Confea prestigia Seminário de Fiscalização

Na manhã desta segunda-feira (2/9), durante a abertura da 9ª edição do Seminário de Fiscalização, promovida pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-BA), em Camaçari, com o apoio da Mútua, o presidente do Confea, engenheiro civil José Tadeu da Silva, reconheceu as dificuldades encontradas pelos fiscais no campo. Segundo ele, existem 3.615 trabalhos que precisam ser fiscalizados e uma legislação ultrapassada, que necessita urgentemente de revisão. "A missão dos fiscais é espinhosa. São várias responsabilidades: civis, penais, administrativas e éticas assumidas, e ele é o único servidor com poder para lavrar autos de infração. Portanto, são os fiscais os responsáveis pela eficiência, eficácia e importância do Sistema", ressalta.
O presidente chamou a atenção dos colaboradores do Crea-BA para os esforços que vêm sendo feitos pelo Confea para suprir a falta de resolução que puna com a perda de registro do profissional. "Estamos brigando para fazer a lei acontecer e nada acontece e nós, Sistema, e os fiscais, ficamos desmoralizados", destaca.
A necessidade de conceder assento aos técnicos no plenário do Confea também foi defendida por José Tadeu. De acordo com o presidente, esforços vêm sendo feitos junto à Câmara Federal e ao Senado para que a lei seja alterada. "Os técnicos são importantes para a cadeia produtiva e são parceiros e não adversários dos engenheiros. O presidente do Confea é presidente de todas as categorias".

Integração entre profissionais 
O 9º Seminário de Fiscalização foi aberto na manhã desta segunda-feira (2/9). O evento, que acontece a cada dois anos, tem o objetivo de aproximar os profissionais, alinhar as ações focando a responsabilidade social do Sistema Confea/Crea e Mútua e propor o engajamento coletivo para que os serviços aos profissionais e à sociedade sejam otimizados. O encontro, que se estende até sexta-feira (6), é realizado do Hotel Bahia Plaza Resort, em Camaçari.
A abertura do evento foi feita pelo presidente do Crea-BA, engenheiro mecânico Marco Amigo. Na ocasião, o gestor falou dos investimentos que vêm sendo feitos na fiscalização como a renovação do quadro funcional e implantação de novas inspetorias, além da importância da participação dos colaboradores do Conselho para identificar os problemas e apontar soluções. "Devemos pensar também na redistribuição e automação das atividades do Conselho. Precisamos usar da melhor forma os recursos intelectuais de cada um, para poder atuar de modo que a comunidade perceba a importância do trabalho que realizamos, pois, é assim que o Conselho poderá manter-se vivo na sociedade", observa.
O superintendente, José Valentin, detalhou a situação financeira do Crea-BA, chamando a atenção dos fiscais em relação aos investimentos feitos, principalmente na admissão de 57 novos funcionários, sendo oito para a fiscalização. Herbert Oliveira, chefe de gabinete do Conselho, discorreu sobre os projetos de valorização e capacitação profissional. "Implantamos o Programa de Educação Continuada (PEC), celebramos convênios de mútua cooperação com universidades e órgãos públicos em benefício da sociedade e dos profissionais".
Seguindo a mesma linha, o assessor parlamentar do Crea-BA, Genivaldo Barbosa, citou projetos como Diálogo com Candidatos e ações de desenvolvimento social realizadas pelo Fórum A Cidade Também é Nossa, que vem respaldando atuações do Ministério Público da Bahia. Destacou ainda os convênios celebrados com os municípios e pediu a ajuda dos fiscais para intermediar o contato entre Crea e prefeituras. "Não temos partido. Quem tiver projetos favorecendo os profissionais da área tecnológica tem o nosso apoio. Acreditamos que não existe desenvolvimento social e econômico se a engenharia não estiver envolvida", acredita.
A diretora-geral da Mútua-BA, engenheira de produção Ineivea Farias, falou da forte relação entre a Caixa de Assistência e a Fiscalização do Crea na disseminação dos benefícios aos profissionais. "Por meio da ação dos fiscais, parte do que é arrecadado é destinado à Mútua. Somente em 2013, já são cerca de 1.050 novos sócios, grande parte deles com a influência dos nossos fiscais, tanto na capital quanto no interior. E esse trabalho precisa ser reforçado e continuar a crescer", finaliza.

Fonte: Confea

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