SindusCon-SP quer agenda para melhora do ambiente de negócios

Manifestação foi feita em 2 de julho, durante a Reunião de Conjuntura Econômica do sindicato

O presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, manifestou que, neste momento de incertezas na vida política e econômica do país, o sindicato precisa desenvolver uma agenda de ações junto à União, Estados e Municípios, para a elevação da produtividade e a melhoria do ambiente de negócios.

A manifestação foi feita em 2 de julho, durante a Reunião de Conjuntura Econômica do sindicato. “No caso do SindusCon-SP, devemos atuar diretamente junto ao governo estadual e às principais prefeituras do Estado; no caso do governo federal, agir por meio das entidades empresariais nacionais”, propôs o presidente.

Watanabe insistiu na “criação de uma agenda da construção, que vou chamar de positiva”, ao participar da abertura do Seminário de Tecnologia de Sistemas Prediais do SindusCon-SP, em 3 de julho, no Centro Britânico.

Segundo ele, o Brasil está vivendo um momento único, no qual a economia não vai bem e os jovens foram para as ruas. “Questiona-se o que farão [neste momento] as entidades representativas da sociedade civil. Cabe a elas prepararem uma agenda positiva que responda à solução dos gargalos do setor. Precisamos ter respostas para a burocracia que atrapalha os empreendedores”, afirmou. “Este é o momento para as entidades de classe se mobilizarem para destravar os negócios e formar um bom ambiente de segurança jurídica”, completou, pedindo aos participantes do evento que deem sugestões de melhorias por meio dos canais de comunicação que o SindusCon-SP disponibiliza, como o e-mail presidente@sindusconsp.com.br .

Feijão com arroz – Na Reunião de Conjuntura, o vice-presidente de Economia, Eduardo Zaidan, afirmou que os cenários político e econômico apontam que “a construção voltará ao feijão com arroz nos próximos dois anos e meio: os 18 meses finais do atual governo com pouca chance de estimular investidores internos e externos e elevar o crescimento da economia, e os primeiros 12 meses do próximo presidente, ocasião em que os investimentos de governo costumam ser limitados”.

Em sua análise, não basta que União, Estados e Municípios busquem racionalizar seu custeio para elevar os investimentos púbicos e atender às demandas populares: também será preciso criar condições favoráveis ao investimento privado e elevar a produtividade no funcionalismo público.

Sugestões para a agenda – Ainda na reunião, o professor da FGV e colunista da revista Notícias da Construção, Robson Gonçalves, sugeriu que o setor trabalhe pela informatização nacional dos alvarás de obras centralizada no Ministério das Cidades, o que possibilitaria criar um indicador de atividade imobiliária, e pela instituição de um Poupa-Tempo para o licenciamento de empreendimentos imobiliários, para agilizar as aprovações.

Em sua opinião, “o governo de Dilma acabou”; errou ao privilegiar o consumo sem tanta preocupação com a inflação, bem como em criar desconfiança nos investidores; com isso, a possibilidade de retomada vigorosa do crescimento nos últimos 18 meses do mandato presidencial tornaram-se muito limitadas. “O próximo governo precisa definir um modelo de política econômica e persegui-lo”, completou.

Na reunião, a coordenadora de projetos da construção da FGV, Ana Maria Castelo, mostrou os últimos dados econômicos do setor. Segundo os números do emprego, que caiu em maio, a maioria das contratações está ocorrendo nos segmentos de acabamento e imobiliário, enquanto os segmentos de preparação de terrenos e projetos permanecem estacionados.

Fonte: Sinduscon – SP

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