CE é o 1º do Nordeste em prédios sustentáveis

Estado possui 10 empreendimentos à espera de aprovação de certificação sustentável reconhecida no mundo

O crescimento do setor de construção civil no Brasil e o número de novos empreendimentos em consequência da expansão abriu espaço para um novo nicho, as chamadas construções sustentáveis. Com menor impacto possível ao meio ambiente, os "prédios verdes" vêm se destacando no País e também no Ceará. Enquanto o território nacional ocupa o quarto lugar no ranking mundial em número de empreendimentos deste tipo, o Estado é o primeiro do Nordeste.

É o que indica uma pesquisa realizada pela EY (antiga Ernest Young), levando em conta projetos registrados para o selo Leed (leadership in energy and enviromental design), concedido pela organização americana Green Building Council (GBC)."

Atualmente, no Brasil, temos 109 edifícios ou construções certificadas e 769 registradas, ou seja, que solicitaram a obtenção da certificação Leed. A construtora começa informando à entidade nos Estados Unidos que está disposta a desenvolver o seu projeto dentro dos padrões exigidos", explica o gerente sênior da EY, Luiz Iamamoto.

No Ceará já existem 16 empreendimentos registrados para a obtenção do selo. "São 16 construções que já informaram a intenção de obter a certificação Leed. A Bahia aparece em segundo lugar, com 10 e Pernambuco em terceiro, com oito", afirma o gerente da EY.

No caso de aprovação de algum pedido feito para construção feita em solo cearense, o Estado passa a ter o primeiro empreendimento com o certificado internacional. No Nordeste há apenas um na Bahia, um em Pernambuco e dois na Paraíba.

O levantamento aponta ainda que, enquanto em 2010 as construções sustentáveis atingiram 3% do Produto Interno Bruto (PIB) setorial, no ano passado, o percentual chegou a 8,3% do total, passando de R$ 139 bilhões para R$ 163 bilhões em apenas dois anos. Já o valor total dos imóveis que reivindicam o selo mundial atingiu R$ 13,6 bilhões no ano passado.

Agregar valor

Para Luiz, o mercado já está começando a entender o diferencial que agrega valor ao produto. "O apelo de ser sustentável aumenta o interesse do comprador. Isto influencia na hora de comprar", explica.

Entretanto, o consumidor interessado em adquirir um imóvel sustentável precisa desembolsar um pouco mais que o valor de um empreendimento comum. De acordo com Luiz, estudos apontam que há um aumento de aproximadamente 10% no valor da venda. "Hoje em dia você não vê um aumento substancial no custo das obras do empreendimento. Porém, os edifícios certificados têm uma taxa de ocupação maior que outros existentes", afirma.

Desaquecimento em 2013

Se em 2012 os números foram satisfatórios, para este ano as perspectivas da EY não são de crescimento do número de prédios verdes. Conforme Luiz, espera-se fechar o ano com 900 edificações registradas no País. "A gente espera manter o percentual, que é por volta de R$ 14 bilhões", finaliza.

 

Fonte: Diário do Nordeste

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