DF tem o segundo metro quadrado mais caro do país, diz estudo


Levantamento revela que, na média nacional, o DF possui o segundo metro quadrado mais valorizado do país (R$ 8.381), atrás apenas do Rio de Janeiro, com R$ 9.285.
Um boletim do Observatório Imobiliário do DF, divulgado pelo Governo do Distrito Federal, aponta Brasília com a cidade que tem o segundo metro quadrado mais caro do Brasil (R$ 8.381). Na frente da capital federal fica apenas a cidade do Rio de Janeiro, onde o metro quadrado custa R$ 9.285.
A 9ª edição do boletim reúne dados referentes aos meses de maio e junho deste ano. Lançado em dezembro de 2011, o boletim foi criado pela Secretaria de Habitação, Regularização e Desenvolvimento Urbano (Sedhab), com o objetivo de acompanhar a situação do mercado imobiliário no DF. Segundo o levantamento divulgado pelo GDF, na variação acumulada no ano, tendo por base o mês de maio de 2013, o setor alcançou apenas 0,3%, indicando uma quase estabilidade nos preços dos imóveis.
Em julho o Sindicato da Construção Civil (Secovi-DF) já sinalizava a valorização dos imóveis brasilienses. Na pesquisa do sindicato, pela média geral do DF, o Plano Piloto obteve os maiores preços de imóveis residenciais em relação às outras regiões. Mesmo assim, o mercado imobiliário da Capital registrou, na média geral, estabilidade no setor. “O mercado está estável e este reflexo não é somente local, mas também pode ser observado no macro. Isto é natural e só aconteceu porque houve uma moderação nas vendas”, ressalta o vice-presidente da entidade, Ovídio Maia. A amostragem do Boletim do Secovi foi de 31.427 imóveis, destes, 94% são residenciais enquanto 6% são comerciais. 
De acordo com o boletim do Observatório, no segmento de apartamentos, no mês de junho deste ano, as localidades que tiveram valorização dos imóveis foram o Cruzeiro Novo (17,5%); Samambaia Norte (3,9%); Guará (3,1%) e Taguatinga (3%). As áreas com desvalorização foram: Taguatinga Sul (-5,9%); Área Octogonal (-4,5%); Águas Claras Areal (-4,2%); Sudoeste (-2,8%) e Noroeste (-1,9%). Vários fatores incidem sobre estas variações de cada região, entre eles, a desvalorização por surgimento de novos empreendimentos com melhor infraestrutura, a proximidade com o trabalho e a fuga dos engarrafamentos no trânsito. 
Segundo o analista do núcleo de monitoriamento da dinâmica imobiliária da Sedhab, Glauco Ferreira, a desvalorização dos imóveis considerados em setores nobres do DF, acontece devido à oferta de preço. "O valor alto do primeiro imóvel influenciou na desvalorização e preferência dos compradores, devido a disparidade. Isto é uma tendência de mercado, onde em Belo Horizonte, por exemplo, já contece uma fuga dos compradores por imóveis mais baratos", disse. 
Ao avaliar as casas, a pesquisa aponta que as residências em Taguatinga Sul, em junho, ficaram mais valorizadas, com 11,4% na média comparada, seguida de Samambaia Norte (8,3%); e Sobradinho (7,8%). O Guará II também conseguiu uma variação positiva (7,3%), mas com poucas amostras. Por outro lado, em junho, Park Way (-1,8%); Asa Norte (-4,3%); e Ceilândia (-0,6%) tiveram redução no preço dos imóveis, sendo que as duas últimas localidades possuíam amostras pouco representativas.
O Jardim Botânico também foi a região que registrou valorização acentuada no valor do metro quadrado das casas no período entre o segundo semestre 2012 e o primeiro de 2013. A variação anual aponta que o preço dos imóveis dobrou, alcançando a média de 103,4%. Seguido da Asa Sul (33,6%); Taguatinga Sul (18%); e Riacho Fundo (15,8%), sendo que as duas últimas regiões tiveram aumentos de preços mais moderados no mesmo período, enquanto que a valorização na Asa Sul foi crescente.


Fonte: Correio Braziliense

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