Formas de plantio que aumentam a produção sem prejudicar a natureza

Um dos responsáveis pelo estudo, Charles Godfray, destaca que o aumento da produção com reaproveitamento de terras seria uma prioridade

Um dos maiores desafios globais hoje é equilibrar a produção de alimentos, o crescimento da população mundial e a necessidade de preservar o meio ambiente. Com mais pessoas vivendo sobre a Terra, há necessidade de aumentar a produção, o que pode significar a expansão das áreas de plantio e, consequentemente, a destruição de florestas. Essa é uma forma de raciocínio, mas não a única. Especialistas argumentam, por exemplo, que a causa da fome no mundo não está na baixa produção, mas na má distribuição e no desperdício. Além disso, novas técnicas de plantio podem fazer com que a mesma porção de terra seja usada para gerar mais alimentos.

Buscando contribuir com a busca por soluções, pesquisadores britânicos apresentam, em dois relatórios publicados na edição desta semana da revista Science, estratégias de produção sustentável. Após uma análise feita em 500 mil áreas agrícolas do Reino Unido, os cientistas da Universidade de East Anglia (UEA), em parceria com outras instituições, mostram que, com uma boa organização das terras, é possível obter mais alimentos e, ao mesmo tempo, preservar a natureza.

Um dos responsáveis pelo estudo, Charles Godfray, destaca que o aumento da produção com reaproveitamento de terras seria uma prioridade. “A questão fundamental é produzir mais alimentos a partir da mesma quantidade de terra, pois, trazendo mais áreas para a agricultura, temos grandes custos ambientais. E a forma de produzir mais alimentos a partir da mesma quantidade de terra tem que ser mais sustentável”, diz. “A intensificação sustentável é um dos principais objetivos da política que deve ser perseguida em conjunto, como bem-estar animal, nutrição, proteção da biodiversidade e do desenvolvimento rural. O controle de fertilizantes e água, além da criação de novas variedades de plantas e animais também são importantes”, acrescenta o professor do Departamento de Zoologia da UEA.

Fonte: G1

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