Norma mostra competitividade no setor

De acordo com presidente do Sinduscon-SP, Norma de Desempenho servirá de parâmetro de competição leal entre as empresas

“A Norma de Desempenho é um assunto estratégico para o setor e é, sem dúvida, um marco para as normas técnicas brasileiras, pois, além de proteger o consumidor, servirá de parâmetro de competição leal entre as empresas”, afirmou Sergio Watanabe, presidente do SindusCon-SP, durante a abertura do Seminário Norma de Desempenho: Projeto, Especificações e Controle de Execução para Atender a Norma de Desempenho de Edificações (NBR 15.575), que o sindicato promoveu, por meio de seu Comitê de Tecnologia e Qualidade (CTQ), em parceria com o Secovi-SP, em 22 de maio. O evento superou as expectativas de público e foi acompanhado por mais de 300 pessoas.

Watanabe agradeceu publicamente a todos os que ajudaram a criar este “projeto a várias mãos”, como Ercio Thomaz, colaborador da revista Notícias da Construção, que estimulou as primeiras discussões sobre a questão no país; Carlos Borges, membro do CTQ, vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do Secovi-SP e coordenador da comissão de estudo na ABNT (versão 2008) que gerou a Norma de Desempenho; e Fabio Villas Bôas, membro do CTQ e coordenador da comissão que revisou a NBR 15.575.

Segundo Borges, com a vigência plena da norma a partir de 19 de julho, a construção civil brasileira “estará na direção certa, dando um grande salto de qualidade”.

Para Paulo Sanchez, vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP, a presença massiva de representantes do setor no seminário demonstrou a relevância da NBR 15.575 para a construção civil brasileira. Flavio Prando, presidente em exercício do Secovi-SP, completou: “A Norma de Desempenho é um divisor de águas e um oportunidade concreta e real de melhorarmos nossos empreendimentos, indo ao encontro dos anseios da sociedade”.

O evento mostrou o que as construtoras e incorporadoras deverão fazer para que os projetos de empreendimentos a serem protocolados a partir de 19 de julho atendam às exigências da norma. Fundamentalmente, os projetistas precisarão mudar suas especificações de materiais, componentes e sistemas construtivos, explicitando em documentos as características de desempenho dos mesmos, que deverão ser comprovados e apresentados pelos respectivos fabricantes. A gestão da obra precisará estabelecer controles mais rigorosos de execução para os itens que afetam o desempenho. E o usuário precisará ser orientado para sua responsabilidade em termos do uso e manutenção da edificação ao longo de sua vida útil.

Participaram ainda, entre outros, o vice-presidente de Relações Institucionais do SindusCon-SP, Mauricio Bianchi; o coordenador do CTQ, Jorge Batlouni; e o coordenador do Grupo de Trabalho de Sistemas de Coberturas da revisão da NBR 15.575 e membro do Comitê de Meio Ambiente (Comasp) do SindusCon-SP, Ricardo Pina.

A cobertura completa das palestras estará na edição de junho da revista Notícias da Construção.

Fonte: Sinduscon – SP

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