Inspetor do Crea quer mais acessibilidade em condomínios e residências

O inspetor do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA) de Santo Antônio da Platina,Nelson Luiz informou neste domingo, dia 15, que o órgão promoverá na próxima sexta-feira,dia 20, um evento para alertar a comunidade sobre a necessidade de acessibilidade em todos os imóveis no município, públicos e privados.O presidente do CREA/PR,Joel Kruger,e o assessor de acessibilidade da mesma entidade, Antônio Borges dos Reis,estarão na câmara de vereadores às 19 horas, em palestras abertas ao público, para esclarecer e esmiuçar o tema.
"Ainda são raras as construções que levam em conta a questão da acessibilidade em seus projetos;quando falamos em mobilidade reduzida não estamos nos referindo somente a cadeirantes, mas também aos idosos e pessoas com fraturas, por exemplo”,afirma o profissional,para quem o centro da cidade deveria ser o mais visado porque tem mais movimento.
Para o engenheiro civil é necessário que o mercado imobiliário esteja preparado para receber pessoas com deficiência, principalmente,pois os imóveis adaptados facilitam a vida de quem não pode se mover com facilidade.
Muitos imóveis na cidade e em todo o Norte Pioneiro têm banheiros e cômodos pequenos, além de portas estreitas. Para um cadeirante, é praticamente impossível morar assim.
A lei federal 5.296, de 2004 exige que todas as áreas comuns de edifícios novos tenham rampas ou elevadores.
O uso de cadeira de rodas, por exemplo, limita a amplitude dos movimentos, exigindo um espaço maior para virar ou dar a volta completa. O cadeirante tem que ter autonomia para realizar estas manobras. Com o planejamento certo na hora de construir, ou até mesmo reformar, isso é possível.Especialistas sugerem que, além de portas largas, os corredores de acesso aos ambientes devem permitir manobras de 90º. O excesso de mobília deve ser retirado, assim como os armários localizados embaixo de tampos. Em alguns casos, a eliminação de paredes pode ajudar a melhorar a mobilidade dentro de casa. Os cômodos devem ser grandes o suficiente para possibilitar um giro de pelo menos 180º. Com este espaço, o cadeirante é capaz de entrar e sair sempre de frente. No banheiro, os desníveis devem ser eliminados e a instalação de barras de apoio é fundamental.
A norma ABNT NBR 9050:2004 dá orientações sobre a acessibilidade a edificações, mobiliário, espaço e equipamentos urbanos e é uma referência na hora de planejar, construir ou reformar espaços adaptados. Trata-se de acordo com o profissional de critérios e parâmetros técnicos que precisam ser observados a fim de assegurar boas condições de acesso às pessoas com algum tipo de deficiência.A altura de objetos como os interruptores, por exemplo, deve estar entre 60 centímetros e um metro de altura.
"Lamentavelmente, o que verificamos é que as edificações residenciais, condomínios e conjuntos habitacionais em sua maioria não possui áreas comuns acessíveis",adverte Nelsinho, como é conhecido,"não tem temos piso tátil para o deficiente visual; os passeios são curtos e sem rampas; não se tem a preocupação e nem a cultura de promover a acessibilidade.Isso precisa mudar,temos que ter um desenvolvimento imobiliário consciente e responsável".

Fonte: http://www.valedosolfm.com.br/

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