Mercado de venda de materiais para construção está aquecido no Brasil

Mesmo com as recentes notícias sobre a desaceleração da economia brasileira, o setor da construção civil continua demandando, em ritmo acelerado, as empresas de materiais para construção. Pelo quarto mês consecutivo, as vendas registraram crescimento real em comparação com igual período do ano passado, revela a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).
De acordo com dados da Abramat, o setor vendeu 3,7% mais do que no mesmo período de 2012 e, nos últimos doze meses, houve crescimento de 2,4%. Para o setor de aço, os números também são animadores. A previsão de entidades do setor é que o aço brasileiro tenha estabilidade nos preços logo neste mês de setembro. Tanto otimismo já reflete no segmento empresarial. 
Há 53 anos no mercado, a diretora de uma fábrica de aço que nasceu junto com a Capital brasileira, se mostra empolgada com o setor. “A nossa expectativa é de mais crescimento nos próximos meses”, afirma Janine Brito. Esse crescimento das vendas já é reflete no comércio. “Vamos inaugurar nossa filial no Setor de Indústrias e Abastecimento, ainda neste segundo semestre de 2013”, disse a diretora. 
Segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos (Sindisider), as vendas de aços planos apresentaram alta de 11,2% em julho em comparação ao mês anterior, totalizando 366,8 mil toneladas contra 347,8 mil toneladas, respectivamente. “Com a desaceleração da economia, o consumo de aço vem registrando uma leve queda, mas a Ferragens Pinheiro tem investido firme na qualidade dos produtos e serviços para continuarmos crescendo”, conta o diretor comercial da empresa brasiliense de aço, Roil Pinheiro.
Ainda de acordo com o Sindisider, no acumulado de janeiro a julho deste ano, as vendas registraram um leve incremento de 0,3% contra o primeiro semestre de 2012, com volume total de 2,5 milhões de toneladas. “O volume das vendas foi superior à previsão do Sindisider devido, dentre outros fatores, à presença de três dias úteis a mais em julho em relação ao calendário dos meses anteriores”, explica o presidente do sindicato, Carlos Jorge Loureiro.

Fonte: Correio Braziliense

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