Mercado brasileiro lidera ranking de investimentos

O Brasil é o melhor País para investimentos no varejo no mundo, segundo o relatório "Global Retail Development Index" (Índice de Desenvolvimento do Varejo Global) relativo a 2012, que classifica os 30 principais países emergentes para investimentos no setor. O material, elaborado pela consultoria A.T. Kearney, será divulgado ao mercado hoje, e refere-se aos números do setor no ano anterior. Segundo o relatório, depois do Brasil estão Chile, Uruguai, China e Emirados Árabes Unidos. O país encabeça o ranking pelo terceiro ano consecutivo.

Segundo análise da A.T. Kearney, apesar do tímido crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país no ano passado (alta de 0,9% em 2012), e dos sinais de esgotamento do modelo de consumo baseado em crédito, os gastos de varejo continuaram em bom patamar no país no ano passado. O consumo das famílias cresceu 3,1% em 2012.

"Nós entendemos que alguns indicadores de consumo perderam força ultimamente e há maiores pressões inflacionárias desde o ano passado, mas outras variáveis que compõe o ranking, como atratividade do negócio por país e saturação do mercado são pontos positivos para o Brasil", disse Esteban Bowles, sócio da A.T. Kearney. No último ano, a rede chilena de varejo de construção e de shoppings Falabella, os americanos da rede de farmácias CVS e novos fundos de investimento entraram no Brasil, por meio da compra de participação ou do controle de redes de varejo brasileiras.

Segundo o ranking, entre os destaques está a Turquia, que subiu sete posições (foi para sexto lugar) e o México, que também subiu sete posições, para a 21ª colocação. A China caiu uma posição no ranking, para o quarto lugar, mas a queda não é considerada relevante, na análise da consultoria. A Índia perdeu nove posições e ficou em 14º. A taxa de crescimento do volume de vendas nas "mesmas lojas" naquele país (em operação há mais de 12 meses) diminuiu em 2012 em todas as áreas de varejo, informa o material.

A A.T. Kearney espera um aumento de 11% nos gastos per capita do consumidor brasileiro em 2013, graças à continuidade dos investimentos das redes locais e das melhorias na infraestrutura antes da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. Além disso, reforça a consultoria, o baixo nível de saturação de alguns segmentos de varejo no país e o tamanho do mercado consumidor brasileiro pesam de forma favorável ao país nas previsões de curto e médio prazo.

Fonte: Valor Econômico

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