Cerâmica vermelha é sustentável

Um metro quadrado de parede feita de blocos cerâmicos necessita de 24% menos água que um metro quadrado de parede de blocos de concreto. Essa é só uma das conclusões de um longo estudo sobre o clico de vida dos materiais de construção. O estudo completo será apresentado em 18 de setembro, às 14 horas, no Center Convention, pela Associação Nacional da Indústria Cerâmica (Anicer) durante a Mostracon/ Enutec 2013.
Ceramistas do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba participam da palestra e depois se reúnem com representantes da associação para discutir assuntos ligados ao setor. A região é responsável pelo maior parque cerâmico de Minas Gerais. Segundo Ivan Abrão, presidente do Sindicato das Cerâmicas e Olarias do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, a entidade abrange mais de 30 municípios e 50 cerâmicas que, juntas, produzem 30 milhões de peças por mês e geram 2.500 empregos diretos e mil indiretos. “Nossa preocupação com a sustentabilidade é antiga. Hoje já temos três indústrias na nossa região trabalhando com crédito de carbono”, disse o presidente. 
Max Piva, diretor da Anicer, vai mostrar que o setor de cerâmica vermelha foi o primeiro, em toda a cadeia da construção civil brasileira, a se dedicar ao estudo completo do impacto ambiental do ciclo de vida de seus produtos. “O que o estudo conclui é que enquanto a cerâmica ajuda o meio ambiente, o concreto anda no caminho contrário”, diz Piva. Segundo ele, as paredes com blocos cerâmicos têm menos impacto na emissão de gases de efeito estufa do que seus equivalentes de concreto. Além disso, as paredes de blocos cerâmicos impactam menos no esgotamento de recursos naturais não renováveis, pois consomem 43% menos destes recursos que uma parede de bloco de concreto.

Fonte: Obra24horas

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