Anfavea defende engenharia automotiva no Brasil

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Luiz Moan, afirmou na manhã desta quinta-feira |(22/08), que o descolamento entre produtividade e custo da mão de obra fez com que o país perdesse espaço no mercado mundial. Por isso, Moan defendeu a necessidade de desenvolvimento da engenharia automotiva no Brasil. "O grande desafio do Inovar-Auto, além de trazer produtividade para a indústria brasileira, é incentivar a engenharia automotiva", disse, na abertura do Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, em São Paulo.

O Inovar-Auto é o Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica e Adensamento da Cadeia Produtiva de Veículos Automotores, adotado pelo governo federal com o objetivo de estimular o investimento na indústria automobilística nacional.
Moan ressaltou que a Anfavea decidiu participar também do Inovar-Peças. Um programa que vem sendo negociado nos mesmos moldes com a intenção de ampliar a competitividade do segmento de componentes automotivos no país. Segundo ele, há empresas de autopeças que não conseguem produzir diante de novas metas. Por isso, ele afirmou que é interessante identificar as peças que, na soma de consumo de todas as montadoras, têm escala para serem produzidas no Brasil. "Nas conversas com o governo, a decisão é de produzir no Brasil. Mas para produzir no Brasil nós precisamos de um setor de autopeças forte", disse.

Carros híbridos
Moan afirmou também que a instituição entregou ao governo federal uma proposta de "introdução de veículos híbridos e elétricos no Brasil". Ele ressaltou que o País não pode "cometer o erro" de proibir a importação desses veículos e tirar a possibilidade de experimentar a tecnologia.
O presidente da Anfavea comentou ainda que os veículos dessa categoria são uma tendência no mundo e defendeu que o país seja um campo de pesquisa da utilização do etanol na tecnologia de célula de combustível. "Qual será o market share de um veículo híbrido? Ninguém sabe hoje. De um veículo elétrico? Ninguém sabe. Mas está crescendo", afirmou.

Fonte: Época Negócios

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