profissionais, Thereza Neumann ponderou ser preciso “aprender a mobilizar essas pessoas”, pois isso, certamente, possibilitaria uma outra realidade para área tecnológica. “Será que estamos realmente desempenhando ações para melhor capacitar os engenheiros? Eu digo que não”, afirmou.

O diretor da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Finsege), engenheiro Agamenon Rodrigues Oliveira, fez uma ampla explanação sobre os novos rumos da área tecnológica. A mundialização e a revolução tecnológica, comentou, trouxeram impactos para o setor. “Hoje, temos uma nova forma de divisão do trabalho e um nova realidade no mundo do conhecimento”, disse, adiantando: “como consequência, há a necessidade de um novo tipo de engenheiro, com novas habilidades e competências”. Por fim, enfatizou que o cenário impõe mais desafios às entidades sindicais, até devido à maior precarização dos vínculos trabalhistas.

Competividade
“É com muita satisfação que estamos promovendo o XIII Conemi”, confessou o presidente da Associação dos Engenheiros Mecânicos e Industriais do Ceará (AEMI), o engenheiro Alberto Belchior. Com o tema central do Conemi “Competitividade pela Inovação: Uma pauta na Engenharia Industrial”, este ano esse Congresso objetiva levantar questionamentos, junto aos profissionais e às empresas, para que sejam desenvolvidas melhorias e uma maior qualidade na criação de produtos, com repercussão no manufaturamento também no Exterior. Assim, outra meta é focar no treinamento de pessoas e capacitação da mão de obra, explicou Alberto Belchior. “Também estou muito feliz em ver a grande participação de profissionais de vários estados brasileiros e a grande participação de estudantes. Inclusive, serão apresentados no evento, 13 trabalhos de pesquisas criados pelos próprios estudantes”, disse.

Inovações
Apresentando as inovações feitas pela empresa, o gerente de Tecnologia da Esmaltec Adilson Santos, falou sobre o desenvolvimento nos produtos da linha branca, que vêm passando por um processo de mudança, de ideias que estão implementadas e analisadas para que sejam postas em prática. Ou seja, cada ideia apresentada para criação de eletrodomésticos, por exemplo, passa a ser criada e desenvolvida de acordo com a personalidade de cada pessoa, consumidor.

Mesmo as ideias que não são implantadas, citou, servem, como um “background” para a própria empresa posteriormente. Desde 2008, a Esmaltec é líder no mercado de fogões, atuando em todo o Brasil e, em mais de cinquenta países, principalmente na África do Sul e na Ásia. Fabrica cerca de 330 mil eletrodomésticos por mês, possui 3.600 funcionários e, é responsável por 14 mil empregos diretos.

 

Fonte: Confea

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