Novas regras para construção de imóveis começam a valer na sexta-feira


Mudanças incluem obrigatoriedade de isolamento térmico e acústico

A partir da próxima sexta-feira, dia 19, a construção de imóveis residenciais no país terá novas regras, incluindo a obrigatoriedade de isolamento acústico e térmico, entre outras exigências. Os apartamentos, por exemplo, terão um valor máximo de decibéis permitido para ruídos externos e a temperatura de dentro da residência deverá atender a uma medida média pré-determinada, que varia conforme a região do Brasil.

A Norma 15.575/2013, conhecida como Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), será válida apenas para habitação de projetos protocolados nas prefeituras a partir de sexta. O objetivo é criar critérios de avaliação para garantir conforto, segurança e qualidade na estrutura, pisos, coberturas, vedações e instalações dos imóveis.

O consultor técnico do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio), Roberto Lira, explica que a exigência de isolamento acústico não significa necessariamente que as paredes ficaram mais espessas, pois, segundo ele, a obrigatoriedade é de que os novos imóveis tenham isolamento acústico e térmico, mas, como isso será feito, depende de cada obra.

Algumas empresas, já de olho nas regras, estão se adaptando. É o caso da Multinova/Braskem, que fabrica mantas de polietileno para aplicar entre a laje e o contrapiso, diminuindo o volume dos ruídos entre os andares. Outra exigência das novas regras é que as tubulações hidrossanitárias que não estiverem escondidas possam suportar até cinco vezes seu próprio peso para que não se rompam com facilidade.

— A mudança é positiva, pois vai elevar o nível de construção no país em termos de metas e resultados, além de beneficiar o comprador — avalia Lira.

Hoje em dia, explica o consultor, o que se tem no mercado da construção civil brasileira é a padronização para alguns produtos, no que diz respeito a tamanho e medidas, por exemplo. Agora, as responsabilidades serão divididas entre fabricantes, projetistas, construtores e usuários.

Fim das brigas

Quem mora em apartamento provavelmente já se incomodou com os passos vindos do andar de cima quando estava pegando no sono ou se desesperou quando o vizinho aumentou o volume do som bem na hora que o bebê dormiu. A tendência, com as novas regras, é que estes incômodos diminuam. O especialista em direito imobiliário Hamilton Quirino acredita que estas mudanças vão refletir positivamente também no convívio, especialmente entre vizinhos.

— O barulho entre quartos e entre vizinhos é um grande problema hoje. Com a proteção acústica, acredito na melhora da qualidade de vida e da convivência em condomínios — destaca Quirino.

Fonte: O Globo

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