Faculdades de engenharia buscam mais alunos para atender demanda por novos profissionais em mercado ainda aquecido

Próximos vestibulares da UFRGS e do ITA terão novas vagas para cursos de diferentes campos de atuação
A academia quer formar mais engenheiros. E se engana quem pensa que a procura por parte dos estudantes e a demanda do mercado são impulsionadas somente pela área da construção civil, em razão das obras para a Copa do Mundo.
Prova disso é que a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ofertará, no próximo vestibular, 37 vagas a mais — todas para engenharias. No Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), referência nacional na área, serão 50 novas vagas para 2014.
A estudante Ana Paula Gomes de Almeida busca a aprovação no curso de Engenharia Química — contemplado com 20 vagas novas na UFRGS. Aluna do Colégio Protásio Alves, de Porto Alegre, Ana Paula vai estrear em vestibulares:
— Fiz minha escolha baseada, primeiro, nas disciplinas do curso e na atividade do profissional. Parece ser o que mais tem a ver comigo. Depois, considerei a boa fase do mercado.
Segundo uma pesquisa da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), 55,5% dos acadêmicos de todas as engenharias no país abandonaram o curso antes da formatura, entre 2001 e 2011. Para a jovem de 18 anos, a persistência é a chave para seguir no curso até o final. A opinião é compartilhada pelo candidato a Engenharia Civil Bruno Conti, também de 18 anos. Nascido em Antônio Prado, na Serra, Bruno desistiu da carreira de jogador de futebol depois de sete anos atuando pelo Juventude. Entre seus motivos, estava a demanda por mais engenheiros:
— Meu cunhado faz Engenharia Civil e conheço um pouco da rotina dele. Gosto da ideia de trabalhar ao ar livre, no canteiro de obras. Além disso, gosto muito das exatas.
Aos 17 anos, Matheus Porto Caetano trocou a ênfase, mas não a área, do curso para o qual vai concorrer em seu segundo vestibular. Saiu da Engenharia Hídrica para concorrer à Metalúrgica:
— Mudei porque me identifico mais com a metalurgia e porque o mercado é mais abrangente. Meu pai me incentiva por causa das possibilidades de emprego.

Fonte: Zero Hora

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