Com software criado pela USP, robô monitora áreas rurais de difícil acesso

Ideia é que equipamento também analise as pragas que afetam plantações.
Mini-helicóptero ainda é importado, mas já há projeto para o nacional.
Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) em São Carlos (SP) promete levar mais tecnologia para o campo. Com um novo software criado pelos pesquisadores, um robô aéreo consegue monitorar até áreas de difícil acesso e ainda fazer análises sobre pragas que afetam as plantações.
O mini-helicóptero com quatro hélices, GPS, bússola, microcâmera e computador de bordo é importado. O protótipo é acionado por controle remoto e as operações são comandadas pelo programa desenvolvido pela equipe do laboratório de robótica daUSP.
Foram dois anos de pesquisa. Os resultados chamaram a atenção da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que fechou um acordo com a USP em São Carlos pra levar o robô para o campo.
“O helicóptero pode ir a campo pegar essas amostras ou pegar imagens, processá-las e dar o diagnóstico. Muito mais ágil, menos custo para o agricultor e menos invasivo, ele não vai ter que cortar uma parte da plantação dele”, falou o professor de engenharia mecânica da USP Marcelo Becker.
Um dos desafios é enfrentar o vento. “Nossos controladores vêm para minimizar essa depreciação no caso do voo e tornar a operação da plataforma qualitativamente melhor”, explicou o pesquisador da USP Rafael Bueno Sampaio.
Segundo ele, a transmissão de dados será feita por ondas de rádio. “A gente consegue mandar essa informação, seja uma imagem ou uma mostra, via telemetria e o operador em base consegue armazenar isso em um laptop, em um computador em campo”, relatou.

Robôs nacionais
Depois dos testes, a próxima etapa da pesquisa é criar os robôs nacionais, que vão funcionar sem o controle remoto. Os comandos serão definidos antes, num programa de computador colocado no aparelho.
“É diferente um helicóptero que vai atuar numa lavoura de cana, de um helicóptero que vai atuar, por exemplo, numa plantação de café, numa plantação de laranja, então cada um tem sua particularidade e como vai ser feita a coleta de amostra ou mesmo coleta de imagem ou usar algum tipo de sensor que vai ser embarcado”, explicou o professor.
A expectativa é de que o mini-helicóptero com tecnologia totalmente nacional fique pronto em março do ano que vem.

Fonte: G1

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