Desempenho no projeto

Saiba como elaborar um projeto de impermeabilização detalhado e com especificações adequadas para atender aos requisitos de estanqueidade da nova Norma de Desempenho

A Norma de Desempenho, oficialmente chamada de NBR 15.575:2013 – Edificações Habitacionais – Desempenho, será exigida em todos os novos projetos residenciais desenvolvidos no Brasil a partir do próximo mês de julho. Requisitos de estanqueidade à água em pisos, paredes e coberturas estão presentes no novo texto, assim como a vida útil de projeto mínima necessária para sistemas de impermeabilização acessíveis e não acessíveis. Mas, assim como pouco deve mudar para quem adota sistemas estruturais convencionais, como o concreto armado ou a alvenaria estrutural, projetistas e construtores acreditam que, aos poucos, o atendimento às novas exigências será mais fácil para quem já contrata ou elabora projetos mais formais de impermeabilização, desenvolvidos conforme a NBR 9.575:2010 – Impermeabilização – Seleção e Projeto.

Para elaborar o projeto de impermeabilização, é preciso analisar os projetos de outros sistemas de interface para determinar as tecnologias mais adequadas para cada área em função do tipo de estrutura e de outras interferências que possam existir no local. Entre os documentos mais importantes, estão os desenhos da arquitetura, das instalações hidráulicas e elétricas, das fôrmas, do paisagismo e de ar-condicionado. “E, se houver, os de projetos especiais, como caixilhos”, explica a projetista de impermeabilização Virginia Pezzolo. A seleção dos materiais e o dimensionamento da impermeabilização, ainda segundo a engenheira, já costumavam ser feitos em função da vida útil que o cliente pedia para o sistema. Hoje, a NBR 15.575:2013 estabelece prazos mínimos, intermediários e superiores para a Vida Útil de Projeto (VUP) de sistemas manuteníveis e não manuteníveis, que podem ajudar os envolvidos a determinar com maior clareza o desempenho desejado para o sistema.

De acordo com o engenheiro civil Flávio de Camargo, integrante do corpo técnico do Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI), o projeto precisa especificar o sistema a ser usado, se possível, de acordo com a classificação da NBR 9.575:2010, que classifica os produtos em três grupos: cimentícios, asfálticos e poliméricos. Do primeiro grupo fazem parte as argamassas com aditivos impermeabilizantes, as argamassas modificadas com polímeros, a argamassa polimérica e o cimento modificado com polímero. No grupo dos asfálticos, estão as membranas de asfalto modificado sem adição de polímero, as membranas de asfalto elastomérico, as membranas de emulsão asfáltica, as membranas de asfalto elastomérico em solução e as mantas asfálticas. No grupo dos poliméricos estão, entre outros produtos, as membranas de poliuretano e as membranas acrílicas.

Camargo lembra que para formular o projeto é preciso verificar qual o tipo de atuação da água na área que tem que ser impermeabilizada – percolação, pressão hidrostática positiva, pressão hidrostática negativa, condensação e outras. “Primeiro, vemos o tipo de atuação da água para ver o melhor sistema para combatê-la”, explica. Projetistas podem se apoiar também em listas de verificação para observar os riscos potenciais do aparecimento de patologias durante a vida da edificação (veja a tabela 3). O projetista de impermeabilização Georg Thomas Ischakewitsch lembra que no memorial descritivo devem constar também os procedimentos de controle da qualidade do sistema, como o teste de estanqueidade.

Fonte: Revista Técnhe

Deixe seu comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.